A maioria foi encontrada morta ou morreu no primeiro dia de
tratamento. As informações são do Aquário de Ubatuba e do Instituto Argonauta,
responsáveis pelo resgate.
Os animais fazem uma migração natural. Saem da região da
Patagônia e seguem para o Brasil, entre os meses de abril e setembro, em busca
de alimentos. Porém, o número de aves marinhas encontradas mortas neste ano
assusta os especialistas.
Para efeito de comparação, em 2011, 64 pinguins apareceram
nas praias da região e 16 deles estavam mortos.
Para quem encontrar um animal desses pelas praias, o
oceanógrafo Hugo Gallo, fundador do Aquário de Ubatuba e presidente do
Instituto Argonauta, tem um conselho: é extremamente importante o
acondicionamento correto dos animais para que o resgate tenha sucesso.
"Ao contrário do que a maioria acredita, esses animais
estão com frio e precisam ser aquecidos", diz ele.
"Portanto, devem-se colocar os animais em uma caixa de
papelão envolto numa toalha ou jornal e esperar o resgate chegar", explica
Gallo.
Vale lembrar que o Aquário de Ubatuba e o Instituto
Argonauta, que trabalham em parceria, são as únicas instituições que possuem
licença do Ibama para resgatar aves e mamíferos marinhos no litoral norte.
Os pinguins também estão indo para o Guarujá. A veterinária
Andrea Maranho, do Cram Reviva (Centro de Reabilitação de Animais Marinhos),
estima que 60 deles chegaram neste inverno. Ela conta que a maioria apresentava
sintomas de fome.
Na autópsia, encontramos no estômago deles lixo e alimentos
que não fazem parte do cardápio natural do pinguim, o que mostra que a espécie
tem dificuldade para encontrar comida", diz. "Os pinguins chegam às
praias com desnutrição grave."
Caraguablog/JFPr


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