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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Litoral Norte comemora ótima temporada

Para comerciantes e hoteleiros, período em que praias ficam lotadas de turistas é o melhor desde os últimos 10 anos; crescimento é de 25%
Se, por um lado, o calor e a falta de chuva têm preocupado, por outro, a mesma condição trouxe alegria para comerciantes e hoteleiros do Litoral Norte, que comemoraram a melhor temporada dos últimos 10 anos.
"Estou há 18 anos no comércio, nesse período, não peguei uma temporada como essa", contou o comerciante e secretário da Associação Comercial e Empresarial de Caraguatatuba, Ari Carlos Barbosa.
"O comércio acaba ficando aberto por mais horas. Acredito que tenha melhorado de uns 25% a 30%".

Estadias mais longas e dias ensolarados, quase sem chuva, são motivos pelos quais o lucro foi maior na temporada.
"Teve gente que veio antes do Natal, a temporada foi estendida, isso teve repercussão no comércio da cidade", disse.
A estimativa é de que ao menos 1 milhão de pessoas tenham passado por Caraguá até agora.
"O calor foi fundamental para essa temporada ser boa. Todo mundo conseguiu atingir seus objetivos", disse o secretário de turismo Cristian Oliveira de Souza.

Em Ubatuba, mais de 95% dos hotéis foram ocupados e mais de 1 milhão de turistas passaram pela cidade, que ficou em segundo lugar na geração de empregos.
Entre os entrevistados pela Associação Comercial e Industrial, 34% tiveram mais de 10% de aumento no lucro, em relação à última temporada.

Em São Sebastião não foi diferente, a cidade teve 90% de ocupação dos leitos e 1 milhão de turistas neste mês.
De dezembro ao Carnaval, devem passar por Ilhabela cerca de 500 mil turistas .

Caraguatatuba
1 milhão de pessoas entre dezembro e janeiro; 500 mil delas na semana do Ano Novo

Ubatuba
1 milhão de pessoas; 95% de ocupação nos hoteis e admissão de 837 trabalhadores

Ilhabela
500 mil turistas de dezembro ao Carnaval

São Sebastião

1,200 milhão de turistas são esperados até o Carnaval

terça-feira, 30 de abril de 2013

Brasileiro bate recorde nacional de altitude com paramotor

O paramotor é formado por uma vela de parapente  e uma hélice a motor, sustentada pelo corpo do piloto. Leandro ainda busca recorde pan-americano.
Leandro quer bater o recorde pan-americano ou, pelo menos, o brasileiro, voando no litoral de São Paulo! A meta é ambiciosa: subir a 5 mil metros do nível do mar, em um paramotor formado por uma vela de parapente e uma hélice a motor, sustentada pelo corpo do piloto.
Uma aventura arriscada no céu, que pede vários cuidados. O Fantástico acompanhou os preparativos para o desafio.
Leandro reuniu uma equipe que conhece bem o esporte e pesquisou o espaço aéreo da região.

“Estudei cada rota, tanto aqui na parte das rotas baixas, quanto as altas, quanto os corredores visuais”, ele conta.
“A gente tem que tomar bastante cuidado porque nós estamos no litoral norte de São Paulo, são várias rotas de aviões, de rotas domésticas que vêm do Nordeste para pousos em Congonhas e Cumbica”, destaca o instrutor de paramotor Márcio Aiata.
O presidente da Associação Brasileira de Paramotor integra o grupo formado por Leandro. É dele o atual recorde pan-americano que Leandro quer bater.  Lu Marini foi ao México em março de 2012, e voou próximo a um vulcão ainda em atividade, o Popocatépetl.
Já o Leandro vai decolar da praia de Boracéia, em São Sebastião, litoral norte de São Paulo.

Para que essa aventura dê certo, são necessários equipamentos de segurança e de apoio, como por exemplo, um macacão para não morrer de frio.  “Ele é apenas uma das três camadas  de roupa que eu vou estar usando para não morrer de frio, porque realmente lá eu vou estar a temperaturas abaixo de zero. Então a gente  tem que usar o macacão para estar aquecidinho”, ele conta.
E também tem o oxigênio para não morrer de falta de ar. “A partir de 4 mil metros, eu vou ter que recorrer ao oxigênio”, explica Leandro.
“Como vai diminuindo a pressão, ele precisa de  mais oxigênio. Então, ele pode começar a ter ligeiras tremedeiras, alterações motoras e, principalmente, alterações de raciocínio”, alerta o fisiologista do esporte Paulo Zogaib.

Um GPS, equipamento capaz de determinar, via satélite, a localização e a distância percorrida pelo Leandro, vai ajudar a registrar a tentativa de recorde. Câmeras instaladas no capacete e no equipamento captam as imagens da aventura.
Perto de bater o recorde brasileiro, surge um problema: “Parece que o combustível começou a dar sinal de falta, então agora ele está iniciando a sua descida”, avisa Aiata.
“Em segurança, não atingi o recorde, mas vou tentar o brasileiro”, garante Leandro.
Mas nada de desânimo. O Leandro ainda não desistiu do recorde. Uma semana após a primeira tentativa, o Leandro vai tentar quebrar o recorde novamente. Para isso, fez algumas mudanças.
Ele explica o que foi alterado: “O tamanho da vela, em termos de roupa, agora eu voei antes com uma vela G, agora está com uma GG. Regulamos o motor, uma regulagem mais fina, mais potente e colocamos uma mangueira de ar diretamente no carburador para dar uma explosão melhor em grandes altitudes”.

O clima colabora e Leandro sobe, novamente, atrás de um recorde. Acontece a primeira conquista: o recorde brasileiro de altitude de paramotor.
“A regra de homologação de recorde prevê que você tem que bater 3% do último recorde. Com certeza, o recorde brasileiro é dele”, garante Lu Marini.
Poucos metros acima e o motor para de novo. Hora de deixar os 5 mil metros do pan-americano para trás. Mas o Leandro já está satisfeito: “Quando parou, já não esquentei muito não, até para deixar meu amigo aqui um pouquinho mais com o gostinho do recorde. Mas vou continuar tentando”, brinca Leandro.
G1 Fantastisco/Globo
Caraguablog/JFPr