Durante a sessão de
terça-feira passada, dia 14/junho/2016, aconteceu um inusitado racha na Câmara
Municipal de Caraguá envolvendo a base aliada do prefeito.
Os projetos do poder
Executivo, que até então passavam a toque de caixa pelos obscuros meandros
legislativos, praticamente por unanimidade, agora enfrentam restrições, como a
que se viu na terça, quando seis dos vereadores decidiram ir contra as
instruções recebidas no paço municipal e disseram um “não” à aprovação de dois
projetos de interesse da administração pública.
Quais eram os projetos em
votação? Pois, sim.
Um deles traz instruções
para a elaboração do Orçamento municipal para 2017, a chamada LDO. O outro,
talvez gerador da polêmica, autoriza o prefeito a alocar por decreto até 35%
do valor do Orçamento atualmente em execução, portanto, de 2016. Algo em torno
de muitos milhões de reais.
Na prática, os vereadores
entenderam que o projeto em si representava um “cheque em branco” para o
prefeito remanejar recursos públicos sem precisar de autorização da Câmara de
Vereadores. Seria só isso mesmo?
Esse tipo de autorização é legal, tá nas leis,
na Constituição? Sei lá...
O fato é que, de agora em
diante, o Tato do Aguilar, filho do ex-prefeito José Pereira de Aguilar, que
fazia oposição “solo” ao Executivo, passou a contar com o reforço de mais cinco
excelências.
Contaram ao Caraguablog que durante a discussão dos
projetos na terça o que se viu foi um “horripilante” bate-boca entre o líder do
prefeito e os novos opositores Coisa pra lá de feia, disseram...
Para encardir ainda mais a
situação, os novos opositores já falam em abrir uma Comissão Especial de
Inquérito, a temida CPI, para vasculhar coisas da prefeitura, como o não
pagamento de direitos aos professores e otras cositas mas, a que, propriamente
ou impropriamente, andam chamando de “pedaladas do Antonio Carlos”.
Será que esse racha segue
uma espécie de “curso natural” ou seria apenas um indicativo de que esse
assanhamento todo é por conta das eleições de 2 de outubro?
Afoitos já afirmam com todas
as letras que a “revolta dos seis” terá troco, represálias e sei
lá mais o quê...

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