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| Santa Casa de Caraguá: ilhada pelos destroços |
Aluna quer as informações para completar trabalho científico de
conclusão de curso
Em 18 de março de 1967, uma terrível catástrofe se abateu
sobre Caraguatatuba, ceifando oficialmente quase 700 pessoas, mas,
extraoficialmente, cerca de duas mil delas.
Parecia –parafraseando as Escrituras– que as comportas dos
céus haviam se rompido, permitindo que um grande volume de água, em forma de
chuva, ou de tromba d’água, castigasse os moradores deste adorável pedacinho de
chão.
Morros caíram, as encostas deslizaram, toras de enormes
árvores foram arrancadas de seus locais centenários e arrastadas pelas águas
barrentas e bravias. Parecia o fim do mundo – e o era, infelizmente, para
muitos dos moradores desta cidade.
O município ficou alagado, casas destruídas, famílias inteiras
desapareceram. Muitos corpos –centenas deles– não foram encontrados até hoje, e
jazem esquecidos em um ponto qualquer da cidade ou aos sopés dos morros.
A cidade, depois dessa tragédia, conseguiu se reerguer, à
custa de muita luta e sacrifícios de seus moradores. Um trabalho de formiguinhas,
mas producente, que permitiu que Caraguá atingisse o grau de desenvolvimento
que experimenta hoje.
Como a fênix, Caraguá literalmente ressurgiu das cinzas,
ou, mais apropriadamente, das águas. Para o orgulho de todos nós, que aqui
moramos e construímos as nossas vidas.
Um fato como esse não pode cair no esquecimento.
Manter viva a memória dos acontecimentos nos permite avaliar
e reavaliar situações, sempre tendo em mente que a Natureza, por sua própria
natureza, por vezes é incontida e sua fúria pode irromper-se a qualquer
momento, como o vulcão que acorda depois de longo período de serenidade e
letargia.
Caraguatatuba contava à época dos fatos cerca de 15 mil
moradores. Hoje, esse número passa dos cem mil. Em outras palavras, um
acontecimento dessa magnitude, hoje, traria um resultado terrível,
principalmente levando-se em conta que muitas áreas consideradas de risco
encontram-se tomadas de moradores. Dezenas de milhares de vítimas teríamos para
lamentar.
O Caraguablog
recebeu da estudante Cristiane Reuter um e-mail solicitando apoio para seu
trabalho de conclusão de curso que aborda justamente a catástrofe de 1967 em
Caraguatatuba. Sem dúvida, um esforço de fôlego e que merece a colaboração de
todos que tenham presenciado o evento, fornecendo o seu depoimento imparcial
para uma melhor compreensão do sucedido.
Não temos nomes a indicar em especial, mas muitas pessoas
ainda moram na cidade e que podem contar muita coisa acerca daqueles tenebrosos
dias vividos na cidade. Um, todavia, é considerado ponto-chave. Trata-se do médico
doutor Keiiti Nakamura, que na época trabalhava na Santa Casa “Stella Maris” e
que deu tudo de si no atendimento das pessoas feridas.
A foto que ilustra este texto mostra o prédio da Santa Casa,
ele mesmo ainda incólume em meio à destruição total, revelando quão duro foi o
golpe desferido contra Caraguá naquela oportunidade.
Pedimos que os Leitores, que conheçam algumas pessoas que
possam falar sobre o assunto, que informem à estudante, para que, assim, tenha
condições de completar o seu trabalho, com registros importantes acerca daquele
triste evento.
Abaixo, o teor do e-mail recebido:
“Olá. Sou estudante do curso de História e escolhi falar
sobre a tromba d'agua de 1967 no meu TCC. O artigo do blog me ajudou muito, mas
preciso de fonte oral; minha mãe é moradora da cidade de Caraguá e conhece
algumas pessoas que viveram a tragédia, mas gostaria de mais depoimentos. Agradeço
desde já.”
Informações – enviar para: cris8.reuter@hotmail.com

3 comentários:
cris8.reuter@hotmail.com
O presidente da Câmara Neto Bota será entrevistado essa semana por uma grande Revista sobre o tema CATÁSTROFE
se informe na Câmara.
cris8.reuter@hotmail.com
O presidente da Câmara Neto Bota será entrevistado essa semana por uma grande Revista sobre o tema CATÁSTROFE
se informe na Câmara.
O Emílio Campi produziu um DVD onde há o depoimento de diversas pessoas da cidade. O médico dr. Keiiti está lá, como também o Francisco Monter, dentre outros. É só procurar o Emílio e adquirir o DVD que se obtém os depoimentos.
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