O Caraguablog recebeu e-mail que aborda assunto político. Sem adentrar nas razões do missivista, reproduzimos o texto abaixo, para conhecimento e análise dos nossos Leitores:
Na última sessão de Câmara, realizada na tarde da
sexta-feira (23/8/13) extraordinariamente, um importante projeto foi votado
pelos vereadores.
De iniciativa do prefeito, uma alteração na lei orgânica
municipal eleva de oito para 15 dias o tempo em que o chefe do Executivo pode
se ausentar da cidade para cuidar de assuntos oficiais ou particulares sem ter
de licenciar-se e pôr o vice-prefeito no seu lugar.
O projeto tinha tudo para ser rejeitado pelos vereadores,
mas não o foi.
As conversas de bastidores, aquelas ouvidas nos corredores
da Casa Legislativa e nos gabinetes, davam como certa a rejeição do projeto,
sob o argumento de que era “tempo demais” para que o chefe do Executivo ficasse
longe da cidade.
E se houvesse uma emergência e a cidade estivesse sem
prefeito? O vice, sem tomar posse, não poderia assinar documentos ou determinar
quaisquer providências. Essa era a indagação que mais se ouvia. O argumento era
bastante sólido, coerente e razoável.
Era.
O que se viu durante o transcorrer dos trabalhos em plenário
foi que os vereadores aprovaram o projeto sem contestação, mandando às lhufas
as próprias razões.
A aprovação se deu em primeiro turno. Em segundo turno, eles
ainda podem rever seus votos. Mas ninguém acredita que isso possa acontecer.
Assim, fica a certeza: a lei orgânica será mesmo modificada
para alargar o prazo de ausência do prefeito sem a necessidade de pedido formal
de licença.
Ninguém é contra oito ou 15 dias de possibilidade de
afastamento, pois sempre há argumentos pró e contra qualquer situação.
O que soa estranho nesses casos são os arroubos...
Jader Vasconcelos
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