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| Fazenda de Mexilhões de caraguá |
Do total do repasse, R$ 200 mil será para a Associação de Pescadores
e R$ 242 mil serão distribuídos como ajuda mensal a cerca de 20 pescadores e
maricultores cadastrados na Secretaria de Meio Ambiente.
Foram previstos pela Secretaria de Meio Ambiente, dois
salários mínimos durante oito meses. O período de recuperação foi apontado pela
associação.
Segundo o grupo, desde o incidente no porto da cidade
vizinha, eles registram queda nas vendas e estão tendo dificuldade para pagar
as contas. Isso porque, entre outros impactos, o cultivo dos mexilhões pode ter
sido contaminado pelo combustível.
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| camarão morto após o vazamento de óleo |
“Aparentemente, apenas olhando, está normal. Estamos
esperando o laudo sair para saber se contaminou ou não”, disse José Luis Alves,
presidente da associação de maricultores. Segundo ele, 250 mil quilos de
mexilhão estão parados aguardando a comercialização.
Até agora os maricultores da região não sabem o grau de
contaminação das três praias deCaraguatatuba que foram atingidas. Por isso, por
segurança, pararam de vender o produto nos dias seguintes ao acidente.
“As pessoas tem que procurar a Secretaria de Meio Ambiente,
que está estruturada para receber essas famílias e, dentro deste cadastro, onde
vai ser feit a destinaão dos valores” , disse o secretário da pasta Marcelo
Paiva.
São Sebastião
A Prefeitura de São Sebastião informou que aguarda o
resultado de um laudo da Cesteb para avaliar o grau do prejuízo aos pescadores
e produtores de mariscos da cidade para depois estudar o valor de uma ajuda
mensal aos pescadores e maricultores.
Segundo a companhia, o laudo está na fase final, mas não há
data para divulgação dos resultados.
Entenda o caso
O óleo combustível vazou durante oo abastecimento de um
navio no dia 5 de abril.A Petrobrás chegou a ser multada em R$ 10 milhões pela
Cetesb.
O problema paralisou a atividade dos pescadores, que estão
na praia da Cocanha os barcos estão parados há mais de dez dias. Segundo eles,
os consumidores estão desconfiados da qualidade dos peixes.
“O pessoal tem receio, não compra mais peixe. Eles têm medo
de estar com óleo e as nossas contas estão chegando”, disse o pescador José
Carlos. Ele decidiu, enquanto não pode pescar, atuar como jardineiro na cidade.
Caraguablog/JFPr



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