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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Um toque divino em cada tom...

Esta foto foi tirada de uma planta ornamental localizada defronte do prédio da prefeitura de Caraguá, na parte da calçada que dá acesso à saída lateral do gabinete do prefeito.

Uma linda flor, com toda certeza, ali, quietinha, pouco vista e apreciada por aqueles que passam apressadamente todos os dias na sua faina diária, em busca do sustento de si e da família.

Realmente, as pessoas hoje em dia têm pouco tempo para curtir os bons momentos da vida.

Apreciar essa bela flor branca, que apresenta um perfeito gradiente para o amarelo-ouro, é um desses momentos de ternura, de encantamento, que só os seres providos de sentimentos são capazes de experimentar.

A florzinha ali, praticamente despercebida aos olhos humanos, nos dá o testemunho do quão a Natureza é perfeita nas suas criações e se traduz num convite sereno à reflexão acerca daquilo que nos é ofertado gratuitamente pelo Criador e que por vezes não nos damos conta, não enxergamos ou fingimos não ver.
Caraguablog

domingo, 23 de agosto de 2015

Derrubaram o lar do bem-te-vi. E daí?

"...o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo.” Trecho da carta do cacique Seattle ao presidente norte-americano

O bem-te-vi da foto perdeu o seu lar, o seu lar doce lar, construído por ele mesmo, fio a fio, raiz a raiz, palha a palha, num local maravilhoso que lhe foi dado pela Mãe Natureza. Ele morava num lindo coqueiro, alto, imponente, de onde se podia avistar toda a redondeza de uma rua tranqüila do Estrela D’Alva. Certamente dividia a árvore com outras criaturinhas, formigas, besouros, lagartas, cigarras...

 Era feliz ali, com sua companheira. Ali criava seus filhotes. Num rompante, os pequeninos saltavam para a vida, voando pela primeira vez, jogando-se da enorme palmeira quando, já empenados, chegava o dia apropriado para deixar o ninho, tal como dizem as escrituras: deixarás pai e mãe...

Muitas gerações de bem-te-vis certamente passaram por ali. Talvez o tata-tata-tataravô dessa pobre e tristonha ave, a observar ao longe, já antevendo o despejo iminente, tenha nascido naquela palmeira. Falo deste bem-te-vi porque o conheço de algum tempo. Peito dourado, dorso em luto e uma boinazinha na cabeça. Todo dia, ele me acorda ao nascer do sol com as suas bentevivices, cantos potentes, maviosos, especiais, convidando a levantar para a vida.

Ele não perdeu sua casa pela ação furiosa da natureza, como aquela acontecida em São Luís do Paraitinga e na região sul-fluminense no ano passado. Nem em razão das barreiras que rolaram lá pelas bandas da região serrana do Rio de Janeiro, que mataram pessoas neste ano.

Ele perdeu o seu lar porque uma motosserra derrubou o seu coqueiro, sem razão alguma. A árvore não falava mal de ninguém, não se metia em política, em intriga, não era inadimplente em bancos, não assaltava, roubava. Não era Antonio Carlos nem Aguilar. Nada existia para que fosse sentenciada à morte e executada de forma tão cruel: ser cortada aos pedaços, um de cada vez, pelo animal-homem.

Sem ser procurada para eventual acordo, a avezinha foi despejada com sua companheira e filhotes. Não houve processo algum. Não foi permitido o contraditório, nem aviso prévio. O oficial de justiça não deu as caras por lá. Quem se importa com uma ave, um único passarinho? Claro: ninguém...

O coqueiro morreu assim, sem chance de defesa, no silêncio, observado por olhos impiedosos, ao menos negligentes e covardes. Talvez tenha gritado, chorado quando o aço chegou às suas entranhas, ao seu cerne, e derramou a sua seiva vital. Talvez tenha pedido por socorro, implorado clemência. “Olha as avezinhas, elas moram aqui...” Nada adiantou. As mãos assassinas continuaram seu trabalho. Tal o Cristo sangrando na cruz, a altiva palmeira, tão bela, com cachos ainda em florescência, em pleno vigor da sua existência, sucumbiu...

Adoniran já nos disse algo assim, pedindo licença para contar: “Mas um dia, nóis nem pode se alembrá. Veio os homens c’as ferramentas, que o dono mandou derrubar”. A “justificativa” é sempre a mesma: é o pogréssio..., é o pogréssio...

A árvore se foi. O bem-te-vi ainda circula pelas imediações, talvez sem compreender o que se passou. Outro dia, sentado no fio, contemplava o vazio onde outrora reinava, orgulhosa, a palmeira-lar, esbanjando vida e contribuindo com o ecossistema, e que fora a terra de seus pais. Que pensamentos lhe passaram pela cabecinha, quem haverá de saber? Dizem que os animais não pensam. Não creio nessa bobagem.

O bem-te-vi nasceu ali, seus filhotes também. Seus netos, porém, terão de encontrar outro local se quiserem dar continuidade à espécie. 

Fico torcendo como nunca para que a pequena ave encontre um novo lar, seguro, onde possa, raiz a raiz, palha a palha, fio a fio, edificar seu novo lar e receber os seus filhotes, peladinhos como os bebês humanos...
O Blog de Caraguá - k

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Um toque divino em cada tom

Esta foto foi tirada de uma planta ornamental localizada defronte do prédio da prefeitura de Caraguá, na parte da calçada que dá acesso à saída lateral do gabinete do prefeito.

Uma linda flor, com toda certeza, ali, quietinha, pouco vista e apreciada por aqueles que passam apressadamente todos os dias na sua faina diária, em busca do sustento de si e da família.

Realmente, as pessoas hoje em dia têm pouco tempo para curtir os bons momentos da vida.

Apreciar essa bela flor branca, que apresenta um perfeito gradiente para o amarelo-ouro, é um desses momentos de ternura, de encantamento, que só os seres providos de sentimentos são capazes de experimentar.

A florzinha ali, praticamente despercebida aos olhos humanos, nos dá o testemunho do quão a Natureza é perfeita nas suas criações e se traduz num convite sereno à reflexão acerca daquilo que nos é ofertado gratuitamente pelo Criador e que por vezes não nos damos conta, não enxergamos ou fingimos não ver.
Caraguablog

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Alguém sabe dizer por onde anda o Papudo?


 Papudo, tipo popular de Caraguá, não quis ser candidato a vereador nas eleições de 2012

O folclórico cidadão conhecido em Caraguá como Papudo anda meio sumido.

Ele sempre era visto em qualquer ponto da cidade, falando alto, gesticulando, promovendo verdadeiras polêmicas diante da exposição do seu modo de pensar e de ver as coisas.
A verdade é que as pessoas gostavam de ouvir o Papudo, que dizia sempre o que pensava “na lata”, sem se importar com as consequências.

O Caraguablog relembra aqui uma crônica publicada em 25 de julho de 2012 enfocando o jeito de ser desse cidadão, que agora parece fazer falta, já que tudo anda tranquilo demais por estas plagas, algo de dar nos nervos:

Crônica: Que fim levou o Papudo?

Papudo, ou melhor, Carlos Eduardo Viana, foi candidato em 2008 a um cargo de vereador na Câmara Municipal de Caraguá. Filiado ao Partido Verde, o PV, falou às toneladas por aí, fazendo uma pregação daquilo que faria se eleito fosse. Aliás, como todo bom candidato.

Papudo, tipo popular de Caraguá, não quis ser candidato a vereador nas eleições de 2012.

Papudo é desses tipos que não têm trancas na língua. Deu vontade, fala mesmo – doa a quem doer. E fala alto, bom som, na praça, na rua, na padaria ou mesmo dentro dos corredores da prefeitura e da Casa de Leis municipais. Não tá nem aí para eventuais críticas sobre o seu modo de ser e de viver.

Não foi eleito, mas teve mais de uma centena de votos, um número de sufrágios significativo para quem debutava na política. Pessoas que certamente acreditaram na sua proposta como político e que até o anteviam na tribuna da Câmara de Caraguá, passando seus sermões, alfinetando uns e outros com sua verborragia incontida. Como a política é uma espécie de caixa de ressonância do que vai pela sociedade local, achavam que ele estaria no local certo.

Muito até adoravam ouvir as pregações do Papudo, encantavam-se com suas palavras ditas “na lata”, sem meios termos, rodeios ou contornos sutis. Concordavam em muitas coisas, discordavam em tantas outras. Mas o fato é que o folclórico cidadão suscitava vivas polêmicas.

E aí, o que aconteceu?

As eleições se foram, Papudo enfim encontrou sua cara-metade, casou-se, teve filhos. Virou homem de responsabilidade. Será que foi por isso que se retraiu e não mais quis papudear por aí? Ora, todos esperavam que novamente fosse candidato a vereador nestas eleições de 2012, para continuar o trabalho político já iniciado. Mas o Papudo não quis saber mais disso.

Sumiu.

Seria interessante se neste período pré-eleitoral pudéssemos todos ouvir certas verdades que precisam ser ditas por aí, mas que ficam entaladas na goela. Por interesses inconfessáveis, comodismo, medo, canalhice.

Ah! Quanta coisa ainda precisa ser dita e explicada nesta Caraguá...

Seria necessário que tivesse alguém com a coragem do Papudo para que certos desmandos fossem postos a descoberto, falados, ditos em bom som. Na praça, na rua, na padaria, nos corredores da prefeitura e da Câmara Municipal. Ou em qualquer outro local, ao abrigo da chuva ou não.

Muito há para ser dito, que sufoca cá dentro do peito, mas que fica entalado na goela. Por medo, por comodismo, capachismo ou sei lá o quê.

Pena que Papudo só existe um. E hoje ele está comprometido, cuidando do seu querido lar, da esposa e filhinho.


Ah! Meu Deus! Como faz falta o Papudo...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Caraguá: professor Avelar deve estar de revolvendo no túmulo

Antonio de Freitas Avelar, o mesmo que empresta o nome à escola estadual do bairro Estrela D’Alva, foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores, o PT, em Caraguatatuba.

Pessoa de princípios, honesto, muito querido entre amigos e alunos, o professor Avelar, que dava aulas no Thomaz, foi o primeiro candidato a prefeito pelo PT em Caraguá, em 1982. Não logrou êxito, pois disputou com velhas raposas da política local.

Avelar era conhecido como um dos vereadores mais combativos da Câmara Municipal. Não conhecia limites, medo, pressão ou o que fosse na defesa dos interesses públicos. Metia a língua sem dó sempre que preciso.

Por assim dizer, era uma espinha na garganta de Geraldo Nogueira da Silva, o Boneca, que se autointitulava “primeiro damo” por ser marido da prefeita Tereza Cury Nogueira (1973-1976). Era também a íngua que incomodava José Bourabeby, prefeito de 1977 a 1982.

Em outras palavras, sua postura era de um opositor perfeito, sério, culto, boa oratória, que não se intimidava nem deixava nada barato. Era uma espécie de guardião atento dos cofres públicos, pronto a enfrentar a quem ousasse deles se aproximar com intenções malévolas.

Coisas de antigamente, inexistente, talvez, nos tempos atuais, quando o dinheiro seduz e reduz a todos a um ideal comum, harmonioso, autoprotegido por regras próprias, rígidas, inquebráveis, inconfessáveis.

Se Avelar ainda vivesse entre nós, duvido que estivesse filiado ao PT, diante da avalanche de roubalheira noticiada pela imprensa envolvendo o partido. São mensalinhos, mensalões, e agora, mais recente, petrolões. Não é sem motivo que a sua cúpula, quase que completa, foi devidamente colocada no xilindró, que é o lugar de pessoas dessa índole.

No mínimo, Avelar teria ido à tribuna do Legislativo e iniciado a sua fala sobre o PT mais ou menos assim: “Ladrãozada! Vão roubar assim nos infernos!...”

Sei lá, mas acho que a cada manchete o professor Avelar se revolve no túmulo só pelo fato de um dia ter pertencido à agremiação da petralhada. E, pior: ajudado a fundá-lo e ter sido o seu primeiro candidato a prefeito.

Sendo homem honesto, justo, como era, não se tem dúvidas disso...

Augusto César de Sant’Anna
Por Novo – Caraguá – por e-mail

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Placas erradas causam vergonha e caiçaras pedem desculpas ao turista


Adriana Medeiros Aragoni mandou uma carta para a Globo, que foi publicada no G1, que traz notícias de nossa região.

Na carta, ela demonstra indignação a respeito de uma placa contendo erros de grafia, colocada em letras garrafais bem à entrada da cidade, na rodovia dos Tamoios, ao lado da Polícia Rodoviária.

A placa, com o propósito de saudar os visitantes, simplesmente deseja “Sejam Bem Vindo”, em lugar de “Sejam Bem-Vindos”. O erro de grafia salta aos olhos e revela a fragilidade da pública administração em suas comunicações com os seus administrados e turistas.

Isso denotaria a falta de bons profissionais? É possível, principalmente porque a resposta dada pela prefeitura foi de que “não tinha percebido o erro”, prometendo corrigir, com todos os custos que coisas dessa natureza trazem ao bolso do contribuinte.

Não é de hoje que placas contendo erros são vistas pela cidade. Claro, esta noticiada pelo G1 chamou mais à atenção, pois foi colocada bem ao lado de uma movimentada rodovia e em letras enormes. Que julgamento as pessoas minimamente letradas fizeram e ainda fazem de nós, a partir dessa constatação, nunca saberemos, o que em nada diminui a nossa vergonha.
Há vários anos, o Caraguablog já chamou a atenção para uma placa contendo erros de grafia instalada na movimentadíssima e badaladíssima avenida da praia (que a assessoria grafa Avenida da Praia, como se fosse nome próprio), e depois replicadas em outros locais quando se tratava de prestar a mesma indicação.

Conforme mostra a foto, a placa traz “Massaguaçú” com um acento para indicar a sílaba tônica que nunca existiu. Sabe-se que não se acentuam as oxítonas terminados em “u” ou em “i” quando não precedidas de vogal. Logo, a grafia correta seria “Massaguaçu”, sem acento no “u”.

Na mesma placa ainda há outro erro de mesma natureza. A palavra “Mocóca” foi grafada com acento. Só que não existe esse tipo de acento para indicar a paroxítona, não se tratando aqui de nenhuma exceção à regra. Assim, escreve-se “Mococa” e não “Mocóca”.

Os erros se repetem pelas placas espalhadas pela cidade que têm por objetivo prestar a mesma informação. Estamos falando apenas de algumas. Uma análise mais detalhada, certamente, irá apontar muitas outras, o que não é nada confortável e nos deixa perplexos diante da população e de nossos visitantes, pelo juízo que farão de nós.

Este estado de coisas tem solução? Evidente, que sim. Se a assessoria está encontrando dificuldades para administrar a questão, é só contratar um professor de português para fazer um “bico” na prefeitura, numa mesinha simples, sem computador, apenas com caneta bem vermelha, para avaliar as provas de todas as placas que se pretendam instalar pela cidade.

Só assim o caiçara deixará de sentir vergonha e ter de pedir desculpas aos turistas pelos erros de grafia encontrados nas placas que se fazem espalhar pela nossa querida Caraguá.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Vejam que céu maravilhoso...

Um belo quadro se apresentou no céu de ontem, domingo, 8 de setembro de 2013, logo no início da noite.

Era a imagem da lua crescente, indo para a cheia, tendo ao lado uma estrela brilhante. Dizem que é a Estrela D’Alva, mas não conheço nada disso e não sei confirmar.

Só sei que tudo parecia uma pintura ou um cartão-postal, de tão belo.

Hoje à noite o visual deve se repetir, até a mudança da fase da lua.

Não custa dar uma olhadinha para o céu e constatar, uma vez mais, uma das maravilhas que graciosamente nos são presenteadas pelo Criador.

Caraguablog

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Seria cômico, se não fosse trágico...

Veja o que podia ter sido, mas que não foi, mas que, segundo alguns, ainda pode ser...

O prefeito Antonio Carlos queria que fosse assim...

Mas a coisa desgringolou e acabou ficando assim...

Coisas da Dona Política, que nem mesmo o doutor Freud, que via no sexo a resposta para todos os males e conflitos pessoais, explica...

domingo, 29 de julho de 2012

Curiosidade política nas eleições de 2012


Existem no em todo o Estado de São Paulo quinze municípios onde há apenas um candidato a prefeito. Isto é, o cidadão concorre “com ele mesmo”. Tem 100% de certeza de ser eleito nas urnas.

O que os candidatos fizeram para conseguir tamanha façanha, ninguém sabe. Acordo$, acordo$ e acordo$, e sei lá mais o quê. Na verdade, isso é um acinte aos eleitores, que não têm a opção de escollher “o melhor”.

Nesses municípios, ou é este o candidato, ou é ele mesmo, e ponto final!

O descontente que vá reclamar para a dona Justiça Eleitoral! E para as leis de que ela se vale, que permitem esse tipo de absurdo...

Um município que merece destaque nessa “belezura toda” é Santa Adélia.

Lá, além de haver somente UM candidato a prefeito, existem apenas DEZOITO candidatos a vereador para preencher NOVE vagas. Ou seja: o candidato a vereador concorre apenas com “mais um”.

O que mais faz rir é que, lá, todos os partidos acharam de coligar entre si, cujo nome é “Santa Adélia no Rumo Certo”. Até o candidato a prefeito conseguiu a suprema façanha de “estar coligado” e o nome é o mesmo: “Santa Adélia no Rumo Certo”. Coligar pra quê? Ele não é candidato único?...

“Santa Adélia no Rumo Certo”... E haveria, acaso, outro rumo? Outra opção ao eleitor? Queira Deus que o rumo seja mesmo o certo, porque senão o povo de lá tá f....

Lá, em Santa Adélia, conseguiram até esculhambar a lei eleitoral, que estabelece eleições proporcionais para o Legislativo e eleição majoritária para o Executivo.

Eleições proporcionais adotam um mecanismo que resguarda o “direito das minorias”, diferente do sistema majoritário, em que o mais votado é eleito e não se fala em minorias.

Lá, em Santa Adélia, através do artifício da única coligação, reunindo todos os partidos da cidade, conseguiram que a votação para o Legislativo fosse também “pelo sistema majoritário”: elegem-se os mais votados, como acontece com o candidato a prefeito. Saiba: coligação é uma espécie de “partidão”.

Deram um passa-moleque digno de placa na Justiça Eleitoral. Criaram voto majoritário também para vereador.

Eu disse Justiça Eleitoral? Deixe-me corrigir: INJUSTIÇA ELEITORAL. Sem querer fazer trocadilho, bem se vê por que a estátua que a representa tem venda nos olhos. Para não ver essas coisas e não ter de dar respostas a quem indaga...

Lá, em Santa Adélia, ganhar eleição é mamão-com-açúcar, como diriam muitos.

Ou Uma vergonha!, na ótica do Bóris...
(Crônica do Caraguablog)

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Crônica: Que fim levou o Papudo?

Papudo, ou melhor, Carlos Eduardo Viana, foi candidato em 2008 a um cargo de vereador na Câmara Municipal de Caraguá. Filiado ao Partido Verde, o PV, falou às toneladas por aí, fazendo uma pregação daquilo que faria se eleito fosse. Aliás, como todo bom candidato.
Papudo, tipo popular de Caraguá, não quis ser candidato a vereador nas eleições de 2012

Papudo é desses tipos que não têm trancas na língua. Deu vontade, fala mesmo – doa a quem doer. E fala alto, bom som, na praça, na rua, na padaria ou mesmo dentro dos corredores da prefeitura e da Casa de Leis municipais. Não tá nem aí para eventuais críticas sobre o seu modo de ser e de viver.

Não foi eleito, mas teve mais de uma centena de votos, um número de sufrágios significativo para quem debutava na política. Pessoas que certamente acreditaram na sua proposta como político e que até o anteviam na tribuna da Câmara de Caraguá, passando seus sermões, alfinetando uns e outros com sua verborragia incontida. Como a política é uma espécie de caixa de ressonância do que vai pela sociedade local, achavam que ele estaria no local certo.

Muito até adoravam ouvir as pregações do Papudo, encantavam-se com suas palavras ditas “na lata”, sem meios termos, rodeios ou contornos sutis. Concordavam em muitas coisas, discordavam em tantas outras. Mas o fato é que o folclórico cidadão suscitava vivas polêmicas.

E aí, o que aconteceu?

As eleições se foram, Papudo enfim encontrou sua cara-metade, casou-se, teve filhos. Virou homem de responsabilidade. Será que foi por isso que se retraiu e não mais quis papudear por aí? Ora, todos esperavam que novamente fosse candidato a vereador nestas eleições de 2012, para continuar o trabalho político já iniciado. Mas o Papudo não quis saber mais disso.

Sumiu.

Seria interessante se neste período pré-eleitoral pudéssemos todos ouvir certas verdades que precisam ser ditas por aí, mas que ficam entaladas na goela. Por interesses inconfessáveis, comodismo, medo, canalhice.

Ah! Quanta coisa ainda precisa ser dita e explicada nesta Caraguá...

Seria necessário que tivesse alguém com a coragem do Papudo para que certos desmandos fossem postos a descoberto, falados, ditos em bom som. Na praça, na rua, na padaria, nos corredores da prefeitura e da Câmara Municipal. Ou em qualquer outro local, ao abrigo da chuva ou não.

Muito há para ser dito, que sufoca cá dentro do peito, mas que fica entalado na goela. Por medo, por comodismo, capachismo ou sei lá o quê.

Pena que Papudo só existe um. E hoje ele está comprometido, cuidando do seu querido lar, da esposa e filhinho.


Ah! Meu Deus! Como faz falta o Papudo...


Leia outras crônicas do Caraguablog sobre o Papudo: Alguém sabe o que o Papudo disse na sessão de ontem?    e     O Papudo vai se casar

terça-feira, 22 de maio de 2012

Caraguá era assim...


Fundação de Caraguatatuba - Desenho de Olga Duarte Nóbrega

Reproduzimos aqui para conhecimento de nossos leitores a crônica “Caraguá era assim”, de autoria do professor Percival Bento Rangel, estudioso da formação social do Litoral Norte/SP.

A matéria foi publicada na Revista da Cidade/Caraguá nº 25, edição de fevereiro/março de 2012, editada pelo jornalista Roberto Espíndola.

A descrição mostra uma Caraguatatuba profusa de calor humano, de um bom tempo que não volta mais...

Veja:
  
Nostalgia: Caraguá era assim

Uma crônica da vida da cidade no século passado
*Percival Bento Rangel

Ai que saudades que eu tenho / Da nossa Caraguá antiga / De toda uma gente amiga / De um tempo que não volta mais

Os dias eram tranqüilos. As noites especialmente belas. Quando o bom tempo permitia, era fantástico observar o manto estrelado e, na lua cheia, a claridade beijava toda a cidade, que não possuía edificações de porte.

Quem morava no perímetro urbano deliciava-se com o doce silêncio das noites, quando ainda era possível perceber o barulho do mar e ouvir as badaladas do sino da Igreja Matriz. Da cama ouvia-se o coaxar dos sapos e o “criquilar” dos grilos, entremeados pelos sons das corujas e suindaras (estas associadas a maus acontecimentos).

Vista Panorâmica Alto da Serra
A TV ainda não fazia parte do cotidiano caiçara. Os jornais já aqui chegavam para algumas pessoas: O Estado de São Paulo, Diário de São Paulo, Correio Paulistano, entre eles. A Rádio Nacional do Rio de Janeiro era a emissora mais ouvida, principalmente pelos programas musicais. Francisco Alves, Emilinha Borba, Marlene, Cauby Peixoto, Nélson Gonçalves, entre outros.

Pelos rádios a válvulas, muito mais potentes que os modernos, a população recebia as informações do que ocorria pelo país e pelo mundo, através do “Repórter Esso” na voz de Heron Domingues. O futebol representava o “nacionalismo caiçara”. Todos iam ao campo do XV aos domingos, que era onde hoje está a Praça Diógenes Ribeiro de Lima e, que posteriormente, transferido para o Bairro do Tatu onde se encontra, graças a uma doação da Prefeitura da cidade.

Praça Cândido Mota
O XV tinha o maior esquadrão da sua história, onde desfilavam pelo gramado quinzista bons de bola, como Carolino Garrido, Pancho, Ciro, Didi. O maior adversário do XV era a equipe de São Sebastião. Quando da realização dos jogos, fosse aqui ou na cidade vizinha, os torcedores mais fortes e bons de briga eram convocados a acompanhar a delegação. Brigas históricas foram registradas.

Nessa época surgiram o basquetebol e o futebol de salão (atual futsal) graças à inauguração do primeiro ginásio estadual do Litoral Norte. Uma quadra improvisada, de terra batida, foi construída na escola onde hoje funciona o museu, na Praça Cândido Mota. Em determinado período o PSP (Partido Social Progressista), do Adhemar de Barros, dominou a política local através do seu representante Diógenes Ribeiro de Lima, que possuía uma residência de verão em nossa cidade.
Cruzamento da rua Dr. Altino Arantes com a rua Santa Cruz

Em meados da década de 50, o então governador Jânio Quadros visitou a Ilhabela e encantou-se com a esposa de um político local. Jânio, mulherengo pela própria natureza, começou a fazer muitas visitas à ilha. Como a estrada era precária, sujeita constantemente a interdições, tomou uma providência urgente e, como prêmio, tivemos o asfaltamento da Rodovia dos Tamoios e a construção da Ponte sobre o Rio Juqueriquerê.

A região onde fica o bairro do Benfica e o Estrela D’Alva era praticamente desabitada e repleta de goiabeiras. Na época da produção dessas frutas, pessoas iam com cestas colher as goiabas para fazerem goiabada cascão.

O carnaval de rua surgiu com blocos que desfilavam pela cidade em direção ao mar, onde eram desfeitos. Essa atividade carnavalesca foi criada por estudantes de São José dos Campos, com a efetiva participação da juventude local. Havia bailes que representavam um grande acontecimento social e, no carnaval, eram realizados vários bailes em ambientes fechados, onde o lança perfume corria solto, sem proibições. Nena, Pedrina Carvalho, Maricota, Hilda, entre outras jovens, eram os bibelôs da época, com presença obrigatória nas atividades sociais e esportivas.

Vista Panorâmica Morro Santo Antônio
A cidade recebia muita gente nas férias de julho, quando a juventude local e turista se juntava para a prática de esportes na areia da praia, voleibol e futebol. O Bar do Baiano (João Arthur de Souza) era o ponto de encontro dos esportistas para a discussão sobre futebol. São-Paulino apaixonado, sofria com a má fase do time. Era também um ponto de fofocas.

Devido ao rígido código moral da época o sexo era tabu. Uma ou duas mulheres eram as prostitutas oficiais e, por lógica, muito procuradas. Alguns jovens da cidade tinham por hábito seguir os casais que procuravam algum ponto ermo, para viver seus momentos de amor, esses jovens assistiam essas cenas na tocaia, buscando a prática do sexo solitário.

O comércio era rudimentar. Poucos armazéns de secos e molhados ofereciam vasta gama de produtos. Cereais, enlatados, massas, fumo de rolo, arame, enxadas, pás, querosene... A maioria da população dos bairros e parte da zona urbana ainda usava a lamparina para a iluminação noturna. O famoso penico (vaso noturno), era um instrumento importante na maioria das casas.

Os padeiros e leiteiros deixavam seus produtos na porta das residências pela manhã e, para espanto das pessoas da nossa época, ninguém os roubavam. Sem se preocupar com o termo ECOLOGIA, nos armazéns, os produtos, principalmente cereais, açúcar e macarrão, eram vendidos por quilo, embalados em folhas ou sacos papel. Os consumidores da boa cachaça eram os grandes privilegiados, Ilhabela era a maior produtora da região, Ubatuba também produzia boas cachaças.

Os policiais destacados para nossa cidade tinham como principal tarefa prender alguns bêbados que aprontavam pelas ruas e no dia seguinte eram soltos. O famoso Frei Pacífico Wagner tentava domar os pecadores, organizando cerimônias e atividades religiosas. Trazia para a Igreja grandes pecadores e notáveis picaretas da época. Às vezes os levava em romaria até Aparecida do Norte, para purificar suas almas pecaminosas.

Todos os anos, no mês de junho, havia a tradicional quermesse na Praça Cândido Mota que ainda não era urbanizada, com barracas cobertas de sapé, onde diversos jogos eram oferecidos. Havia também barracas com guloseimas e o tradicional quentão. Meses antes da festa, a igreja nomeava os festeiros que eram encarregados de organizar e financiar o evento.

Havia grande rivalidade entre as igrejas. Católicos, a grande maioria, criticavam os crentes e os espíritas, que eram considerados por eles agentes do demônio. O preconceito racial era latente. Pobre da mulher que namorasse um negro: era rejeitada pela maioria dos homens.

Para finalizar, o pescado era abundante. Camarão era tirado do mar, desde a praia do Camaroeiro até a Barra do Juqueriquerê com um simples puçá. Muitas pessoas ainda tinham seus quintais, onde plantavam hortas e o povo não passava fome.

Mas, para tristeza geral, apesar do tranqüilo estilo de vida, a saúde da população era precária. Os médicos eram raros, depois apareceram os primeiros dentistas e a estimativa de vida era de 40 a 50 anos. Com estes dados dá para se ter uma idéia comparativa entre aqueles tempos e os dias de hoje.

* Percival Bento Rangel é professor, 
historiador e estudioso da 
formação social do Litoral Norte/SP

segunda-feira, 12 de março de 2012

Curiosidade: como era feita travessia do Juqueriquerê quando não havia ponte?

E o que significa Juqueriquerê?

Ao passar por sobre o Rio Juqueriquerê ninguém costuma refletir muito acerca das coisas do nosso passado mais distante, como se a história pouco significasse e que o importante é viver o presente, com suas atribulações, acertos e desacertos, sempre em busca de algo que o próprio homem nunca sabe ao certo o que é.

foto: Caraguablog
O Rio Juqueriquerê tem histórias. Mas, antes de responder como as pessoas atravessavam o rio quando não existia ponte, precisamos nos situar melhor e saber o que exatamente significa “Juqueriquerê”. Não basta dizer que é palavra de origem indígena, originalmente grafada “Juquery-querê”, pois isto é o óbvio. Queremos o significado.

Em dissertação apresentada ao programa de pós-graduação da Universidade Estadual Paulista, Unesp, de Araraquara-SP, para obtenção do título de Mestre em Sociologia, Sílvia Regina Paes, uma nativa do Porto Novo, nos fornece o sentido do vocábulo: “Juqueriquerê significa, segundo os moradores de lá [Porto Novo], a ‘planta que dorme’, por ter uma quantidade grande de uma espécie de planta que, ao encostarmos nela, parece murchar”.

A mestranda se baseou em Sampaio (1978:364) para indicar a origem da palavra. É Sampaio que afirma que Juqueriquerê significa planta dorminhoca ou sensitiva. É a “dormideira” que conhecemos hoje, comum em qualquer parte da cidade e que abundava nas margens daquele caudaloso rio da nossa zona sul. Ao leve toque, a planta se fecha toda, constituindo exceção no reino vegetal por ter a sensibilidade exacerbada.

Bem, Juqueriquerê, planta que dorme, avançamos. Mas voltemos à pergunta inicial: antes da construção daquela ponte em arco que caracteriza o bairro Porto Novo, sobre o rio das plantas dorminhocas -- hoje com duas pistas e passarela para pedestres e ciclistas --, o que tínhamos? Isto é, como as pessoas atravessavam o rio?

A questão é intrigante. Outro dia, remexendo nas pastas do computador, encontrei uma foto que esclarece essa curiosidade. Não sei a sua origem, mas deve ser fruto de algum trabalho elaborado pela Fundacc, que possui vasta documentação sobre a história da nossa cidade e das nossas gentes. Só não sei como foi parar no meu PC.

clique na foto para vê-la aumentada
A foto mostra uma balsa de madeira, toda rústica, conforme se vê ao lado. As anotações feitas à mão parecem responder à indagação: “Balsa do Rio Juqueriquerê. Travessia de animais e pessoas e depois carros até ter a ponte de madeira, com a estrada. Foto em 1926 x 1929 (Arquivo Alvinho) – São Sebastião-SP – tel. xx-12-4521699 – Agnello – Outrora a divisa dos municípios”.

A foto pode ser mesmo de 1926 ou 1929, como sugere, mas não a anotação. Isto porque o Rio Juqueriquerê deixou de ser a divisa dos municípios de Caraguatatuba e São Sebastião em 1964, através da Lei Estadual nº 8.092, de 28 de fevereiro, que reorganizou o quadro territorial e administrativo do Estado. A partir daí, a linha divisória entre os municípios foi estabelecida no Rio Perequê-Mirim, com Caraguatatuba ganhando território e São Sebastião perdendo espaço.

Portanto, respondendo objetivamente à questão inicial, a balsa mostrada na foto é a que fazia a travessia de pessoas, animais e posteriormente de carros. Assim operava até o advento da construção de uma ponte de madeira com a implantação da estrada ligando os dois municípios. Essa ponte de madeira, muito escorregadia, facilitava a ocorrência de acidentes. Mas essa é outra história... 
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domingo, 14 de agosto de 2011

Crônica: Uma casa vestida só de conchinhas...

Quem passa pela rua da praia, em Caraguá, indo em direção do bairro Porto Novo, depara-se com uma casa toda revestida de conchinhas do mar, a alguns metros antes de cruzar o Rio Lagoa.

O muro é todo recoberto. Numa rápida olhada, constatamos que a casa principal também tem o mesmo acabamento. Até a lixeira e a floreira defronte do imóvel são cobertas com as pequenas conchas, que o caiçara local chama de “bibigão”, uma versão no nome oficial “berbigão”.

“Bibigão” são essas conchinhas que a gente encontra na beira da praia às milhares, com maior predominância nas praias Indaiá, Pan-Brasil, Palmeiras, Porto Novo e outras nessa direção do sul da cidade. É um molusco bivalve – de duas conchas que se fecham.

O “bibigão” é também conhecido por vôngoli e integra pratos da alta culinária, principalmente na Europa. É iguaria saborosíssima, que se degusta a partir de um simples cozimento, depois de deixá-lo de molho em água do mar para perder a areia. Outros preferem adicioná-lo no molho de macarrão. Seja como for, é uma delícia.

O “bibigão” é pego com muita facilidade nessa região. Basta escavar chão, sob a água, com os pés, que eles aparecem às centenas. É comum ver milhares de suas conchas espalhadas pela orla da praia, enfeitando-a com suas formas, desenhos e cores.

Brincar de recolher conchinhas na praia, como fazem as crianças com seus baldinhos, dizem que é um santo remédio para curar o estresse do dia a dia.

É preciso, todavia, estar atento ao transitar pela rua da praia, senão o detalhe do imóvel acaba passando despercebido. Isto demonstra aquilo que o mar sempre significou para a humanidade: um grande e indevassável fascínio.

Deve ter dado um trabalhão danado recolher cada conchinha e dar a ela um ponto de destaque no muro, na parede. Trabalho também foi assentar uma por uma, numa atividade de formiguinha, encrustando-as como pedras preciosas no metal. Só uma verdadeira paixão pela natureza justifica tamanho esmero e cuidado.

Uns diriam que a casa ficou meio que diferente em relação ao acabamento das demais vistas pelas imediações. Sem sombra de dúvida, ela ficou é muito bonita. Para utilizar uma expressão comum nos anos setentas: ficou bonita pacas...

Quando for dar uma esticadinha ao Porto Novo, até mesmo para curtir a feira que lá se realiza aos sábados, sempre com novidades, ou para comprar peixe fresco no mercado de pescadores que lá existe, prefira ir pela rua da praia.

É sempre bom e instigante dar uma olhadinha na casa das conchinhas e deixar que os pensamentos e as reflexões aflorem e ganhem vida, principalmente nesta época em que o tema meio ambiente está à moda.

A casa das conchinhas é um convite à meditação...




segunda-feira, 8 de agosto de 2011

BARRIGA É BARRIGA...

Barriga é barriga, peito é peito e tudo mais. Confesso que tive agradável surpresa ao ver Chico Anísio no programa do Jô, dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte. Depois de chamar a atenção para o fato de que raramente se conhece um atleta que tenha chegado aos 80 anos e citar personalidades longevas que nunca fizeram ginástica ou exercício - entre elas o jurista e jornalista Barbosa Lima Sobrinho - mas chegou à idade centenária.
Outro exemplo, o de Dorival Caymmi. O letrista compositor e intérprete baiano era conhecido como pai da preguiça. Passava 4/5 do dia deitado numa rede, bebendo, fumando e mastigando. Autêntico marcha-lenta, levava 10 segundos para percorrer um espaço de três metros. Pois mesmo assim e sem jamais ter feito exercício físico viveu 90 anos.
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O humorista arrematou com um exemplo da fauna:
A tartaruga com toda aquela lerdeza, vive 300 anos. Você conhece algum coelho que tenha vivido 15 anos?

Conclusão: Esteira, caminhada, aeróbica, musculação, academia? Sai dessa enquanto você ainda tem saúde...

E viva o sedentarismo ocioso!!! Não fique chateado se você passar a vida inteira gordo. Você terá toda a eternidade para ser só osso!!!
Então: NÃO FAÇA MAIS DIETA!! Afinal, a baleia bebe só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro, e é GORDA!!! O elefante só come verduras e é GORDOOOOOOOOO!!!

VIVA A BATATA FRITA E O CHOPP!!!
Você, menina bonita, tem pneus? Lógico, todo avião tem!
E nunca se esqueçam:
'Se caminhar fosse saudável, o carteiro seria imortal.´
E lembrem-se sempre:
Celulite quer dizer :
EU SOU GOSTOSA! Em braile!

Recebemos essa colaboração de nossa seguidora Ines Mansinho Antunes
Caraguablog/JFPr

domingo, 31 de julho de 2011

Crônica: O cão pescador da Mococa

Você já ouviu falar de cão pescador? Provavelmente, não. Cães não pescam, eles caçam, como bons carnívoros que são.
Mas, o cãozinho da foto não demorou muito para se atirar nas águas do lago formado pelo rio da praia Mococa, em Caraguá, neste sábado, 30/julho, para tentar capturar algumas tainhotas que pulavam. Seria o instinto do caçador impregnado no seu gene?
Não se sabe. O fato é que o cão nadou, nadou, “correu” atrás dos peixes, fez o que pôde, e nada de conseguir apanhar pelo menos um peixinho para saborear.
Valeu a sua intenção. Se não apanhou ao menos um peixe, pelo menos deu umas boas “braçadas” e se exercitou a valer.
Ora, não venham dizer que os cães também não precisam de exercícios físicos. Como dizem por aí, cachorro também é gente, já que o inverso é verdadeiro...