domingo, 25 de agosto de 2013

Dito e não feito. É a política que não muda, não surpreende...

O Caraguablog recebeu e-mail que aborda assunto político. Sem adentrar nas razões do missivista, reproduzimos o texto abaixo, para conhecimento e análise dos nossos Leitores:

Na última sessão de Câmara, realizada na tarde da sexta-feira (23/8/13) extraordinariamente, um importante projeto foi votado pelos vereadores.

De iniciativa do prefeito, uma alteração na lei orgânica municipal eleva de oito para 15 dias o tempo em que o chefe do Executivo pode se ausentar da cidade para cuidar de assuntos oficiais ou particulares sem ter de licenciar-se e pôr o vice-prefeito no seu lugar.

O projeto tinha tudo para ser rejeitado pelos vereadores, mas não o foi.

As conversas de bastidores, aquelas ouvidas nos corredores da Casa Legislativa e nos gabinetes, davam como certa a rejeição do projeto, sob o argumento de que era “tempo demais” para que o chefe do Executivo ficasse longe da cidade.

E se houvesse uma emergência e a cidade estivesse sem prefeito? O vice, sem tomar posse, não poderia assinar documentos ou determinar quaisquer providências. Essa era a indagação que mais se ouvia. O argumento era bastante sólido, coerente e razoável.

Era.

O que se viu durante o transcorrer dos trabalhos em plenário foi que os vereadores aprovaram o projeto sem contestação, mandando às lhufas as próprias razões.

A aprovação se deu em primeiro turno. Em segundo turno, eles ainda podem rever seus votos. Mas ninguém acredita que isso possa acontecer.

Assim, fica a certeza: a lei orgânica será mesmo modificada para alargar o prazo de ausência do prefeito sem a necessidade de pedido formal de licença.

Ninguém é contra oito ou 15 dias de possibilidade de afastamento, pois sempre há argumentos pró e contra qualquer situação.


O que soa estranho nesses casos são os arroubos...
Jader Vasconcelos

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