Para Bryman (2004), “a nova
liderança é baseada em uma representação de líderes como gestores de
significado e não apenas como um influenciador”, ou seja, chegamos depois de
muito estudo na compreensão de que ninguém motiva ninguém. O potencial
motivacional já existe dentro de cada um. O importante é não desperdiçá-lo e
compreendermos cuidadosamente o significado de nossas escolhas neste processo
de liderança no mundo globalizado.
Na visão moderna de negócios,
as organizações são organismos vivos que se comportam com os mesmos prazeres e
as mesmas dores dos seres vivos. Por esta razão, a liderança feminina
transformadora pode ser considerada uma vantagem competitiva sustentável para
os negócios, pois tem o potencial de provocar a sinergia entre as três dimensões
da sustentabilidade, ou seja, promove o ato de cuidar, cooperar, ser solidário
e responsável sem perder o foco no resultado organizacional.
A liderança feminina
transformadora é o líder moderno da mudança que deve querer o que sabe e ser
sábio e humilde a ponto de consegui- lo. Essa maturidade emocional, só possível
por meio do autoconhecimento, tem sido desenvolvida com muito sucesso pelas
mulheres por diversas razões culturais, sociais, econômicas e políticas ao
longo da história da humanidade.
Por sinal, na visão de Paulo
Gaudencio (2007), “a crise é para sempre, crise é eterna. A única coisa de que
temos certeza é a mudança, o que nos obriga a abandonar o sonho de que quando
acabarem as minhas crises, serei feliz.” Portanto, a arte de saber lidar com os
aspectos emocionais e racionais inseridos no processo de tomada de decisão é um
fator determinante para a qualidade do resultado da liderança.
A liderança feminina
transformadora é aquela que conjuga a ação com a reflexão crítica regenerativa
e ainda tem maturidade emocional suficiente para desenvolver inovações
sustentáveis essenciais para a convivência saudável entre os seres humanos e
destes com o planeta. Para que isto aconteça a contento, algumas
características peculiares merecem destaque:
• assumir riscos para inovar
de forma sustentável, pois os resultados não são previsíveis e por esta razão
precisa reaprender a lidar com o fracasso sempre presente;
• desenvolver atividades
mobilizadoras que impactam positivamente no meio ambiente e na comunidade,
contribuindo efetivamente para um mundo melhor;
• construir valores e
princípios que valorizam a cultura da sustentabilidade e norteiam as
estratégias que serão perseguidas no curto, médio e longo prazos;
• encarar a oportunidade como
fator transformacional vital para a arte moderna de liderar.
Em suma, nada melhor que a
bela citação de Madre Tereza de Calcutá, uma das maiores líderes femininas que
transformou o mundo para muito melhor, para sintetizar tudo o que foi dito
neste artigo: “O dever é uma coisa muito pessoal; decorre da necessidade de se
entrar em ação, e não da necessidade de insistir com os outros para que façam
qualquer coisa”.
Referências
Camargo Pereira, Adriana;
Camargo Pereira, Adriana; Zucca da Silva, Gibson; Ehrhardt Carbonari, Maria
Elisa; Ehrhardt Carbonari, Maria Elisa. Sustentabilidade, Responsabilidade
Social e Meio Ambiente, 1ª. Edição, São Paulo, Editora Saraiva, 2011.
GAUDENCIO, Paulo. Mudar e
Vencer – como as mudanças podem beneficiar pessoas e empresas. 7ª. Edição, Editora
Palavra e Gestos: São Paulo, 2007, págs. 82 a 93.
Gibson Zucca da Silva
Mestre em Relações
Internacionais pela Bristol University – Professor de Graduação e Pós-Graduação
do Módulo e Proprietário da Laundromat Caraguatatuba.
Fonte: Agência Gentecom

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