O paramotor é formado por uma
vela de parapente e uma hélice a motor, sustentada pelo corpo do piloto.
Leandro ainda busca recorde pan-americano.
Leandro quer bater o recorde pan-americano ou, pelo menos, o
brasileiro, voando no litoral de São Paulo! A meta é ambiciosa: subir a 5 mil
metros do nível do mar, em um paramotor formado por uma vela de parapente e uma
hélice a motor, sustentada pelo corpo do piloto.
Uma aventura arriscada no céu, que pede vários cuidados. O
Fantástico acompanhou os preparativos para o desafio.
Leandro reuniu uma equipe que conhece bem o esporte e
pesquisou o espaço aéreo da região.
“Estudei cada rota, tanto aqui na parte das rotas baixas,
quanto as altas, quanto os corredores visuais”, ele conta.
“A gente tem que tomar bastante cuidado porque nós estamos
no litoral norte de São Paulo, são várias rotas de aviões, de rotas domésticas
que vêm do Nordeste para pousos em Congonhas e Cumbica”, destaca o instrutor de
paramotor Márcio Aiata.
O presidente da Associação Brasileira de Paramotor integra o
grupo formado por Leandro. É dele o atual recorde pan-americano que Leandro
quer bater. Lu Marini foi ao México em
março de 2012, e voou próximo a um vulcão ainda em atividade, o Popocatépetl.
Já o Leandro vai decolar da praia de Boracéia, em São
Sebastião, litoral norte de São Paulo.
Para que essa aventura dê certo, são necessários
equipamentos de segurança e de apoio, como por exemplo, um macacão para não
morrer de frio. “Ele é apenas uma das
três camadas de roupa que eu vou estar
usando para não morrer de frio, porque realmente lá eu vou estar a temperaturas
abaixo de zero. Então a gente tem que
usar o macacão para estar aquecidinho”, ele conta.
E também tem o oxigênio para não morrer de falta de ar. “A
partir de 4 mil metros, eu vou ter que recorrer ao oxigênio”, explica Leandro.
“Como vai diminuindo a pressão, ele precisa de mais oxigênio. Então, ele pode começar a ter
ligeiras tremedeiras, alterações motoras e, principalmente, alterações de
raciocínio”, alerta o fisiologista do esporte Paulo Zogaib.
Um GPS, equipamento capaz de determinar, via satélite, a
localização e a distância percorrida pelo Leandro, vai ajudar a registrar a
tentativa de recorde. Câmeras instaladas no capacete e no equipamento captam as
imagens da aventura.
Perto de bater o recorde brasileiro, surge um problema:
“Parece que o combustível começou a dar sinal de falta, então agora ele está
iniciando a sua descida”, avisa Aiata.
“Em segurança, não atingi o recorde, mas vou tentar o
brasileiro”, garante Leandro.
Mas nada de desânimo. O Leandro ainda não desistiu do
recorde. Uma semana após a primeira tentativa, o Leandro vai tentar quebrar o
recorde novamente. Para isso, fez algumas mudanças.
Ele explica o que foi alterado: “O tamanho da vela, em
termos de roupa, agora eu voei antes com uma vela G, agora está com uma GG.
Regulamos o motor, uma regulagem mais fina, mais potente e colocamos uma
mangueira de ar diretamente no carburador para dar uma explosão melhor em
grandes altitudes”.
O clima colabora e Leandro sobe, novamente, atrás de um
recorde. Acontece a primeira conquista: o recorde brasileiro de altitude de
paramotor.
“A regra de homologação de recorde prevê que você tem que
bater 3% do último recorde. Com certeza, o recorde brasileiro é dele”, garante
Lu Marini.
Poucos metros acima e o motor para de novo. Hora de deixar
os 5 mil metros do pan-americano para trás. Mas o Leandro já está satisfeito:
“Quando parou, já não esquentei muito não, até para deixar meu amigo aqui um
pouquinho mais com o gostinho do recorde. Mas vou continuar tentando”, brinca
Leandro.
G1 Fantastisco/Globo
Caraguablog/JFPr
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