quinta-feira, 16 de junho de 2016

Um racha na Câmara de Caraguá



Durante a sessão de terça-feira passada, dia 14/junho/2016, aconteceu um inusitado racha na Câmara Municipal de Caraguá envolvendo a base aliada do prefeito.

Os projetos do poder Executivo, que até então passavam a toque de caixa pelos obscuros meandros legislativos, praticamente por unanimidade, agora enfrentam restrições, como a que se viu na terça, quando seis dos vereadores decidiram ir contra as instruções recebidas no paço municipal e disseram um “não” à aprovação de dois projetos de interesse da administração pública.

Notícias picantesOs projetos foram aprovados, mas a mensagem de algum “descontentamento” ficou bastante explícita.

Quais eram os projetos em votação? Pois, sim.

Um deles traz instruções para a elaboração do Orçamento municipal para 2017, a chamada LDO. O outro, talvez gerador da polêmica, autoriza o prefeito a alocar por decreto até 35% do valor do Orçamento atualmente em execução, portanto, de 2016. Algo em torno de muitos milhões de reais.

Na prática, os vereadores entenderam que o projeto em si representava um “cheque em branco” para o prefeito remanejar recursos públicos sem precisar de autorização da Câmara de Vereadores. Seria só isso mesmo?

Esse tipo de autorização é legal, tá nas leis, na Constituição? Sei lá...

O fato é que, de agora em diante, o Tato do Aguilar, filho do ex-prefeito José Pereira de Aguilar, que fazia oposição “solo” ao Executivo, passou a contar com o reforço de mais cinco excelências.

Contaram ao Caraguablog que durante a discussão dos projetos na terça o que se viu foi um “horripilante” bate-boca entre o líder do prefeito e os novos opositores  Coisa pra lá de feia, disseram...

Para encardir ainda mais a situação, os novos opositores já falam em abrir uma Comissão Especial de Inquérito, a temida CPI, para vasculhar coisas da prefeitura, como o não pagamento de direitos aos professores e otras cositas mas, a que, propriamente ou impropriamente, andam chamando de “pedaladas do Antonio Carlos”.

Será que esse racha segue uma espécie de “curso natural” ou seria apenas um indicativo de que esse assanhamento todo é por conta das eleições de 2 de outubro?


Afoitos já afirmam com todas as letras que a “revolta dos seis” terá troco, represálias e sei lá mais o quê...

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