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domingo, 30 de março de 2014

Ex-prefeito de Caraguá desabafa: onde estão as nossas lideranças?

As eleições de 2016 podem nos trazer muitas surpresas desastrosas se não começarmos a pensar no problema já, afirma Jair Nunes de Souza

Prefeito de Caraguatatuba no período de 1983 a 1988, quando os mandatos políticos municipais eram de oito anos, o engenheiro Jair Nunes de Souza hoje se dedica a ensinar matemática particular aos seus alunos e a escrever uma coluna na Revista da Cidade/Caraguá, editada bimestralmente pelo jornalista Roberto Espíndola.

Na edição deste mês, março de 2014, Jair Nunes abordou um tema polêmico na cidade: quem irá suceder a Antonio Carlos da Silva, nosso atual prefeito? Um assunto polêmico, porque muitos desejam ser indicados pelo atual mandatário, que não pode mais concorrer à reeleição por estar no segundo mandato contínuo, mas ninguém ainda sabe o nome daquele que irá cair nas graças de Antonio Carlos.

De fato. Muitos intimamente acalentam sonho de receber o apoio do atual prefeito, considerando isto vitória na certa, já que o atual mandatário tem uma expressiva força política, capaz de esmagar eventuais adversários nas urnas. Dizem que o médico Marcelo Ugatti só não será o próximo prefeito se não quiser, por se tratar de sangue novo e nome sem vícios políticos. Mas o doutor Marcelo não confirma sua candidatura, bom mineiro que é, e sempre apresenta evasivas quando lhe falam do assunto.

Analisando o quadro político que se apresenta, o ex-prefeito Jair Nunes de Souza faz uma avaliação sombria e indaga: onde estão as nossas lideranças? Ele afirma ser preocupante o esvaziamento político em Caraguatatuba e diz que a carência de lideranças é total. “Não existem líderes com destaque, que por sua vida pública tenham penetração popular”, arremata.

Segundo Jair, os secretários municipais ocupam o cargo por períodos de curta duração e se sucedem sem qualquer destaque em seu trabalho, parecendo apenas troca de favores políticos, sem preocupação com a qualificação profissional. O secretário, por sua vez, não tem qualquer comprometimento com a vida e o desenvolvimento do município.

Quanto à Câmara Municipal, de onde poderia vir o próximo prefeito, Jair diz que ela é composta por cidadãos que mal conseguem ter penetração em seu pequeno eleitorado, sem nenhuma ação de destaque em benefício da comunidade. Considera mesmo difícil a sucessão do prefeito Antonio Carlos, pelo ritmo que ele impôs ao seu próprio trabalho, uma dinâmica incapaz de encontrar alguém à altura ao menos para mantê-la em termos do progresso e da qualidade de vida já conquistados.

Para o ex-prefeito Jair, “o amanhã” é um problema mais sério do que se imagina, que não pode ser deixado para ser resolvido às vésperas das próximas eleições municipais. Ele deixa a dica: “Aqueles que se interessam pela vida política do município precisam começar a pensar no assunto, elaborando projetos, e já”.

Jair conclui: “Fica o alerta. As eleições de 2016 podem nos trazer muitas surpresas e, infelizmente, desastrosas, se não começarmos a pensar no problema já”.

Caraguablog

domingo, 20 de janeiro de 2013

Crítica Teatral - A derrisão crítica dos palhaços esfarrapados

É da natureza do espetáculo de rua impregnar-se da realidade que o circunda. Vide a potencialidade das interferências de passantes, “moradores”, cães, sombra, sol, chuva, etc. E quando a ficção do teatro penetra fortemente o real do centro urbano? Em "Júlia", o grupo catarinense Cirquinho do Revirado representa a história de dois artistas de picadeiro desprovidos de sua casa, a lona que pegou fogo, mas esse mote vira pano de fundo diante do flagelo de quem sobrevive nas ruas da cidade.

Os corpos sujos (ou seriam esfumaçados?), as roupas molambentas, a condição de aleijada da personagem-título, sem as duas pernas, e as presepadas de seu companheiro e assistente Palheta, corruptela de palhaço que é, enfim, são alguns indícios do pacote de significações que ganham outros nexos no semicírculo que ocupa o calçadão. O espectador é como que corrompido pela livre associação com os conflitos do espaço público na sociedade brasileira, como a execução de mendigos, a disseminação das cracolândias e a repressão aos artistas de rua dentro do processo de higienização como o perpetrado contra cortiços de São Paulo no início do século 20 em nome da urbanização, prima da segregação que ainda viceja.
A abordagem sociológica que realçamos diante de um espetáculo francamente popular em seus códigos, a começar pela remissão ao circo, corresponde à qualidade da proposta artística do núcleo de Criciúma. A dupla Reveraldo Joaquim e Yonara Marques (quem os batizou assim foram visionários!) redimensionam o caráter mais cruel dos palhaços sem repisar a interação autoritária da qual alguns dos seus pares se revestem. O lirismo e a contundência crítica estão superpostos no mural de imagens que o espetáculo suscita na praça aberta. Gags, corpos, língua inventada, figurinos esfarrapados, carroça estrambólica, são muitos os recursos operados com domínio de timming na troca com a roda. Os atores-jogadores são metamorfoses ambulantes dotadas de muita energia e coragem para lidar com tais conteúdos, radares sócio-espaciais captando os mínimos detalhes no raio de 360 graus.

Na medida em que Júlia e Palheta evoluem para o número em que ela vai dançar – “a dança da aleijada!”, propaga ele, alfinetando o politicamente correto –, a alegoria desses corpos disformes e desagradáveis, seus penduricalhos içados do lixão, sua descartabilidade repugnante, essas percepções vão sendo assimiladas pelo público sem repugnância, tal um exercício de distanciamento em que a consciência crítica pode transitar em paralelo com o humor desbragado e cujo poder de corrosão pode superar a retórica, por que não?

Conhecido de criações com a Companhia Carona de Teatro, de Blumenau (SC), que inclusive integra o Fentepp com outra montagem de rua, Passarópolis, o diretor Pepe Sedrez respeita a reinação dos comediantes e parece dosar com eles essa capacidade de falar sobre o não dito, de abrir frestas para que o espectador entreleia seus próprios sentidos como aqueles que compartilhamos nestas linhas.

Sob o ponto de vista da linguagem, é sensacional a virada que a dramaturgia do catarinense Gregory Haertel dá quando o desfecho se aproxima e as convenções da representação são implodidas de vez. Ao “revelar” as razões que o movem enquanto artistas de circo, a trupe dessa história faz jus ao nome do grupo que lhe dá vida, o Revirado. O espetáculo reafirma a criticidade como manifestação de cidadania, semeando a discórdia para que cada um dos seus interlocutores leve para casa a reflexão que rima com diversão sem que uma exclua a outra. A alienação que poderia ser suscitada na fuleiragem desses desvalidos é devolvida feito um bumerangue.
Critica da peça JULIA, por Valmir Santos.
Fonte: Assessoria de Imprensa

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Desabafo de eleitor: Santinhos, é...


Escrevo esta referente à matéria publicada por esse blog em 30 setembro, “Santinhos Malditos ou Malditos Santinhos,” sobre candidatos que usam os carros-volantes para infernizar nosso dia a dia, mas especificamente sobre a distribuição de santinhos e folderes, com idéias e realizações.

Moro no início da Martim de Sá, divisa da Prainha, a 500m do Camaroeiro, local que eu e família votamos: escola do Ipiranga. Local também da história de vida do candidato Neto Bota, pelo menos até sua primeira eleição em 2008.

Domingo, ao me dirigir à varanda de casa, deparei com uma propaganda política no meu portão. Nada demais, pois estamos na semana do pleito. Era um jornalzinho intitulado “Prestando Contas à População”, dos feitos do vereador e candidato à reeleição Neto Bota.

A publicação trazia a estampa do cacique do seu partido, PSDB, Antonio Carlos e Alckmin, dentre outros, e uma lista de realizações durante os quatro anos em que legislou. Todos os feitos, com fotos e legenda explicando as melhorias que obteve para aquele bairro.

Mas, roubando termo do Blog, “na maior cara de pau”, o jornal nada trazia sobre meu bairro. Então, por que distribuir para nós lermos, se nada se fez por aqui?

O que ele pensa que somos? Bobos? E que vamos dar nosso voto a um vereador ausente, com base a 500m de casa? Faz me rir, Neto Bota.

Me parece que será reeleito, pois tem o apoio direto do prefeito. Só que, desta vez, tomara que não se esqueça da Martim de Sá e da Prainha.

Luiz Herondino
Martim de Sá

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Quando não se sabe pilotar, improvisa-se


Comentário de leitor do Caraguablog na matéria em que se esclarece que Rodolfo Fernandes é o pré-candidato (na época; hoje, candidato) do PT nas eleições de 7 de outubro:

“Quando temos um barco ao mar e estamos dentro, alguém tem que pilotar.

Alguém tem que asumir o comando nem que tenha que ser você, sem saber nada de navegação.

Então, temos que praticar a cidadania, temos que votar.

Se não gostamos do que esta aí, temos que nos candidatar ou então cobrar uma boa administração.”

Comentário de anônimo na matéria: CARAGUÁ: ELEIÇÃO MUNICIPAL DE 2012

Comentário da Leitora pelo Facebook

‎60.000 para sair na frente da pesquisa.. será? que idiotas !IMPRENSA LIVRE TÁ DANDO UMA IMAGEM DE IMPRENSA FALSA MESMO NÃO TENDO RESPONSABILIDADE PELOS DADOS DA PESQUISA SEU NOME É RESPONSÁVEL PELO O QUE PUBLICA!!

Tereza Cristina/ Ubatuba

domingo, 15 de julho de 2012

Perguntar não ofende: e as cestas básicas?

Um leitor enviou uma indagação tão procedente quanto curiosa. Por óbvios motivos, fê-lo anonimamente.

Ele pergunta:

Afinal de contas, as cestas básicas que o prefeito Antonio Carlos prometeu na última campanha política –e que quase lhe custaram o mandato– foram efetivamente entregues?  Ficou só na promessa? Quem recebeu? Quanto recebeu?

Quem souber, que responda...

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Que beleza! Estamos na época das vacas gordas...

Nos últimos dias, ao abrir o Imprensa Livre recebido todas as manhãs, deparamo-nos com inúmeras notícias muito alvissareiras.

São inaugurações e mais inaugurações. Inauguram isso e aquilo. Inauguram até o que já foi inaugurado, às vezes sem a mínima maquiagem que justificasse.

É uma beleza! Parece que tudo corre as mil maravilhas tal é a eficiência dos poderes públicos em se apressar a fazer obras “do interesse do povão”.

Tal fenômeno ocorre em Ilhabela, São Sebastião, Ubatuba, Caraguatatuba. Uma felicidade geral.

É nesse momento que, dirigindo aos nossos botões, perguntamos: por que é que não se realizam eleições todos os anos?

Já pensou? O município inteiro transformado num eterno canteiro de obras?

Sem dúvida alguma que o cidadão é que sairia ganhando. Os políticos teriam de mostrar serviços, dos bons, todos os anos, meses e meses a fio, sem esmorecer nunca.

Esmorecer seria morrer politicamente. Neste caso, seria substituído por outro e assim sucessivamente.

Assim refletindo, entendemos os motivos que justificam a idéia de se introduzir no país o instituto chamado “recall” para avaliar os políticos anualmente.

Funciona assim: depois de eleito o administrador e o corpo de vereadores, todo ano tem uma espécie de “eleição”, realiza-se o “recall”. É quando o cidadão volta às urnas para dizer se o administrador “fica” ou “sai”. O mesmo vale para os vereadores. Não é legal?

Àquele que pisou na bola, bobeou, se corrompeu, se aconchavou, não atendeu às expectativas, que enganou, não apresentou serviços, tchau mesmo! Bye-bye, garoto! Passar bem! Condolências à equipe! Lembranças ao capeta! (como disseram ao Saddam Hussein, a caminho do cadafalso).

Ou seja: vai baixar em outro terreiro... ciscar em outro lugar... Ou, como está em voga, volta pro mar, oferenda!...

O que não pode é acontecer é o que se vê hoje: deixar propositalmente obras para serem inauguradas no último ano do mandato, fazendo apenas o feijão-com-arroz durante os longos três anos precedentes, com o consequente sacrifício de toda uma população.

Ah! Também não vale fazer asfaltos que só duram uns poucos meses depois de terminadas as eleições.

Tudo isso cheira à prática de uma política eleitoreira, menor, desprezível, rasteira, também chamada politicagem.

Não dá para continuar lendo notícias de inaugurações nos meses que antecedem as eleições. Dá raiva. E a revolta só faz refletir a respeito.

Como se chamará a este período? Época das vacas gordas ou época do engana-trouxa?

Ou, pior, do vota-bestaiada?
Ubiratan Fernandes
Para o Caraguablog

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Ô, leizinha...


A gente não entende certas coisas que acontecem em tempos de eleição.

Agora iniciou o período em que administradores públicos não podem aparecer durante o ato de inaugurações de obras públicas. Claro, eles não podem fazer uso da coisa pública para vangloriar-se e obter votos de incautos.

Corretíssimo.

Nada, contudo, os impede, de outro lado, de esgoelarem nos palanques suas façanhas como administradores públicos e ainda berrar uma extensa enumeração de tudo aquilo que fizeram “em benefício do povo” e também do que não fizeram, porque “a oposição não permitiu”. Ou seja, estando ou não presentes na inauguração, acaba dando no mesmo.

Mas, isso não é tudo. Por que é que a lei permite que o administrador –aquele que ocupa o cargo de gestor em qualquer dos poderes– seja candidato, à reeleição ou não, sem ter de se afastar dos respectivos cargos? A justificativa não seria a mesma, a total possibilidade de uso da máquina pública?

Que lei é esta? Caolha? Vesga? Caduca? Cega? Ultrapassada? Oportunista? Casuística?

Ora, um simples motorista da prefeitura, se sai candidato a vereador, tem que se afastar do cargo. A lei acha que, se permanece, ele vai ter chance de usar a coisa pública em benefício de sua campanha. A mesma lei, no entanto, não acha que o mesmo pode ocorrer com o prefeito.

Prefeitos não precisam se afastar, porque a lei supõe –êta, leizinha...– que ele não vai fazer uso do aparato público.  Veja bem: o prefeito não se subordina a ninguém dentro da estrutura administrativa, ele é a autoridade máxima, ele decide tudo. Diferente do motorista –ou do coveiro-candidato– que possui acima de si “enes” níveis hierárquicos, e não decide nada.

Se o vereador ou o presidente da Câmara é candidato a prefeito, ou mesmo à reeleição como vereador, ele não precisa se afastar. A lei supõe que ele não vai fazer uso da estrutura pública.

Agora, se o porteiro ou o vigia noturno da edilidade se mete a candidatar-se, ele vai precisar se afastar, porque a lei –olha ela aí de novo!– supõe ipsis litteris que ele não vai resistir à tentação de valer-se da coisa pública em benefício de seus interesses políticos – uma conduta, concordamos, de todo reprovável.

De fato, o vigia noturno pode mesmo convencer pernilongos, baratas, traças e cupins de móveis carcomidos que infestam as repartições a votarem nele. Além disso, ainda existem os morcegos da noite, os vampiros, os lobisomens. Sem falar de fadas, sacis e pirilampos. Todos, à evidência legal, facilmente convencíveis de qualquer coisa...

A conclusão a que se chega é que neste país há LEIS, Leis, leis e leizinhas.

Juro mesmo! Só queria entender...
Ubiratan Fernandes
Para o Caraguablog

Uma inscrição política que permanece há OITO anos!


Esta foto foi tirada no dia 8 de julho de 2012, exatamente às 14h30min02seg. Sabem há quanto tempo aquela “coisa” está ali, inscrita no muro, “embelezando” a via pública?

OITO ANOS! Isto mesmo: OITO ANOS! Duas eleições, indo pra terceira...

Ou, se preferirem, 2.922 dias. Tempo mais que suficiente para terem limpado “aquilo”. E olha que o local está distante da Igreja Matriz da cidade a exatos 405 metros. Ou seja, NO CENTO DA CIDADE.

O candidato perdeu a eleição e, ao que se nota, quis mais que a estética pública se ferrasse. A Justiça Eleitoral podia ter obrigado o candidato a limpar o muro? Certamente que sim. Mas, pelo que se vê, parece que não fez isso.

Maurice Mansour foi candidato pelo PT nas eleições de outubro de 2004, tendo como vice Sérgio Luiz dos Reis. Na época, José Pereira de Aguilar, com seu vice Lúcio Fernandes, foi eleito prefeito da cidade com 28.454 votos. 

Maurice Mansour teve minguados 1.705 votos, ou 3,7% dos votos válidos. Álvaro Alencar Trindade, ao lado de Madalena Fachini, que ficou em segundo lugar, teve nada menos que 15.204 votos, ou 33,5% dos votos válidos.

Rodolfo Fernandes, candidato a vereador naquela época, cujo nome aparece na foto, subiu de posição dentro do partido e agora ele é o candidato a prefeito pelo PT, ao lado de Francisco Carlos Conceição, o Chiquinho Carcará, seu vice, pinçado das hostes do PC do B.

E aquela “coisa”, vai ficar ali, inscrita, em letras enormes, confundindo a cabeça do eleitor?

Não dá para acreditar que o PT, partido que prima pela organização, tenha “esquecido”, passadas as eleições, dos locais onde fez suas inscrições políticas. Ainda mais porque uma inscrição daquele “calibre” deve ter custado considerável soma de reais. E, depois, existe a prestação de contas de campanha...

Que responda e dê explicações o PT. Que igualmente o faça a Justiça Eleitoral.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Leitor cumprimenta trabalho do Caraguablog


São mensagens como a reproduzida abaixo que nos animam a continuar nosso trabalho, a passar horas a fio pesquisando, escrevendo, editando, tratando imagens, postando, mesmo nas madrugadas – tudo para manter o Leitor bem informado.

Hoje temos o prazer de festejar os 100 mil acessos. Um único reconhecimento como este paga as quatro mil postagens do blog e todo o trabalho despendido nesse mister.

Agradecemos o reconhecimento do senhor Sylvio e aproveitamos para reafirmar o compromisso com os Leitores de levar este trabalho avante, lembrando que este espaço pertence a todos e todos podem enviar comentários e matérias para publicação.

"Tomei conhecimento do Blog há poucos dias. 
Estou gostando muito de acessar o blog todos os dias para me informar das novidades, principalmente de nossa cidade. 
Gostaria de saber o(s) nome(s)dos responsáveis pelo mesmo. 
Parabéns pelo Blog. 
Um grande abraço. 
Sylvio
Sylvio Luiz Verssuti

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Leitor do Caraguablog se encanta com Ilhabela


O comentário foi feito na matéria que informava sobre a realização do Festival da Sardinha, que acabou sendo transferido para os dias 1º e 2º de junho.

O leitor foi a Ilhabela e gostou do que viu e fez o comentário, conforme abaixo:

"Olá, pessoal:
Sou de São Paulo e graças a vocês e ao seu Blog conheci Ilhabela este final de semana e adorei.
 
Foi uma viagem lindíssima. Agora entendi de verdade os comentários que fizeram a respeito da Semana da Cultura Caiçara.
 
Queria aproveitar a oportunidade para que mais pessoas conheçam este lugar paradisíaco. De verdade, vale a pena.
 
Achei na internet o site www.hoteispousadaslastminute.com.br/ilhabela. É um site de ofertas de último minuto de hospedagens. Usei e gostei. Nada mais justo que compartilhar."

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

ATALHOS

A reta é a menor distância entre dois pontos. Às vezes, o traçado do caminho mais conhecido e seguro é um tanto sinuoso, mas buscamos atalhos (a reta) para encurtarmos a distância e ganharmos tempo.

Em 1980, fui com alguns amigos pescar em uma lagoa nas proximidades de Piracicaba, durante uma semana. Todos os dias, pela manhã e a tarde, íamos verificar os anzóis de espera. Tínhamos estabelecido um roteiro livre de vegetação, para chegarmos aos locais. Eu era o piloto do barco.

No quarto dia, pretendendo ganhar tempo, optei por um atalho passando pela vegetação. Após navegar algum tempo, batemos com o remo numa colmeia de abelhas. Eu e mais dois amigos fomos, furiosamente picados no rosto, braços e pernas. Batemos em retirada, para nos livrar do ataque e buscar a margem do lago. Não atingimos o objetivo teve que ser adiado. Ficou uma lição:
"Na vida, às vezes, o atalho não é o melhor caminho"

Isso se aplica também na política. Políticos, grupo políticos ou partidos querem queimar etapas, buscam atalhos. Pragmáticos, afoitos, ávidos a se eleger ou galgar cargos buscam coligações e/ou alianças sem uma análise mais cuidadosa e se dão mal. Ficam com a imagem  e  a carreira comprometida.

Além dos rachas, acabam sendo parceiros de envolvidos em escândalos. Pipocam nos meios de comunicação denúncias de desvio de verbas, superfaturamento e outros.  Portanto, é preferível ter o pé no chão, caminhar para frente com passos seguros. Pois, buscar atalhos duvidosos pode se perder na caminhada ou ficar sozinho na beira do caminho.     

João Rocha*

*Graduado em Administração. Foi presidente do PT
DM - Caraguatatuba - SP. (2008-2010)
Membro do DM- Caraguá e Coordenação. Regional do PT - V. do Paraíba.
Formador e Gestor da Esc. Nac. Formação do PT

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Hacker que invadiu site da prefeitura de Ubatuba comenta no Caraguablog

Em 12 de julho de 2011, demos a notícia da invasão do site da prefeitura de Ubatuba por um hacker. O invasor retirou algumas fotos do ar, alterou título de notícias e deixou uma mensagem aparentemente ingênua.

Na mensagem, o invasor dizia apenas: “O hacker #luizking passou por aqui pra mostrar novamente que seu site continua vulnerável! E aí Climene sou eu mesmo!

Na época, consideramos que o ataque demonstrava que o endereço eletrônico da prefeitura precisava ser refeito e mais bem protegido, para impedir ações dessa natureza.

Agora, passado algum tempo, o invasor fez um comentário no Caraguablog – evidentemente que anônimo –, nos seguintes termos:
“Foi muito fácil. Desculpe eu só falar com vcs agora. É que demorou pra encontrar um blog que falasse sobre. Vou contar a história: estava numa bela noite quando decidi olhar alguns sites vulneráveis e encontrei esse, dessa cidadezinha. Hackeei facilmente e mudei várias noticias só por diversão. Essa última do "e aí, climene?" foi só pra me mostrar pra algumas pessoas. Mas, gostei do blog. Parabéns. Mas, CUIDADO! We are Anonymous #luizkung”
Para ver a matéria veiculada na ocasião, CLIQUE AQUI.

domingo, 28 de agosto de 2011

JUQUERIQUERÊ SEMPRE UM BOM TEMA A REFLETIR

O Caraguablog tem entre suas metas de existência o zelo pelo meio ambiente, assim já postamos vários artigos sobre o Rio Juqueriquerê e anexamos agora destacamos esses que completam a reportagem:
"CURIOSIDADE: COMO ERA FEITA TRAVESSIA DO JUQUERIQUERÊ QUANDO NÃO HAVIA PONTE”  - Postada em 04 de março de 2011
1 – Comentário: 23 de abril de 2011
- Juqueriquerê deve ter um significado mais rico do que simplesmente PLANTA QUE DORME.
O último elemento da palavra (querê), realmente, parece derivar de QÜEREY = dormir, pegar no sono rapidamente.
Mas não podemos deixar de lado o primeiro elemento JUQUERI.
JUQUYRA = sal    -   Y = rio
Logo, Juqueri = rio salgado, rio de água salobra.
Tudo conforme o Vocabulário Tupi-guarani - Português, de Silveira Bueno.
Morei no Porto Novo em 1971/72.
O Juqueriquerê tem muito significado para mim.
Um abraço do Paulo Tarcizio da Silva Marcondes
paulotarcizio@gmail.com
23 de abril de 2011 21:59 


2– Comentário: 22 de agosto de 2011
Alex Fonseca; Denise Lemes; Fernando Braun pronunciaram:
A foto em questão é uma cópia xerox colorida pesquisada no Arquivo Público do Município de Caraguatatuba "Arino Sant'Ana de Barros".

Um abraço da equipe do Arquivo Público.
22 de agosto de 2011
 Denise Lemes disse...
TERMINOLOGIA JUQUERIQUERÊ


3– Comentário: 22 de agosto de 2011 13:46 
Juqueriquerê – Nome da planta dormideira, sensitiva mimosa, segundo Sampaio (1978), mencionado pela socióloga Regina Paes em seu trabalho “Espaço da vida, espaço morte na trajetória caiçara” (UNESP, 1998, p. 56).
Lembrando que ju, de yu, significa espinho (TIBIRIÇÁ, 1984, p.120) e espinhos eram usados como agulhas por indígenas.
Juqueri pode também ser proveniente de juquyra, sal, ~y, rio: o rio salobro, de água salobra. Juqueri é o nome de uma cidade de SP e de um manicômio, assim ficando conhecido como o “Juqueri, hospício de alienados”. A pronúncia comum é juquiri, mais achegada ao tupi juquyry, ou jukyrí, ou ainda jukeri segundo Tibiriçá (1984, p.121), significa espinho de arbusto leguminoso.
O Rio Juqueriquerê, segundo o historiador Jurandyr Ferraz, organizador do livro Santo Antônio de Caraguatatuba – Memória e tradições de um povo, denominava-se Cupuracê. No dicionário de Silveira Bueno, página 113, encontra-se “Cupuracé” que significa: a pedra, o penedo destacado, e ainda “Curupá”: lugar de pedregulhos. A mesma página encontra-se “Curuquerê”, que em tupi, “curú-quer-ê” significa: propenso a dormir, dorminhoco. Enquanto que “quer” significa dormir.
Assim temos então Rio Juqueriquerê: Rio salobro (ao se encontrar com o mar, misturam-se as águas) que dorme (que aparenta calma e sonolência, por ser escuro não se vê suas correntezas e profundidade).

BUENO, Silveira. Vocabulário Tupi-guarani-português. 7ª Edição, Vidalivros: 2008, p. 113, 192, 193 e 519.
FERRAZ, Jurandyr (Organização e Direção) Santo Antônio de Caraguatatuba – Memória e Tradições de um Povo. FUNDACC, 2000.
PAES, Regina. Espaço da vida, espaço morte na trajetória caiçara. UNESP, 1998.
TIBIRIÇÁ, Luiz Caldas. Dicionário Tupi Português – com esboço de gramática de Tupi Antigo. Traço Editora, 2ª Edição, 1984.

Um abraço! Fica aqui também o convite para que sejam parceiros do Arquivo Público.
Denise Lemes, historiadora
22 de agosto de 2011

Caraguablog agradece a colaboração desses leitores e deixa em aberto o Blog para toda e qualquer manifestação, O blog é de todos.

Caraguablog/JFPr

sábado, 27 de agosto de 2011

Dito & Feito: CARTA DO LEITOR -


Recebemos do leitor JOSE LUIS DAS NEVES um novo comentário sobre nossa postagem "Caraguá: Aguilar anula na justiça sessão que rejeitou suas contas".

Bom dia , gostaria que fosse publicado no blog, que o PSDB deixou de entregar  a prestação de contas de alguns candidatos da eleições de 2008.
Ocorre que tem candidato que está achando que está tudo ok na justiça eleitoral, conforme informação do TSE.

A bem da verdade não tem nada correto, o que o PSDB, enviou ao TSE, foi um previa parcial da prestação de contas dos candidatos, e o escritório do Simões fez a entrega ao responsável pelo comitê financeiro do PSDB.

Precisamos informar o presidente do PSDB, que se no prazo de 72 horas, as prestações de contas dos candidatos que não receberam, será impetrado um mandado de segurança para garantir a entrega das contas ao cartório eleitoral.

Isto é um descaso, com quem ajudou o prefeito atual a se eleger, no mínimo eles tem que entregar as contas aos candidatos para que o seu titulo fique em ordem com a justiça eleitoral.

Comentário postado por JOSE LUIS DAS NEVES no blog Caraguablog em 23 de agosto de 2011 11:05

terça-feira, 17 de maio de 2011

COMENTÁRIO

Com entusiasmo recebemos o comentário da futura jornalista Mel Braga sobre a postagem "Escuta Essa! Gente diferenciada e império gay cont...":

Esse é um blog antenadissimo...24h no ar!!!
haja folego heim!!!
Parabéns... sempre que possível dou uma olhadinha nas atualizações!!!

Nota: Incentivos assim nos ajuda a ter folego

terça-feira, 26 de abril de 2011

BULLYNG

Considerando que o bullyng  pode virar crime, considerando que o bullyng deixou de ser brincadeira de criança, atacar reiteradamente um desafeto ou adversário político também seria considerado bullyng? Pergunto o que Luiz Inácio-Lula fez com “herança maldita” em cima de Fernando Henrique, não seria Bullyng?
Caraguablog/FJPr

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Com a palavra, o Leitor

Assunto Parabenizar o blog e cidade
Olá! Sou Sidalécio Souza repórter do SBT - Altamira/Pa
Parabéns pelo belo blog e claro meus parabéeeeeeeeeeeeeeeeeeeens a cidade Caraguatatuba... e a você e por ser um blog inteligente e interessante.
Também tenho um blog na internet Blog siddy souza.
Sidalécio Souza
siddysouzag@hotmail.com

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Comentário de Leitor de Caçapava/SP

Roberto escreveu:
"grande josé flávio. tenho acompanhado seu blog, esta muito bom e com informações bastante uteis para caiçaras e turista. Você sabe que sou meio do contra, né? vc poderia colocar algumas falhas e deficiências da administração local, mesmo pq ajudaria a melhorar."

sábado, 26 de março de 2011

A Hora do Planeta: Leitor comenta nossa participação

Carlos comentou a notícia A Hora do Planeta celebrado  no  dia 26 de março
Comentário:
Como uma forma de agradecimento a todos que participaram do movimento, informo aos amigos que "a Hora do Planeta tomou conta da Europa e teve muitos adeptos também na Oceania e na Ásia, destacando as participação de economias emergentes. No Brasil, 20 capitais, 123 cidades e 93 pontos turísticos, ícones do país, tiveram suas luzes apagadas.
Segundo a WWF, o ato simbólico de apagar as luzes durante uma hora para expressar a preocupação pelo meio ambiente teve no total a adesão oficial de milhares de comunidades e 134 países.

O Rio de janeiro apagou as luzes de seu maior símbolo, o Cristo Redentor. Às 20h30min, o monumento estava às escuras, assim como os Arcos da Lapa, ponto de cultura e diversão para os cariocas, onde cerca de 3,5 mil pessoas sambaram ao som das escolas de samba. Pelo terceiro ano consecutivo, a capital carioca foi a sede oficial da Hora do Planeta no Brasil.
Outras cidades brasileiras como Juazeiro do Norte, Caxias do Sul, Brasília, Manaus, Campo Grande e Rio Branco mostraram que todo o país ficou mobilizado e são exemplos do recorde brasileiro em participação na terceira edição da iniciativa da WWF, mantendo um aumento de participantes a cada ano, desde de que é realizada no país.
Os neozelandeses derão início à escuridão às 20h30min local. Quando a Hora do Planeta terminou na Nova Zelândia, às 21h30min, nas ilhas Fiji já era o momento de apagar as luzes. Como um efeito dominó, a onda conquistou o mundo.
- Assistimos, este ano, a uma explosão da participação em várias economias emergentes do mundo. Isso é um sinal encorajador de que esses países começaram a ocupar um lugar cada vez mais proeminente no palco mundial - disse o diretor-geral da Rede WWF, Jim Leape, durante ato oficial no Portal da Índia, em Nova Delhi.
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No Japão mesmo após a tragédia provocada pelo terremoto seguido de tsunami, uma pequena equipe da Hora do Planeta fez uma homenagem aos sobreviventes do desastre. Grupos destacaram 20 formas diferentes para que a população e as empresas japonesas reduzam os gastos com energia. As torres de Tóquio e de Quioto, o castelo e o Memorial da Paz em Hiroshima, tiveram suas luzes apagadas.
De acordo com a WWF, só na China continental, 84 cidades prometeram ir além do horário combinado ao pagar as luzes. Em Chengdu, o engajamento continua com a iniciativa de promover o uso de bibletas. Em Shenyang, houve a promessa de reflorestar áreas dematadas e os pontos turísticos mais famosos de Beijing, inclusive as construções que sediaram os Jogos Olímpicos, como o Ninho de Pássaro e o Cubo d'Água, tiveram suas luzes apagadas durante uma hora. O Centro Financeiro Mundial de Xangai, que tem o prédio mais alto em toda a China, também apagou e a cidade prometeu criar mil hectares de novos espaços urbanos verdes.
Em Hong Kong, o Centro Cultural de Tsim Sha Tsui sediou a cerimônia oficial de contagem regressiva. Pela primeira vez, este ano, a sede do governo teve suas luzes desligadas durante a Hora do Planeta e o canal da National Geographic da Asia suspendeu sua programação normal durante uma hora.
Celebrando sua segunda Hora do Planeta com a presença de cinco mil pessoas que ignoraram as temperaturas de menos cinco graus, ao redor de uma enorme logomarca da Hora do Planeta e à luz de velas, a Mongólia emocionou ativistas de meio ambiente na principal praça da capital, Ulaan Baatar.
O Vietnã, teve 37 de suas províncias e cidades participando do evento, praticamente o dobro de participantes em 2010. As luzes foram apagadas na ponte Huc, na torre Thap Rua, no templo Ngoc Son e no teatro da Ópera de Hanói".
Abraços a todos!
Fonte: Jornal Extra