No próximo ano, 2014, a Campanha da Fraternidade pretende ampliar as discussões
sobre o Tráfico Humano no Brasil. O documento que norteia doa trabalhos – Texto
Base, já apresentado pela CNBB, lembra
que “o tráfico humano é o cerceamento da liberdade e o desprezo da dignidade
dos filhos e filhas de Deus e é um dos modos atuais da escravidão”. A
mobilidade humana, a globalização, a vulnerabilidade social, são fatores que
traçam essa tragédia humana.
O crime organizado dificulta a identificação de rotas que,
já em 2003, havia mapeado 241 rotas nacionais e internacionais, além de
diversos destinos fora e dentro do próprio país. No Brasil, das 241, em 2012,
identificou-se 110 rotas para o tráfico interno e 131 para o tráfico
transnacional: Amazônia 76; Região Nordeste 69; Região Sudeste 35; Região
Centro-Oeste 33 e Região Sul 28. A invisibilidade do crime é uma característica
que dificulta o seu enfrentamento. Trata-se de um crime silencioso. A falta de
denúncia dificulta seu combate.
Além do tráfico para exploração sexual, há ainda o tráfico para
trabalho escravo em outras modalidades, o tráfico para transplante de órgãos e
o tráfico de crianças para adoção.
Este e outros aspectos do Tráfico Humano , inclusive as
possibilidades de rotas regionais serão pauta do Encontro de preparação para
Campanha da Fraternidade 2014, do próximo domingo, 1 de dezembro, na igreja
matriz São João Batista, Poiares, Caraguatatuba das 9h30 às 15h. A participação
é aberta à comunidade, mas pede inscrição antecipada no local (material e
almoço). Não há taxa de participação.
O evento será conduzido pela
jornalista Priscila Siqueira, uma das articuladoras da ONG “SMM –
Serviço de Prevenção ao Tráfico de Mulheres e Meninas”. Priscila Siqueira é um
exemplo de perseverança e luta contra a marginalização da mulher e o tráfico de
pessoas.No período da tarde haverá mesa de debate com a participação do Pe.
Alessandro H Coelho, Dra Cintia Yara Silva Barbosa e um representante da
Diretoria de Ensino do Litoral Norte

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