quarta-feira, 18 de maio de 2016

Façamos a nossa parte

Incessante, o pequeno beija-flor voava transportando água em seu biquinho, tentando apagar o incêndio da floresta. Parecia um trabalho inútil. Mas ao observador respondeu: faço a minha parte.

A lição do colibri parece interessante para ilustrar o que acontece no Brasil nos dias atuais, em que manifestações pacíficas ganham as ruas para exigir o impeachment da presidente da república.

O povo mostra-se, assim, enojado diante de tantos casos de corrupção mostrados pela imprensa e diante da comprovação do desvio de uma verdadeira montanha de dinheiro dos cofres públicos, promovido por autoridades que deviam vigiá-los e distribuir suas rendas em forma de educação, saúde, empregos, moradia, estabilidade econômico-financeira.

O momento não é para acomodações. Cada um precisa fazer a sua parte para que este estado deplorável de coisas tenha um fim, e logo, permitindo que a Justiça siga o curso em suas investigações e por fim puna todos aqueles a quem se possa atribuir a pecha “traidores da pátria”.

Como o beija-flor, é preciso que cada um faça a sua parte.

Os protestos pacíficos que eclodem em quase todas as cidades brasileiras revelam-se meio democrático de a população brasileira mostrar o seu descontentamento com os rumos dados ao país. É justo que clamem pela punição dos culpados e também exijam o fim imediato da corrupção e da bandalheira instaladas em setores de governo, mascarando talvez uma obstinação insana de impor um regime nacional pouco afeito a regras democráticas.

Lutemos com todas as forças de que dispomos em prol da concretização desses objetivos profiláticos.

Um único beija-flor pode não apagar o incêndio de grandes proporções como este que devasta o solo pátrio. Mas, milhões deles, atuando em conjunto, ordenadamente, por certo irão impedir que as labaredas do mal destruam o bosque, arruinando-o por completo.

À 01h01’20” deste 27 de março contabilizávamos no País exatos 205.675.697 “beija-flores”. Tirantes aqueles de plumagem vermelho-sanguinária –que não carregam água, apenas espalham brasas–, ainda teremos um significativo contingente de “avezinhas” desejosas por abrandar as crepitações.

É preciso sinceramente acreditar. É preciso que cada um faça a sua parte...

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