domingo, 25 de agosto de 2013

Precisa-se de depoimentos sobre a catástrofe de Caraguá

Santa Casa de Caraguá: ilhada pelos destroços
Aluna quer as informações para completar trabalho científico de conclusão de curso

Em 18 de março de 1967, uma terrível catástrofe se abateu sobre Caraguatatuba, ceifando oficialmente quase 700 pessoas, mas, extraoficialmente, cerca de duas mil delas.

Parecia –parafraseando as Escrituras– que as comportas dos céus haviam se rompido, permitindo que um grande volume de água, em forma de chuva, ou de tromba d’água, castigasse os moradores deste adorável pedacinho de chão.

Morros caíram, as encostas deslizaram, toras de enormes árvores foram arrancadas de seus locais centenários e arrastadas pelas águas barrentas e bravias. Parecia o fim do mundo – e o era, infelizmente, para muitos dos moradores desta cidade.

O município ficou alagado, casas destruídas, famílias inteiras desapareceram. Muitos corpos –centenas deles– não foram encontrados até hoje, e jazem esquecidos em um ponto qualquer da cidade ou aos sopés dos morros.

A cidade, depois dessa tragédia, conseguiu se reerguer, à custa de muita luta e sacrifícios de seus moradores. Um trabalho de formiguinhas, mas producente, que permitiu que Caraguá atingisse o grau de desenvolvimento que experimenta hoje.

Como a fênix, Caraguá literalmente ressurgiu das cinzas, ou, mais apropriadamente, das águas. Para o orgulho de todos nós, que aqui moramos e construímos as nossas vidas.

Um fato como esse não pode cair no esquecimento.

Manter viva a memória dos acontecimentos nos permite avaliar e reavaliar situações, sempre tendo em mente que a Natureza, por sua própria natureza, por vezes é incontida e sua fúria pode irromper-se a qualquer momento, como o vulcão que acorda depois de longo período de serenidade e letargia.

Caraguatatuba contava à época dos fatos cerca de 15 mil moradores. Hoje, esse número passa dos cem mil. Em outras palavras, um acontecimento dessa magnitude, hoje, traria um resultado terrível, principalmente levando-se em conta que muitas áreas consideradas de risco encontram-se tomadas de moradores. Dezenas de milhares de vítimas teríamos para lamentar.

O Caraguablog recebeu da estudante Cristiane Reuter um e-mail solicitando apoio para seu trabalho de conclusão de curso que aborda justamente a catástrofe de 1967 em Caraguatatuba. Sem dúvida, um esforço de fôlego e que merece a colaboração de todos que tenham presenciado o evento, fornecendo o seu depoimento imparcial para uma melhor compreensão do sucedido.

Não temos nomes a indicar em especial, mas muitas pessoas ainda moram na cidade e que podem contar muita coisa acerca daqueles tenebrosos dias vividos na cidade. Um, todavia, é considerado ponto-chave. Trata-se do médico doutor Keiiti Nakamura, que na época trabalhava na Santa Casa “Stella Maris” e que deu tudo de si no atendimento das pessoas feridas.

A foto que ilustra este texto mostra o prédio da Santa Casa, ele mesmo ainda incólume em meio à destruição total, revelando quão duro foi o golpe desferido contra Caraguá naquela oportunidade.

Pedimos que os Leitores, que conheçam algumas pessoas que possam falar sobre o assunto, que informem à estudante, para que, assim, tenha condições de completar o seu trabalho, com registros importantes acerca daquele triste evento.

Abaixo, o teor do e-mail recebido:

“Olá. Sou estudante do curso de História e escolhi falar sobre a tromba d'agua de 1967 no meu TCC. O artigo do blog me ajudou muito, mas preciso de fonte oral; minha mãe é moradora da cidade de Caraguá e conhece algumas pessoas que viveram a tragédia, mas gostaria de mais depoimentos. Agradeço desde já.”

Informações – enviar para: cris8.reuter@hotmail.com

3 comentários:

Caraguablog disse...

cris8.reuter@hotmail.com
O presidente da Câmara Neto Bota será entrevistado essa semana por uma grande Revista sobre o tema CATÁSTROFE
se informe na Câmara.

Caraguablog disse...

cris8.reuter@hotmail.com
O presidente da Câmara Neto Bota será entrevistado essa semana por uma grande Revista sobre o tema CATÁSTROFE
se informe na Câmara.

Anônimo disse...

O Emílio Campi produziu um DVD onde há o depoimento de diversas pessoas da cidade. O médico dr. Keiiti está lá, como também o Francisco Monter, dentre outros. É só procurar o Emílio e adquirir o DVD que se obtém os depoimentos.