O relatório preparado pelos fiscais aponta que as obras nas
pontes localizadas entre os quilômetros 38 e 51 não apresentavam segurança, já
que as cercas ao redor das estruturas seriam frágeis e incapazes de impedir
eventual acidente. Segundo o Ministério do Trabalho, o embargado havia sido
feito na quarta-feira, mas foi desrespeitado.
Ainda de acordo com o relatório, os alojamentos das empresas
que formam o consórcio responsável pela duplicação da rodovia estão
irregulares. Os fiscais detectaram excesso de trabalhadores nos locais, falta
de armários e de água potável. Cerca de dois mil operários atuam nas obras.
O Consórcio Encalso - S.A. Paulista, responsável pela
duplicação, informou que a maioria das irregularidades foi encontrada em
empresas terceirizadas e que todas as providências estão sendo tomadas para que
as exigências do Ministério do Trabalho sejam cumpridas. "Uma força tarefa
foi iniciada tão logo as irregularidades foram detectadas para suprir as
necessidades para que as atividades voltem a transcorrer normalmente o mais
breve possível", diz nota da assessoria de imprensa do consórcio.
A Dersa informou que exige de todas as empresas contratadas
o cumprimento das leis trabalhistas e, alertada pela reportagem, está
investigando o ocorrido. A empresa afirmou que o cronograma de entrega das
obras de duplicação da rodovia não será afetado, pois as demais frentes de
trabalho continuam trabalhando normalmente.
Foto AE
Caraguablog/JFPr

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