Depois de iniciar a remoção de 5.350 famílias dos
bairros-cota de Cubatão, o governo do Estado vai acelerar a demolição de mais
7.000 moradias irregulares em outros 20 municípios da região litorânea. A
maioria das intervenções fará parte da segunda etapa do programa de recuperação
da Serra do Mar, prevista para ser lançado no fim do mês pelo governador
Geraldo Alckmin (PSDB). A ordem é dar prioridade a três cidades do litoral
norte: São Sebastião, Ubatuba e Caraguatatuba.
Juntos, os municípios devem somar 3.392 remoções, ou 48% do
total. O foco são os barracos dentro do Parque Estadual da Serra do Mar ou no
seu entorno, onde a pressão por moradia é ainda maior. Na beira da rodovia
Rio-Santos, os morros já estão tomados por favelas, com vista para o mar, em um
cenário semelhante ao encontrado no Rio. Mas o governo afirma que casas de alto
padrão construídas em lotes de Mata Atlântica também serão demolidas.
São Sebastião e Ubatuba concentram o maior número de
moradias irregulares identificadas no interior do parque. São 389 habitações
nessas condições listadas para sair - a maioria nas proximidades das praias da
Barra do Sahy, Juqueí, Perequê Mirim e Barra Seca. Em Caraguatatuba, o número é
menor. Lá, 43 serão removidas. As demais estão na chamada zona de amortecimento.
De acordo com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e
Urbano (CDHU), as intervenções visam preparar a região para absorver a
crescente demanda por habitação popular. A preocupação tem relação direta com o
pacote de grandes obras a ser executado no litoral norte a curto prazo. A lista
inclui a ampliação do Porto de São Sebastião, a duplicação da Rodovia dos
Tamoios e a criação de infraestrutura necessária para a exploração do pré-sal.
"Os investimentos têm o objetivo de minimizar ou mesmo
evitar novas ocupações", diz o coordenador do programa, Fernando Chucre,
que calcula começar as remoções na região apenas em 2014. A previsão é gastar
R$ 1 bilhão, mesmo valor calculado para a primeira etapa, ainda em andamento.
Chucre explica que o início de uma fase não depende do
término da outra. Isso quer dizer que a intenção é tocar as duas etapas ao
mesmo tempo, com uma diferença: o prazo para a realização das 7.086 remoções da
primeira fase, financiadas pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID),
termina em 2014. Nem metade desse total foi cumprida.
As informações são do jornal O
Estado de S.Paulo.
Caraguablog/JFPr
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