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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Babosa, um santo remédio

O Caraguablog publicou em 9 de junho de 2012 texto abordando as propriedades medicinais da planta vulgarmente conhecida por “babosa”, considerada um poderoso remédio natural de muitos usos.

Também aproveitamos para mostrar a sua flor, pouco conhecida, mas de uma beleza singular.

Abaixo, reproduzimos o texto, por entendê-lo momentoso e do interesse dos leitores do blog:


Curiosidade: você já viu flor de Babosa?

A grande maioria certamente ainda não se deparou com a flor dessa espécie vegetal bastante comum em nossos jardins, principalmente pelas suas propriedades medicamentosas.

Possui folhas espinhosas de cor verde e suculentas, contendo substância gelatinosa que pode ser extraída e utilizada em diversos fins medicinais. Geralmente é empregada para amenizar problemas de pele, como acne, queimaduras e psoríase.

Pesquisadores encontraram relatos do uso desta planta entre civilizações antigas, como os egípcios, gregos, chineses, macedônios e japoneses. Citações na Bíblia deixam claro que era comum o uso desta planta na antiguidade.

A Babosa, também chamada Barbosa no Brasil e Aloe vera em Portugal, é considerada um poderoso regenerador e antioxidante natural. A ela são reconhecidas propriedades antibacteriana e cicatrizante, além de capacidade de reidratar o tecido capilar ou dérmico danificado por queimadura. Também é excelente nutriente, com importantes proteínas, vitaminas e sais minerais.

A Babosa é citada por historiadores como o grande segredo de beleza de Cleópatra, no antigo Egito. Ela se utilizava de suas propriedades para tratar da pele, que encantava a todos. Os chineses faziam uso da planta como medicamento há 6 mil anos. Há 2 mil anos, o médico grego Penadius Discorides enumerou os usos da Babosa como produto para o tratamento de queimaduras, manchas, perda de cabelo e até indisposição estomacal.

O Caraguablog apresenta essa flor mais como uma curiosidade popular do que científica, já que a espécie, como se sabe, é conhecida do homem há milhares de anos e tem uso correntio na sua medicina.

Em formato de pendão alongado, a flor tem coloração alaranjado-escuro, despontando no início da primavera, segundo os estudiosos. Mas encontramos a flor da foto aqui em Caraguá no dia 08 de junho – portanto, em fins do outono e início do inverno.

Fotos: Caraguablog

domingo, 4 de dezembro de 2016

Que tal um passeio na feira do rolo?

A feira do rolo em Caraguatatuba é uma boa pedida para quem gosta de bisbilhotar curiosidades e matar um pouco do tempo de uma maneira diferente

A feira acontece todo domingo na rua Rio Grande do Norte, na entrada do Tinga. Lá se encontra de tudo, desde uma torneira quebrada, que não serve para absolutamente nada, a modernos aparelhos eletrônicos, passando por discos de vinil, equipamentos de pesca, controles remotos de todo tipo, livros velhos, panelas com tampa e sem tampa, roupas novas e usadas, ferramentas enferrujadas, facas sem corte, sapato de um pé só e uma série de curiosidades.
Também se toma um refrigerante gelado, caldo de cana, ou se degusta uma tapioca, em meio à movimentação das pessoas que já se habituaram todo domingo a comparecer à feira, como num ritual. Sempre se encontram pessoas conhecidas, algumas carregando bugigangas nas mãos, arrematadas a preços de banana. Outras fingem que apenas “visitam” o local, mas acabam denunciando a sua cobiça ao não resistir a um ou outro apelo e fazem a sua oferta.

Não se pode dizer que o que mais seduz o curioso e provável comprador seja o preço. O preço realmente é tentador em inúmeras oportunidades, daí a desconfiança de muitos de se tratar eventualmente de objetos roubados. Mas não é bem assim. É a raridade e a singularidade de certas peças que aguçam o desejo de muitas pessoas, às vezes uma simples peça de decoração jamais encontrada em outro lugar qualquer.

Na verdade, a maioria das pessoas lá comparece para exercer o papel de uma espécie de “garimpeiro de raridades”. E por ser raridades, também valiosas principalmente para colecionadores. Um rapaz, outro dia, estava eufórico, pois conseguiu comprar um livro escrito por Paulo Machado de Carvalho relatando todos os detalhes dos bastidores da Copa do Mundo de 1958, aquela que lançou Pelé aos 17 anos para o estrelato futebolístico. Detalhe: o livro estava autografado pelo autor, que empresta seu nome para o Estádio do Pacaembu em São Paulo e foi o fundador da TV Record.
 
Você se lembra da imponente Enciclopédia Barsa? Há algumas dezenas de anos, antes do advento da internet, quem tinha uma coleção dessas em casa podia se considerar um felizardo. Garantia de confiável fonte de pesquisas escolares para os filhos. Hoje, muitas pessoas ainda possuem essas coleções dentro de casa, que na verdade apenas atrapalham pelo espaço que ocupam. Nenhuma criança ou jovem, acostumado às facilidades do computador, quer saber de Barsa alguma.

A enciclopédia, tão cobiçada no passado, perdeu o seu glamour, assim como outras do gênero, como a Mirador e a Caldas Aulete. Hoje, ela é encontrada na feira do rolo, em qualquer banca, vendida completa ou por volume. Um desaforo para muitos quarentões e cinquentões que chegaram a pagar uma nota preta, em prestações, para ostentar tais livros em sua biblioteca e assim esnobar ares  intelectuais.

O que se vê ali chega a ser um convite à reflexão acerca da futilidade das coisas materiais e da própria condição humana. Tudo passa nesta vida. O que se observa ali indica que os tempos são outros, que a vida mudou certamente para melhor. É dando, portanto, uma voltinha na feira do rolo que se constata que o tempo passou sem que nos déssemos conta dele...

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Site possibilita que se ganhe renda extra com produções de filmes e fotos

Já imaginou sua casa ou suas antiguidades em uma cena de novela? É essa a proposta que o site CenaZERO traz para o país


(Fonte: Dino)
Em tempos de crise nada melhor que encontrar maneiras diferentes de complementar a renda, não é mesmo? E se além de ganhar um dinheiro extra você tiver a chance de participar de alguma forma de produções de filmes, novelas ou sessões de fotos?

As respostas para estas perguntas são o objetivo para o qual o CenaZERO foi criado. Com uma ideia simples e inovadora a plataforma disponibiliza itens divididos em quatro categorias: imóveis, veículos, objetos e equipamentos. Estes itens são anunciados gratuitamente por pessoas e empresas do país inteiro, a fim de que produtores e fotógrafos aluguem e utilizem em produções de filmes, novelas, vídeos, sessões de fotos e eventos.

Casas de campo, apartamentos, carros antigos, lanchas, objetos raros, câmeras, lentes e até drones são alguns dos itens que já foram anunciados no CenaZERO. De acordo com Maurício Brenner, fundador do CenaZERO “o objetivo do site é possibilitar que qualquer pessoa ganhe uma grana extra com o que tem em casa. Todos nós temos algo que está guardado, uma relíquia, um objeto diferente, um veículo antigo ou até um espaços bonitos como casas e sítios.”

De forma fácil e segura, o usuário cria uma conta no CenaZERO e cadastra um item de acordo com as quatro categorias disponibilizadas. No anúncio, basta descrever o item, inserir fotos, definir o valor da diária e determinar a sua disponibilidade.

A segurança no CenaZERO é levada muito à sério. Além do armazenamento dos dados e do processamento dos pagamentos, um dos destaques é o cuidado com as informações que são publicadas no site. Todos os meios de contato, endereços e outras formas de comunicação com o anunciante só serão visualizados pelo produtor depois que ele efetuar o pagamento da reserva do item desejado.

Mas antes de o produtor confirmar a reserva, o anunciante poderá avaliar se confirma ou não a reserva solicitada. A plataforma dá a chance para os usuários, tanto anunciante como produtor, de trocar mensagens em ambiente controlado e, assim, se conhecerem melhor e também se informar mais sobre o item e a produção que será realizada.

Ao confirmar a solicitação de reserva, o produtor irá efetuar o pagamento, e mesmo que ele faça de forma parcelada no cartão de crédito, o anunciante irá receber o valor da diária que informou no cadastro integralmente, ou seja, sem descontos em um prazo de 15 dias após a última data reservada.

Então, já começou a pensar em algo que tem em casa que algum produtor possa precisar para uma produção?

Cadastre-se já, é grátis.  CLIQUE AQUI.


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

O Dia Internacional do Amor não dispensa as flores

Empenhada em fornecer o presente ideal para cada ocasião, a Giuliana Flores, e-commerce especializado em flores e presentes, preparou uma ação especial para destacar o dia 14 de fevereiro no calendário nacional.

Conhecido em países de língua inglesa como Valentine’s Day, o Dia Internacional do Amor propõe a troca de carinho e presentes entre pessoas que se amam – e ganha cada vez mais notoriedade no Brasil.

Para a Giuliana Flores a data é estratégica, sendo a quinta mais importante do ano com vendas a ticket médio de R$ 125. Em 2016, a empresa espera crescer 15% o volume de pedidos em relação ao ano anterior.


“Após o Natal, as lojas brasileiras ficam carentes de datas comemorativas para incentivar o consumo. Uma das datas mais importantes do ano para a Giuliana Flores, o Dia do Amor conta com nossas coleções exclusivas que vão além das flores, com chocolates e joias que mais agradam o público apaixonado”, ressalta Juliano Souza, diretor de marketing da Giuliana Flores. (Fonte: DINO)

Curiosidades sobre Catia V5, software para Impressão 3D


A LWT Sistemas, representante da Dassault Systèmes no Brasil, explica um pouco sobre o cenário da impressão 3D, falando sobre um dos softwares mais importantes para realizar tal procedimento, o Catia V5

A impressão 3D tem sido alvo de grandes empresas e áreas importantes, como a saúde, por exemplo, pois proporciona métodos inovadores de desenvolver pesquisas e facilitar o trabalho, que antes levaria dias, semanas e até anos para serem concluídos. Vendo este total sucesso, diversas empresas ao redor do mundo buscam certificar seus funcionários em softwares e treinamentos específicos, para conseguirem fazer parte deste novo mercado que só tende a crescer.

Assim, visando esclarecer algumas dúvidas desses novos usuários de softwares de impressão 3D, a LWT Sistemas, parceira Stratasys e representante Dassault Systèmes para a comercialização e implantação de soluções PLM e 3DExperience, buscou agrupar informações relevantes sobre um dos principais softwares usados na atualidade, o Catia V5 .

Software classificado como High End e bastante na indústria aeroespacial e automotiva, o o Catia V5 possui maior abrangência de mercado para o desenvolvimento de projetos e produtos em 3D. Indicado para ser usado por técnicos ou pessoas que possuem conhecimento em engenharia, o software compreende as categorias CAD (Computer Aided Design), CAM (Computer Aided Manufacturing) e CAE (Computer AidedEngineering).

Um dos principais softwares para ilustrar peças e protótipos para impressão em impressoras 3D e divididas em três áreas de conhecimento, atualmente o profissional interessado neste ramo consegue obter, através de treinamentos ministrados por empresas certificadas pela Dassault Systèmes, conhecimentos separados em: Fundamentos, Mechanical Design ou Design Mecânico e Surface Design ou Design de Superfície, estas últimas divididas em básica e avançadas.

Atuando em diversas áreas no mercado de trabalho, desde a concepção de ideia e criação de projetos modelados em 3D através do software até a validação por um engenheiro do produto, o software Catia V5 atua nas principais áreas da Engenharia, Designer, Desenho Industrial e Projetistas de Ferramentas.


Por ser um software de trabalho que atua em diversas áreas e níveis de conhecimento e que precisa ser tido como um investimento pelo profissional, a pretensão salarial para a pessoa que possui conhecimentos avançados em Catia V5, juntamente a área de atuação que vai exercer, pode variar de R$ 3.000,00 à R$ 6.000,00 (estimativa salarial retirado do site Manager.com.br no dia 16/12/2015) no início da profissão, podendo ser reajustada de acordo com a experiência e tempo de trabalho do profissional junto a empresa. (FONTE: Dino)

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

A importância do rabo para o cãozinho

Pedimos licença ao Jornal da Hora, editado na cidade de Bertioga-SP e que circula também nas cidades do Litoral Norte (Caraguatatuba, Ubatuba, São Sebastião e Ilhabela), para reproduzir um texto publicado em sua edição nº 375, de 19 a 25 de setembro/2015, intitulado “O Código do Rabo”, na coluna especialmente dedicada aos animais.

O texto é muito interessante e aborda algo que muita gente ainda desconhece: a importância do rabo para o cão. A ignorância é tanta que as pessoas optam por cortar o rabo no animalzinho logo quando ele nasce, mutilando-o, num verdadeiro ato de agressão em nome da estética.

A coluna dedicada aos animais é fixa no jornal e assim se identifica: “Este espaço é dedicado aos animais e sua integração  com a natureza; suas características, hábitos, comportamentos, interação e dependência  das ações humanas.”

Eis o texto:


O código do rabo

A linguagem corporal através do posicionamento e movimento do rabo (ou cauda) é bastante peculiar e importante entre os mamíferos. Na natureza, associada a vocalizações e outros indícios físicos como eriçamento dos pelos, postura das orelhas e arqueamento das costas, ela indica e denuncia as intenções e o humor do bicho favorecendo a harmonia ou o combate.

No caso dos cães domésticos, a única diferença é que eles usam a mesma linguagem conosco – e nem sempre a interpretamos da maneira correta. Não há cão imprevisível nem traiçoeiro, há somente humanos ignorantes ou "distraídos": o cão sempre mostra a sua disposição, mas se não o compreendemos ou não percebemos os seus sinais a culpa não é dele.

São muitas as variações, e nem sempre um rabinho abanando é sinal de alegria ou aceitação de amizade. Rabinho feliz é aquele abanado numa linha de 180° em relação ao dorso, e quanto mais rápido, mais feliz! Rabo baixo, abanando devagar pode significar tanto insegurança –ele, cão, tem boas intenções, mas está na dúvida em relação às intenções alheias– quanto submissão. 

Rabo levantado e durinho demonstra atenção focalizada (agradável ou não), se levantado e abanado devagar o alerta do cão está no auge, e se esse mesmo posicionamento for acompanhado de postura da cabeça para olhar oblíquo e pelos eriçados o cão está pronto para atacar ou reagir. 

O rabo entre as pernas, que na natureza serve para encobrir a glândula anal e manifesta a vontade de passar despercebi- do, denuncia insegurança máxima e/ou muito medo; neste caso, também há o risco de uma resposta agressiva por pavor.

Procurar entender as mensagens enviadas pela linguagem corporal de seu animal de estimação ajuda muito na convivência com a família, no ensino das regras da casa (adestramento informal) e de eventuais problemas de saúde ou socialização.

Animais nunca mentem nem são hipócritas, são duas impossibilidades biofisiológicas para eles, o que evita muitos dissabores. É uma lástima que os humanos não tenham uma cauda longa e aparente...

"Imagine agora um mundo em que os humanos tivessem o tempo todo um apêndice incapaz de fingir o que não está sentindo."

sábado, 1 de agosto de 2015

Notícia da venda do Morro da Prainha causa especulações



O jornal Expressão Caiçara desta semana (saiu na quinta-feira, 30/7) trouxe em sua última página um anúncio emblemático, que despertou a atenção das pessoas pelo inusitado do seu conteúdo.

Trata-se de uma venda milionária envolvendo o Morro da Prainha (ou do Camaroeiro), aquele que fica no Canto do Camaroeiro e onde operava uma pedreira em meados dos anos sessentas. O local é paradisíaco e se presta a inúmeros tipos de empreendimentos de alto luxo, como hotéis e até mesmo cassinos, conforme se cogitou na cidade em 2006 ou 2007.

Na época, falava-se na liberação dos jogos de há muito proibidos no Brasil –para ser exato, desde 1946–, pois tramitava um projeto neste sentido no Congresso Nacional. Acabou não dando em nada e o assunto logo caiu no esquecimento.

A notícia, agora, do interesse do proprietário em vender o morro trouxe especulações sobre o assunto, reacendendo discussões, e foi motivo de palpites os mais curiosos, pois as pessoas também veem na retirada de terra de parte desse mesmo morro, pela prefeitura de Caraguá, após um processo de desapropriação, como algo “deflagrador” do interesse de venda. (Veja matéria do desmonte do morro publicada neste blog em 24 jun 2015)

Com um total de 99.944,00 metros quadrados de área alodial (área livre), mais 36.996,15 metros quadrados de área de marinha, o Morro tem ao todo 136.940,65 metros quadrados. O dono estimou em R$ 350,00 reais o metro, o que daria o total de R$ 47.929.227,50. Algo considerável e certamente único na cidade em termos de valores absolutos.

O anúncio é assinado por Aluísio Ribeiro de Lima, que deixa seu telefone celular para o contato de eventuais interessados.

As especulações são muitas e por vezes até sem nexo algum, mas as conversas sempre deixam no ar algumas perguntas: por que querem vender o Morro da Prainha? Que conversas de bastidores precederam essa decisão de vender? Haverá quem tenha disponível tamanho numerário para a compra? Quem será o corretor sortudo que irá mordiscar os R$ 2.875.753,65 a título de comissão?

Afinal, quem é o vendedor da área?

Aluísio Ribeiro de Lima, que assina a publicação do anúncio e oficialmente quem pôs à venda o Morro da Prainha, é filho do ex-deputado estadual Altimar Ribeiro de Lima, falecido em 26 de maio de 2009 depois de ter sido por três legislaturas vereador em São Paulo e também por três legislaturas deputado com assento na Assembleia Legislativa Estadual.

Por sua vez, Altimar era filho de Diógenes Ribeiro de Lima, que também foi por duas vezes vereador na capital do Estado e Deputado Estadual por uma legislatura. Formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, publicou vários trabalhos jurídicos. Atuou ainda como suplente de juiz federal em São Paulo, juiz de Paz e delegado de polícia e como membro do Congresso do Ministério Público. Seu nome foi dado à conhecida praça da praia, em Caraguá, em reconhecimento aos serviços prestado à cidade, creditando-se a ele a transformação de Caraguá em estância balneária, em 1947.

A importância da família Ribeiro de Lima no contexto da cidade

Diógenes Ribeiro de Lima - Professor e um dos políticos mais envolvidos com Caraguatatuba. Como deputado, ajudou e muito Caraguatatuba. Não é a toa que seu nome foi concedido a uma das principais praças de nossa a cidade, a praça da Secretaria de Turismo, em frente a praia central. Diógenes nasceu em São Paulo, em 12 de abril de 1896. Formou-se professor pela Escola Normal Caetano de Campos em 1916.

Em 1920 pegou um barco em Santos para vir até Caraguá, na época, não havia acesso por terra até a cidade, onde foi dar aulas nas Escolas Reunidas de Caraguatatuba (onde hoje funciona o Museu Adaly Coelho Passos). Em nossa cidade namorou a professora Alice Leite. Casou com ela, tendo como padrinhos Teotino Tibiriçá Pimenta e Luiz Passos Júnior.

Foi proprietário de uma casa antiga na avenida Arthur Costa Filho, que foi demolida e, atualmente, serve como estacionamento. Como professor trabalhou também nas cidades de Monte Azul e Bariri. Formou-se advogado em 1924 pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (USP). Publicou vários trabalhos jurídicos. Atuou ainda como suplente de juiz federal em São Paulo (1925), juiz de Paz e delegado de polícia (1924 e 1925) e como membro do Congresso do Ministério Público.

Vida Política - Diógenes foi vereador em São Paulo por dois mandatos, de 1926 a 1930. Participou da Revolução de 1932, como subcomandante do Batalhão Bahia. Elegeu-se deputado estadual em 1935, quando participou da Constituição de 1935. Como deputado foi um dos políticos que mais ajudou Caraguatatuba.

Foi graças a ele que a cidade melhorou e muito a sua infraestrutura física. Poucos sabem, a tradicional mureta da avenida da praia do centro (removida em 2000, quando o prefeito Antonio Carlos remodelou e duplicou a avenida) foi feita por iniciativa de Diógenes. Como deputado ele transformou a cidade, de fato, em uma estância balneária. Abaixo o decreto que transformou a cidade em estância balneária, de 1947, por iniciativa do então deputado Diógenes Ribeiro de Lima.
Transcrito do Blog do Salim Burihan, em :

Altimar Ribeiro de Lima - Nasceu na cidade de São Paulo, em 31/05/1924, filho de Diógenes Ribeiro de Lima (ex-deputado estadual e presidente da Alesp) e Alice Leite Lima. Faleceu no dia 26 de maio de 2009, no Hospital TotalCor, na Capital, de broncopneumonia com fibrilação atrial. Velado no salão nobre da Assembleia, seu corpo foi sepultado no cemitério da Consolação.

Formou-se em Engenharia na Universidade Mackenzie, antes de ser eleito.

Elegeu-se três vezes vereador pela Câmara Municipal de São Paulo, em 1948, ainda muito jovem, aos 24 anos, com 1.603 votos, pelo Partido Social Progressista (PSP). Em 1952, reelegeu-se vereador com 5.984 votos, também pelo PSP; e, em 1956, com 7.544 votos pela mesma legenda. Licenciou-se duas vezes: de 4/2/1955 até 21/6/1955, e de 25/9/1957 a 6/8/1958, para ocupar o cargo de secretário municipal de Obras.

Em 11/3/1959 renunciou ao mandato de vereador por ter sido eleito deputado estadual, pelo PSP, com 14.708 votos.

Foi deputado estadual por três legislaturas consecutivas: 4ª legislatura (1959/63), quando obteve 14.708 votos, concorrendo pelo PSP, partido dirigido por Adhemar de Barros; foi reeleito para a 5ª legislatura (1963/67), pelo PTB, partido do então presidente João Goulart, alcançando 10.951 votos.

O deputado Altimar Ribeiro de Lima participou das festividades de transferência do prédio da Assembleia Legislativa, do parque D. Pedro 2ª, para o novo edifício no parque do Ibirapuera, em 25 de janeiro de 1968, sendo reeleito novamente para o terceiro mandato, à 6ª legislatura (1967/71), concorrendo pela Arena, partido que apoiava o governo militar, alcançando a sua mais expressiva votação: 16.142 votos, nessa legislatura foi testemunha do fechamento da Assembleia Legislativa, por um ano e meio, com base no Ato Institucional (AI) nº 5/1968, pelo qual foram cassados 25 parlamentares.

Teve quatro filhos com sua primeira esposa, Sra. Lieselotti Ribeiro de Lima: Teresa Cristina Ribeiro de Lima, Altimar Augusto Ribeiro de Lima, Luiz Carlos Ribeiro de Lima e Aluisio Ribeiro de Lima. Com sua morte deixou três filhos, tendo em vista que sua filha Teresa já havia falecido, e nove netos. Casou-se pela segunda vez com a Sra. Cecy Stella Fagá, união de 24 anos, sem filhos.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Babosa, um santo remédio

O Caraguablog publicou em 9 de junho de 2012 texto abordando as propriedades medicinais da planta vulgarmente conhecida por “babosa”, considerada um poderoso remédio natural de muitos usos.

Também aproveitamos para mostrar a sua flor, pouco conhecida, mas de uma beleza singular.

Abaixo, reproduzimos o texto, por entendê-lo momentoso e do interesse dos leitores do blog:


Curiosidade: você já viu flor de Babosa?

A grande maioria certamente ainda não se deparou com a flor dessa espécie vegetal bastante comum em nossos jardins, principalmente pelas suas propriedades medicamentosas.

Possui folhas espinhosas de cor verde e suculentas, contendo substância gelatinosa que pode ser extraída e utilizada em diversos fins medicinais. Geralmente é empregada para amenizar problemas de pele, como acne, queimaduras e psoríase.

Pesquisadores encontraram relatos do uso desta planta entre civilizações antigas, como os egípcios, gregos, chineses, macedônios e japoneses. Citações na Bíblia deixam claro que era comum o uso desta planta na antiguidade.

A Babosa, também chamada Barbosa no Brasil e Aloe vera em Portugal, é considerada um poderoso regenerador e antioxidante natural. A ela são reconhecidas propriedades antibacteriana e cicatrizante, além de capacidade de reidratar o tecido capilar ou dérmico danificado por queimadura. Também é excelente nutriente, com importantes proteínas, vitaminas e sais minerais.

A Babosa é citada por historiadores como o grande segredo de beleza de Cleópatra, no antigo Egito. Ela se utilizava de suas propriedades para tratar da pele, que encantava a todos. Os chineses faziam uso da planta como medicamento há 6 mil anos. Há 2 mil anos, o médico grego Penadius Discorides enumerou os usos da Babosa como produto para o tratamento de queimaduras, manchas, perda de cabelo e até indisposição estomacal.

O Caraguablog apresenta essa flor mais como uma curiosidade popular do que científica, já que a espécie, como se sabe, é conhecida do homem há milhares de anos e tem uso correntio na sua medicina.

Em formato de pendão alongado, a flor tem coloração alaranjado-escuro, despontando no início da primavera, segundo os estudiosos. Mas encontramos a flor da foto aqui em Caraguá no dia 08 de junho – portanto, em fins do outono e início do inverno.

Fotos: Caraguablog

Sexo, poligamia e homossexualidade entre os índios Tupinambás do século XV


Fonte: http://ronaldoluisbispo.blogspot.com.br/
Em maio de 2012, o Caraguablog publicou o texto abaixo, dando alguma informação sobre quem foi Hans Staden, que empresta seu nome a uma importante via pública de Ubatuba.

Por aquela época (meados de 1500), os índios Tupinambás andavam por aqui – Caraguá, Ubatuba, São Sebastião, Ilhabela – e seus domínios iam do Rio Juqueriquerê, no Bairro Porto Novo, em Caraguatatuba, até o Estado do Espírito Santo, tendo em Ubatuba a sua sede. Eram amigos dos franceses, em guerra contra os portugueses. Os domínios dos índios Guaianases, por sua vez, protegidos pelos lusitanos, iam do Juqueriquerê até a região de Santos.

Hoje, vendo o trabalho de Gerivaldo Neiva, que fala sobre as práticas sexuais dos índios que habitavam este litoral, achamos interessante reproduzir o texto do Caraguablog e ainda incluir as novas informações a respeito da sexualidade indígena. É interessante. Vale a pena conferir.

O guerreiro alemão

Hans Staden foi um aventureiro alemão que em 1550, depois de naufragar próximo de São Vicente, caiu prisioneiro dos índios Tupinambás (Tamoios), temíveis guerreiros e injustamente considerados canibais (comiam os inimigos em extravasão de ódio e não para saciar a fome), que habitavam esta região.

Trazido a Ubatuba para ser devorado, acabou lutando bravamente ao lado dos Tupinambás contra os Guaianases e tratado como animal de estimação pelos seus captores, tendo inclusive mudado de "dono".

Pediu ajuda a um navio português e a outro francês, que a recusaram por não desejarem conflito com os índios. Foi, enfim, resgatado por um navio corsário francês depois de mais de nove meses de cativeiro.

Escreveu um livro a respeito. Sua história foi tema de filme, em 1999, dirigido por Luiz Alberto Gal Pereira e rodado em Ubatuba.



Sexo, poligamia e homossexualidade entre os índios Tupinambás do século XV


por Gerivaldo Neiva (www.jusbrasil.com.br)
O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba a gente pensa
Que ele nunca existiu
O nosso amor a gente inventa.
(Letra de Cazuza, João Rebouças e Rogério Meanda)

No capítulo anterior, relatei sobre como os índios Tupinambás do século XVI fabricavam uma bebida chamada cauim e se embebedavam em grandes festas, que podia durar alguns dias.

Na introdução desse texto, observei: “Os primeiros relatos sobre os povos indígenas que habitavam o território que viria a se chamar Brasil, como não poderia deixar de ser, foram elaborados por brancos invasores e colonizadores. Evidentemente que tais relatos são carregados dos preconceitos e da poderosíssima moral católica que dominava a Europa no século XVI. [...] Logo, a leitura desses clássicos precisa de aguçada visão crítica, pois os olhos de quem escrevia sobre os índios que aqui habitavam viam tudo sob a ótica e paradigmas da sua cultura europeia, de seus costumes, crenças, religião, cultura etc. Um grande desconto, por assim dizer, há de ser dado.”

Enfim, para se falar sobre sexo entre os Tupinambás do século XVI, nosso olhar crítico precisa estar mais aguçado ainda, vez que a moral católica e a doutrina do “pecado original” jamais aceitariam como “natural” a nudez dos índios ou que praticassem a poligamia e homossexualidade. Aliás, discutia-se até se os índios tinham alma! O desconto, neste caso, portanto, há de ser bem mais generoso. As fontes são as mesmas: Hans Staden (1557), Jean de Léry (1578) e Gabriel Soares de Sousa (1587).

A poligamia

Segundo Hans Staden, no relato editado na Europa em 1557, a maioria dos Tupinambás tinham apenas uma mulher, “mas alguns dos chefes tem treze ou quatorze” e a primeira delas é como se fosse a chefe entre elas. Ainda segundo Staden, “As mulheres se entendem bem entre si. Entre os selvagens é comum que um homem dê a outro sua mulher de presente, quando se cansa dela. Também acontece de um homem dar de presente a outro homem uma filha ou irmã”. É como se as mulheres, portanto, fossem mero objeto de uso e os homens fossem seus donos.” [1]

De acordo com outro visitante ilustre dessas terras, poucos anos depois, Jean de Léry, “com relação ao casamento dos nossos americanos (referindo-se aos Tupinambás), eles observam apenas três graus de parentesco; ninguém toma por esposa a própria mãe, a irmã ou a filha, mas o tio casa com a sobrinha e em todos os demais graus de parentesco não existe impedimento”. Em seu relato, Léry afirma ter visto índios com oito mulheres e demonstrou admiração pelo fato de viverem em harmonia e sem ciúmes, ocupadas em tecer redes, limpar hortas e plantar raízes. Por fim, comparando com o regime monogâmico da cultura católica europeia da época, Léry afirma que se o homem europeu fosse se submeter a tal prática, melhor seria condená-lo às galés “do que metê-lo no meio de tanta intriga e ciumeira”. Aqui, o europeu é tão machista quanto o Tupinambá: o grave não era transformar a mulher em objeto, mas a intriga e ciúme que o homem seria “vítima” com a posse de várias mulheres.[2]

Muitos anos depois, em 1587, quando os Tupinambás já tinham sofrido as influências e violências dos brancos invasores, Gabriel Soares de Sousa, no Tratado Descritivo do Brasil, também relatou sobre os costumes sexuais dos Tupinambás. Segundo este autor, os Tupinambás eram, de fato, poligâmicos, e aquele que tivesse mais mulheres “se tem por mais amado e estimado”. Da mesma forma que outros relataram, também Gabriel Soares de Sousa confirma que a primeira mulher exercia um papel preponderante sobre as demais, embora relate a existência de ciúmes da primeira, por ser geralmente a mais velha. [3]

Em relato semelhante aos demais autores pesquisados, Gabriel Soares de Sousa traz informações sobre o comportamento muitas vezes violento dos homens em caso de traição das mulheres, mas acrescenta a informação de que as próprias mulheres criavam a oportunidade para que seus homens se deitassem com outras mulheres mais jovens: “Os machos desses Tupinambás não são ciosos; e ainda que achem outrem com as mulheres, não matam a ninguém por isso, e quando muito espancam as mulheres pelo caso. E as que querem bem aos maridos, pelos contentarem, buscam-lhes moças com que eles se desenfadem, as quais lhes levam à rede onde dormem, onde lhes pedem muito que se queiram deitar com os maridos, e as peitam para isso; coisa que não faz nenhuma nação de gente, senão esses bárbaros”. (op. Cit. P. 309).

Enfim, a síntese das três fontes pesquisadas (Staden, Léry e Sousa) não deixam dúvidas sobre o comportamento poligâmico dos Tupinambás, a prevalência da mulher mais velha sobre as mais jovens, o ciúme do homem e, por fim, segundo a informação de Sousa, a própria mulher mais velha buscando mulheres mais jovens para “desenfadarem” seus machos.

A homossexualidade e outras “luxúrias”

As informações que se seguem têm como base apenas o relato de Gabriel Soares de Sousa. Os demais autores pesquisados (Staden e Léry) não trazem essas informações acerca de outros costumes dos Tupinambás, incluindo a homossexualidade.

Assim, por exemplo, segundo o referido autor, os Tupinambás eram tão luxuriosos “que não há pecado de luxúria que não cometam”. Seguindo neste festival de luxúrias, segundo Gabriel Soares de Sousa, desde pouca idade os Tupinambás já tinha contato com mulheres mais velhas, “desestimadas” pelos homens, que lhes ensinavam o que não sabiam e não lhes deixavam de dia, nem de noite. Também diferente dos demais autores, Gabriel Soares de Sousa relata a ocorrência de relações de incesto entre os Tupinambás, além de relacionamento sexual com irmãs e tias.

Além disso, em relato único, este autor traz a informação de que os Tupinambás, “não satisfeitos com o membro genital como a natureza formou”, colocavam o pelo de um bicho peçonhento (uma caranguejeira?) no pênis para torna-lo tão grosso e disforme, mesmo sofrendo seis meses de dores, “que os não podem as mulheres esperar, nem sofrer.”

Com relação à homossexualidade, em relato apenas encontrado em Gabriel Soares de Sousa, os Tupinambás são “muito afeiçoados ao pecado nefando, entre os quais não se tem por afronta, e o que se serve de macho, se tem por valente, e contam esta bestialidade por proeza; e nas suas aldeias pelo sertão há alguns que tem tenda pública a quantos os querem como mulheres públicas.” (op. Cit. P. 308). Não creio que precisa traduzir “pecado nefando” no contexto apresentado, pois resta claro que um índio se achava macho e se vangloriava por isso, enquanto outros se ofereciam, em tendas, como mulheres públicas, ou seja, claramente este é o relato de relações homossexuais.

Em vista disso tudo, nossos olhares contemporâneos de igualdade de gênero, da conquista de direitos pelas mulheres, da inscrição dessas conquistas em um Código Civil e em uma Constituição, não podem compreender ou mesmo aceitar os costumes dos índios Tupinambás do século XVI. Não se quer dizer, portanto, que estivessem certos ou errados, justos ou injustos, legais ou ilegais, morais ou imorais etc, pois nossos paradigmas atuais não se aplicam, assim como os paradigmas dos invasores, aos costumes de um povo como os Tupinambás do século XVI.

O que se pretende com este breve estudo, por fim, em tempos de hipocrisias e tentativas de moldar o comportamento dos homens e mulheres através de normas impostas, validadas e tornadas legais por mero formalismo, ou definidas como “naturais”, é apenas registrar a curiosidade de uma pesquisa e fazer constar que os primeiros relatos dos que invadiram e mataram os habitantes deste território, e continuam fazendo, assim viram e disseram sobre este povo.

Finalmente, para os que defendem os paradigmas e dogmas de suas crenças atuais – sejam católicos ou evangélicos - como condições imprescindíveis à salvação e conquista do céu, é de se perguntar: então, os Tupinambás, por tantos “pecados” cometidos – da embriaguez à homossexualidade - estariam todos no inferno? Se sim, então não seriam filhos de Deus? Se não, então viva a liberdade de todos os povos em todas as fases da história da humanidade!

Gerivaldo Neiva - Juiz de Direito (Ba), membro da coordenação estadual da Associação Juízes para a Democracia (AJD). membro da Comissão de Direitos Humanos da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e Porta-Voz no Brasil do movimento Law Enforcment Against Prohibition

Obras consultadas:
[1] Staden, Hans. Duas viagens ao Brasil. Porto Alegre: L&PM, 2008, p. 150.; [2] Léry, Jean de. Viagem a Terra do Brasil. São Paulo: Livraria Martins, 1941. P. 202.; [3] Sousa, Gabriel Soares de. Tratado Descritivo do Brasil em 1587. São Paulo: Editora nacional; Brasília: INL, 1987, p. 311.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Rola na Internet: o incrível espetáculo da dança das mil mãos


Não percam este extraordinário espectáculo de dançarinos surdos-mudos. É simplesmente incrível.

Há uma dança impressionante, chamada de Guanyin de Mil Mãos, que está fazendo as rondas em toda a rede. Considerando a coordenação estreita a à sua realização, não é nada menos que incrível, mesmo que eles não fossem todos surdos.

Sim, você leu corretamente. Todos os 21 dos dançarinos são completos surdos-mudos. Contando apenas com os sinais dos formadores, os quatro cantos do palco, estes dançarinos extraordinários oferecem um espectáculo visual que é ao mesmo tempo complicado e movimentado.

Sua grande estréia internacional foi em Atenas, na cerimónia de encerramento da Paraolimpíada de 2004. Mas tem sido há muito tempo o repertório dos chineses deficientes Trupe Arte Popular Execução e têm viajado para mais de 40 países. Seu bailarino principal de 29 anos de idade, Tai Lihua, tem um BA da Fina Hubei Instituto de Artes. O vídeo foi gravado em Pequim durante o Festival da Primavera deste ano.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Eleitora pede indenização a partidos

Vítima de fratura no fêmur após escorregar sobre panfletos aciona políticos

Uma aposentada de 51 anos move uma ação contra 12 candidatos e oito partidos que disputaram as eleições do ano passado em São José dos Campos.
Ela pede uma indenização do R$ 432 mil do grupo, que inclui o prefeito eleito de São José, Carlinhos Almeida (PT), o vice Itamar Coppio (PMDB) e o candidato do PSDB à prefeitura, Alexandre Blanco.

Na ação, são citados os partidos PT, PSDB, PP, DEM, PSB, PTB, PMDB e PV. Também são listados vereadores eleitos e candidatos a prefeito e à Câmara que perderam as eleições.
Maria Isaura Moura Andrade fraturou o fêmur após escorregar em panfletos de propaganda das coligações e dos candidatos, os ‘santinhos’, jogados numa rua perto de onde iria votar no bairro Vista Verde, na região leste de São José.
Ela, que não conseguiu chegar à seção eleitoral e registrar seu voto, precisou passar por cirurgia e ficou com sequelas por causa da fratura.
“A operação não resolveu todo o problema dela, que passou a sentir muitas dores. Ela andava de cadeira de rodas até um tempo atrás”, disse o advogado Wagner Silva Carreiro, que representa a aposentada.

Segundo ele, os candidatos e partidos foram identificados por meio dos panfletos jogados na rua no momento da queda de Maira Isaura.
A ação de indenização por dano moral foi protocolada em 26 de fevereiro deste ano, na 4ª Vara Cível de São José, e distribuída em 5 de março. As partes citadas no processo ainda estão sendo comunicadas pela Justiça.

Além do dano moral, segundo Carreiro, a indenização visa atenuar o prejuízo estético da aposentada. “Ela ficou com o movimento da perna comprometido por causa da queda”, explicou o advogado.
Mau exemplo.
Para ele, o caso se configura como um mau exemplo dos candidatos, além de uma afronta à legislação eleitoral, que proíbe sujeira de santinhos nas ruas das cidades, e um dano ambiental. “O problema ambiental também é grave, porque parte desses panfletos acaba entupindo redes e sujando os rios.”
Outro lado.

Os partidos e candidatos procurados informaram que ainda não foram citados pela Justiça, mas negaram a responsabilidade sobre o acidente com a aposentada.
Fonte: O Vale / Xandu Alves
Caraguablog/JFPr

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Litoral Norte: Cachorra maruja vira sucesso


Zara é uma cachorra marinheira. Ela está aí para provar que nós devemos sim ser levados com os humanos durante qualquer passeio.

A maruja mora em Cambury, litoral norte de São Paulo, mas ama mesmo quando a família a leva ao veleiro em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

— Fico encantada com a água, quero ficar lá no meio. Mas só pulo se meus donos deixam. Só que uma vez no mar... Ah, é difícil me tirar de lá.

Conheci Zara pela amada amiga tia Ivy Farias . Ela fez parte de um concurso de cães marinheiros selecionados pela Bombarco Náutica.
Blog Patas ao Alto
Caraguablog/JFPr

domingo, 10 de fevereiro de 2013

CARAGUÁ: DOMINGO DE CARNAVAL

Foto sensacionalista do dia
Turista consegue cair dentro do canal na larga Avenida “C” com duas pistas de trânsito na Praia Martim da Sá. Amigos solidários acompanham o motorista até a chegada do resgate. O acidente aconteceu nesta domingo, 10 às 12h. Não houve feridos.











Caraguablog/JFPr