Francisco
Castro*
Neste
segundo semestre o Brasil viverá um período impar de sua história em que os
brasileiros serão chamados para a escolha de seus representantes na câmara
municipal e na chefia da prefeitura de todos os municípios do país e também os
onze juízes da corte mais importante do país irão julgar crimes cometidos de
forma sistemática e organizada na Câmara Federal em meados da década passada.
Esse
momento político é grande potencial para a educação política de nossa gente,
que os péssimos exemplos apresentados por aqueles réus que estão sendo julgados
no Supremo Tribunal Federal sejam banidos da prática política no Brasil por
interferência dos eleitores.
É
uma grande oportunidade que a sociedade tem para discutir os problemas de seus
municípios, de seus bairros ou de suas comunidades pautados pelo respeito à
ética, à eficiência e à coisa pública.
Ao
mesmo tempo, debates sobre o julgamento do mensalão poderão apontar caminhos e
referências importantes para os brasileiros, especialmente em termos de
respeito à probidade e aos valores que devem embasar decisões fundamentais para
o desenvolvimento da política no país.
Questões
prioritárias como saúde, educação, segurança, saneamento básico, moradia,
infraestrutura, assistência social, entre outras, devem estar pautadas e
inseridas em um contexto estritamente em que o respeito às leis vigentes no
país sejam respeitadas e seguidas em todos os seus detalhes.
Não
se deve oferecer nenhuma possibilidade de desvios dos preceitos éticos, morais
e de respeito aos brasileiros que estão presentes em todos os códigos e leis em
nosso país. Todo e qualquer desvio deve ser punido com todo o rigor das leis e
a punição tem que ser cumprida na íntegra.
Tem
que acabar com essa máxima de que as pessoas que possuem dinheiro em nosso país
não vão para a cadeia no Brasil. Condenação e cadeia devem ser para todos que
cometem crimes, sejam pobres ou ricos.
Os
gestores públicos além de prezarem pela ética devem mostrar eficiência e
qualidade em todos os serviços e em todos os tipos de atendimento das demandas
da população, seja qual natureza for.
Não
se pode admitir que a os serviços públicos de saúde sejam tão ruins como de são
atualmente. Cuidar e salvar uma vida não deve ter preço, tem que ter qualidade
e eficiência no atendimento e no tratamento das enfermidades da população.
Todos devem ter tratamento digno todas as vezes que precisarem de algum tipo de
serviços de saúde no setor público em qualquer parte do país.
O
ensino não deve ter qualidade tão ruim como a que está tendo atualmente. A
quantidade aumentou significativamente, mas a qualidade caiu muito. Os
resultados do Índice de Alfabetismo Funcional (INAF) mostram que a proporção
dos que atingem um nível pleno de habilidades de leitura, escrita e matemática
manteve-se praticamente inalterada entre 2001 e 2011, em torno de apenas 25%.
No ensino médio, só 35% dos alunos são plenamente alfabetizados.
Diariamente
nos deparamos com casos ou relatos da baixa qualificação da nossa mão de obra.
Isso é fruto exatamente da péssima qualidade do ensino que é praticado tanto
nas escolas privadas e, principalmente, nas escolas públicas.
Os
brasileiros não devem desperdiçar essa grande oportunidade ao escolher os seus
candidatos na próxima eleição em 07 de outubro. Devem pensar no bem estar de
toda a população e votar naqueles candidatos que realmente mostrem maiores
possibilidades de cumprirem o mandato com lisura, ética e respeito a todos.
A
responsabilidade da construção e manutenção da democracia sem corrupção e para
toda a sociedade é de todas as pessoas. Faça a sua parte e vote com consciência
e honestidade. O Brasil e o futuro desta grande nação agradecem.
*Francisco
Castro é economista, especializado em finanças públicas e
mestre em economia. Escreve no blog http://blogdefranciscocastro.blogspot.com.br,
de onde foi extraída esta matéria.
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