segunda-feira, 20 de agosto de 2012

A responsabilidade dos brasileiros nas escolhas nas eleições de 2012



Francisco Castro*
Neste segundo semestre o Brasil viverá um período impar de sua história em que os brasileiros serão chamados para a escolha de seus representantes na câmara municipal e na chefia da prefeitura de todos os municípios do país e também os onze juízes da corte mais importante do país irão julgar crimes cometidos de forma sistemática e organizada na Câmara Federal em meados da década passada.

Esse momento político é grande potencial para a educação política de nossa gente, que os péssimos exemplos apresentados por aqueles réus que estão sendo julgados no Supremo Tribunal Federal sejam banidos da prática política no Brasil por interferência dos eleitores.

É uma grande oportunidade que a sociedade tem para discutir os problemas de seus municípios, de seus bairros ou de suas comunidades pautados pelo respeito à ética, à eficiência e à coisa pública.

Ao mesmo tempo, debates sobre o julgamento do mensalão poderão apontar caminhos e referências importantes para os brasileiros, especialmente em termos de respeito à probidade e aos valores que devem embasar decisões fundamentais para o desenvolvimento da política no país.

Questões prioritárias como saúde, educação, segurança, saneamento básico, moradia, infraestrutura, assistência social, entre outras, devem estar pautadas e inseridas em um contexto estritamente em que o respeito às leis vigentes no país sejam respeitadas e seguidas em todos os seus detalhes.

Não se deve oferecer nenhuma possibilidade de desvios dos preceitos éticos, morais e de respeito aos brasileiros que estão presentes em todos os códigos e leis em nosso país. Todo e qualquer desvio deve ser punido com todo o rigor das leis e a punição tem que ser cumprida na íntegra.

Tem que acabar com essa máxima de que as pessoas que possuem dinheiro em nosso país não vão para a cadeia no Brasil. Condenação e cadeia devem ser para todos que cometem crimes, sejam pobres ou ricos.

Os gestores públicos além de prezarem pela ética devem mostrar eficiência e qualidade em todos os serviços e em todos os tipos de atendimento das demandas da população, seja qual natureza for.

Não se pode admitir que a os serviços públicos de saúde sejam tão ruins como de são atualmente. Cuidar e salvar uma vida não deve ter preço, tem que ter qualidade e eficiência no atendimento e no tratamento das enfermidades da população. Todos devem ter tratamento digno todas as vezes que precisarem de algum tipo de serviços de saúde no setor público em qualquer parte do país.

O ensino não deve ter qualidade tão ruim como a que está tendo atualmente. A quantidade aumentou significativamente, mas a qualidade caiu muito. Os resultados do Índice de Alfabetismo Funcional (INAF) mostram que a proporção dos que atingem um nível pleno de habilidades de leitura, escrita e matemática manteve-se praticamente inalterada entre 2001 e 2011, em torno de apenas 25%. No ensino médio, só 35% dos alunos são plenamente alfabetizados.

Diariamente nos deparamos com casos ou relatos da baixa qualificação da nossa mão de obra. Isso é fruto exatamente da péssima qualidade do ensino que é praticado tanto nas escolas privadas e, principalmente, nas escolas públicas.

Os brasileiros não devem desperdiçar essa grande oportunidade ao escolher os seus candidatos na próxima eleição em 07 de outubro. Devem pensar no bem estar de toda a população e votar naqueles candidatos que realmente mostrem maiores possibilidades de cumprirem o mandato com lisura, ética e respeito a todos.

A responsabilidade da construção e manutenção da democracia sem corrupção e para toda a sociedade é de todas as pessoas. Faça a sua parte e vote com consciência e honestidade. O Brasil e o futuro desta grande nação agradecem.

*Francisco Castro é economista, especializado em finanças públicas e mestre em economia. Escreve no blog http://blogdefranciscocastro.blogspot.com.br, de onde foi extraída esta matéria.

0 comentários: