• 65,1% dos paulistanos são
favoráveis à proposta de pedir o impeachment da presidente Dilma
• Governador Geraldo
Alckmin tem 54,3% de avaliação ‘muito ruim’ e ‘ruim’
• Para 89,1%, novo prefeito
deve mudar de rumo
Pesquisa “Tempos Voláteis”, realizada pela agência Cause com dois
mil paulistanos de todas as regiões, faixas etárias e níveis de escolaridade,
acaba de traçar um perfil do eleitor do maior colégio eleitoral do Brasil.
Responsável por 11% do PIB nacional, São Paulo mostra um perfil levemente
conservador, bastante distanciado da política mas, acima de tudo, descrente do
atual sistema político.
Os dados coletados confirmam a rejeição à presidente Dilma
Rousseff e ao prefeito Fernando Haddad já indicada em outras pesquisas.
Em uma escala que vai de muito bom a muito ruim, Dilma teve 57,2% de “muito
ruim” quando o paulistano é perguntado sobre como avalia seu trabalho. Quando
somado ao critério “ruim”, a má avaliação do paulistano sobre o trabalho da
presidente alcança impressionantes 85,3%. O prefeito Haddad acompanha
esta tendência, com 40,4% de ‘muito ruim’ e 73,4% quando esse percentual é somado
ao de pessoas que consideram o trabalho de seu governo como ‘ruim’.
Embora tenha obtido o maior percentual de avaliações como “muito bom” entre as
três lideranças executivas avaliadas (28,4%, contra 15% do prefeito Haddad e
9,9% da presidente Dilma), o trabalho do governador Geraldo Alckmin tem 54,3%
de avaliação ‘muito ruim’ e ‘ruim’ somadas.
A um ano das eleições municipais, 79,1% dos paulistanos acham que
a situação da cidade de São Paulo e de suas famílias está pior que em
2014. Quando perguntados sobre daqui a um ano, 65,4% acreditam que a
situação estará ainda pior do que agora. Esse pessimismo não é encontrado
quando o assunto é a situação econômica da cidade e de suas famílias: 59,3%
afirmaram que hoje ela está pior que no ano passado, mas 41,5% acreditam que
ela será melhor em 2016. Não surpreende, portanto, que para 89,1% dos
entrevistados o novo prefeito da cidade deva mudar de rumo, em relação ao atual
governo.
Perguntados sobre qual deveria ser a prioridade do governo
municipal entre saúde e educação, os números não deixam margem para dúvidas:
dois em cada três entrevistados declarou que a saúde deve ser solucionada
primeiro. Mas isso não significa que a qualidade do ensino nas escolas
municipais seja aprovada pelo cidadão. Pelo contrário: para 81,4% dos
entrevistados, esse serviço público é avaliado como ruim ou muito ruim.
Ainda assim, é um percentual ligeiramente inferior aos 92,3% que consideram os
serviços de saúde na cidade como ‘ruim’ ou ‘muito ruim’. A cada três paulistanos,
dois consideram a implementação das ciclovias pela Prefeitura como ‘ruim’ ou
‘muito ruim’ e um acha ‘boa’ ou ‘muito boa’ a iniciativa.
Participação política é
baixa
Embora poucos momentos da história do Brasil tenham tido a
política tão presente nas conversas (e controvérsia) do cidadão comum, a
pesquisa da Cause mostra que ele está longe de ser um cidadão ativo. Mais
de um terço da amostra (35%) admitiram que a política não interessa nada.
Some-se a esse percentual os 27,6% que confessaram que o tema é de pouco
interesse e chegamos a praticamente dois terços da amostra. Outros 21,%
disseram que é um assunto que interessa “mais ou menos”.
Dentro desse contexto, é bastante coerente ter 42% dos
entrevistados declarando não se importar com a classificação entre esquerda e
direita. Entre os que se identificaram com esses posicionamentos, 22,4% se
declararam de direita e 15,3%, de esquerda. Mas a falta de identificação não é
só com as grandes correntes ideológicas: apenas 13,9% vota em um candidato por
causa de seu partido político. A grande maioria – 77,4% - faz a
escolha com base no próprio candidato. Isso significa que ele tem
credibilidade? Não – 76,5% dos entrevistados não acreditam quando um político
fala de ética e valores. Por isso o paulistano está aberto a mudanças:
65,2% declarou que poderia votar para vereador em um candidato que seja
empresário.
Entre os entrevistados, apenas 7,3% participaram de alguma
manifestação contra ou a favor da presidente Dilma. Destes, 36,8%
disseram que a razão foi mostrar apoio ao impeachment da presidente. Um
em cada quatro (26,4%) foram às ruas por causa dos casos de corrupção e 11,8%
por causa da situação da economia. Apesar do baixo percentual de
participação nas manifestações de rua, elas são vistas como legítimas por 70,9%
dos entrevistados – sendo que 45,1% não participaram, mas apóiam aquelas que
eram contra a presidente Dilma (apenas 8% não participaram mas apoiaram aquelas
que eram a favor da presidente).
A maioria dos paulistanos é favorável à proposta de pedir o
impeachment da presidente Dilma: 65,1%.
Sobre a pesquisa
A pesquisa “Tempos Voláteis”, coordenada pela agência Cause, foi
elaborada a partir de entrevistas pessoais aplicadas em domicílio a 1.981
pessoas com mais de 16 anos, entre os dias 2 e 16 de setembro de 2015. A
amostragem foi realizada com base em dados oficiais do IBGE e do Tribunal
Superior Eleitoral, levando em conta a quantidade de eleitores da cidade de São
Paulo e sua distribuição por sexo, idade e escolaridade nas cinco regiões do
município. A pesquisa tem margem de erro de 2.2%, com intervalo de confiança de
95%.
Sobre a Cause
Fundada em 2013, a CAUSE é a primeira agência de issues
advocacy do Brasil, apoiando organizações e marcas na identificação e
gestão de suas causas. Conectados com movimentos da sociedade, promovemos
causas nos campos dos novos modelos de desenvolvimento, direitos humanos e
democracia. Atuamos na formulação da arquitetura estratégica e nos processos de
conscientização, engajamento e mobilização das causas, por meio de ações
integradas de influência, relações públicas, comunicação e articulação de
atores relevantes. Mais em www.cause.net.br
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