A diretora da escola, Marta Regina de Oliveira, explicou que
há muitos estudantes com algum tipo de deficiência (auditiva, visual,
intelectual e locomotora). A intenção é promover visitas com vários alunos da
unidade escolar. “Temos que divulgar esse importante espaço de inclusão e
convivência. As atividades despertam a solidariedade entre as crianças”, disse.
O professor de Educação Física da secretaria municipal dos
Direitos da Pessoa com Deficiência e do Idoso, Felipe Leite Daniel, e a
professora de Artes da escola estadual, Ester Andressa Vianna, monitoraram os
grupos que percorreram a trilha sensorial podal.
O caminho possui 23 texturas variadas: casca de pinus,
argila expandida, fibra de coco, sementes, bambus, pedras pequenas e grandes
etc. “Apresentamos várias texturas aos alunos. Em sala de aula continuaremos o
trabalho com materiais diversos usados na reciclagem, argila, lixa, entre
outros”, falou Ester.
Cada grupo também passou pela trilha manual, que permite
manusear as mesmas texturas da podal, como também tocar em plantas com cores,
cheiros e sabores variados: jasmim, dama da noite, hortelã, erva cidreira,
coentro, salsinha, citronela, manjericão, alecrim etc. O percurso foi
acompanhado pelo professor de Ciências, Marcelo Luiz dos Santos, que explicou a
morfologia, estrutura, espécies e a utilização das plantas.
Na quadra poliesportiva, as turmas participaram da queimada.
Os participantes jogaram com venda nos olhos, ou com as mãos atadas ou pés
amarrados por uma fita. O professor de Educação Física, Marcelo Cheberle, disse
que a ideia foi mostrar as dificuldades em um jogo com pessoas com deficiência.
As atividades foram aprovadas pelo aluno Alexandre Justo da
Silva, 11 anos, que tem apenas 20% da visão. Ele deu dicas aos colegas durante
a queimada e passou pelas trilhas podal e manual. “É sempre bom aprender e ensinar”,
declarou.
Outro estudante, Daniel Mendes Cardoso de Almeida, 10 anos,
sentiu na pele a dificuldade de jogar com os pés atados. “Caí muito na queimada
e percebi o quanto deve ser difícil uma pessoa com deficiência fazer
exercícios. Gostei muito de conhecer cheiros diferentes e para que serve cada
planta”, disse.
Praça Sensorial - A praça Sensorial “Mitsuo Kashiura”
foi inaugurada pelo Governo Municipal no último dia 19 de abril, dentro das
comemorações dos 156 anos da cidade. O espaço oferece estímulos olfativos,
visuais, auditivos, táteis, proprioceptivos e vestibulares para pessoas com
disfunções advindas de alguma deficiência ou do envelhecimento.
O ambiente permite a convivência integrada entre crianças,
adultos e idosos, com deficiência ou não. Apresenta 4.155,42 m² de área; duas
pérgolas; uma trilha podal (23 texturas); uma trilha manual (17 plantas e
texturas); um bebedouro acessível; um banheiro feminino e um masculino
acessíveis; piso tátil; placas em Braille; mapa tátil; quatro sinos de vento( 2
de madeira e 2 de ferro); duas fontes de água; aparelhos de ginástica (cinco
para idosos e três para cadeirantes.
Serviço
Endereço: Avenida José Amador Galvão, s/nº, bairro Cidade
Jardim.
Comunicação/Fotos:
Luis Gava/PMC
Caraguablog/JFPr
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