Servidores e pesquisadores da
Estação Ecológica (Esec) de Tupinambás (SP) instalaram no mês de julho uma
estação meteorológica em uma das ilhas da Unidade de Conservação (UC), no
arquipélago dos Alcatrazes. A medida faz parte do Plano de Ação Nacional (PAN)
para conservação da Herpetofauna Insular, ordem a que pertencem os répteis e
anfíbios.
O projeto, coordenado pelo
Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN), tem como
objetivo reduzir a ameaça de extinção de seis espécies no litoral norte de São
Paulo.
"Com essa estação, vamos
conseguir coletar com mais precisão os dados atmosféricos e monitorar melhor as
espécies, proporcionando aos animais uma condição de vida mais saudável",
explicou a analista ambiental Thais Farias Rodrigues.
Planos de Ação Nacional
Os PANs são políticas
públicas adotadas em todo o território nacional para ajudar na conservação da
biodiversidade brasileira. Com a participação da sociedade, são identificados
problemas e propostas ações prioritárias para combater as ameaças que colocam
em risco a existência de diversas espécies, assim como os ambientes naturais em
que vivem.
"Esse é apenas o
primeiro passo de um projeto maior, de longo prazo, que iniciamos. Queremos
conservar não apenas os répteis e anfíbios, mas todos os animais que vivem na
nossa unidade", finalizou Thais.
Sobre a Esec
A Estação Ecológica de
Tupinambás é uma unidade de proteção integral e foi criada em 1987 por meio de
um Decreto Federal. Está localizada no litoral norte de São Paulo, entre os
municípios de São Sebastião e Ubatuba, e abrange diversas ilhas, ilhotas e
lajes sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
(ICMBio).
É uma importante área de
preservação para diversas espécies de baleias, golfinhos e tartarugas marinhas.
Abriga também espécies ameaçadas de extinção da fauna e flora, além de possuir
o maior ninhal de aves marinhas das costas Sul e Sudeste do Brasil.
Fonte: ICMBio

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