sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O que muda com a entrada de Aguilar na disputa pela prefeitura de Caraguá?

Após o Tribunal Regional indeferir a candidatura do candidato do PDT e da coligação “Caraguá mais unida e mais feliz”, vereador Wilson Gobetti, integrantes da coligação decidiram lançar outro candidato. A escolha acabou recaindo sobre José Pereira de Aguilar, também do PDT, que foi prefeito da cidade no quatriênio 2005/2008.

A campanha atual toma um novo rumo com a entrada de Aguilar. Disputando a reeleição, ele já enfrentou o atual prefeito Antonio Carlos da Silva nas eleições de 2008 e perdeu por pequena diferença de votos.

Agora, o confronto volta a acontecer

Alteram-se as estratégias, as metas, os discursos, e mexe no bolso. A disputa mais acirrada requer mais dinheiro. Na empreitada inicial, diziam que Antonio Carlos não via os concorrentes com chances de enfrentá-lo e sua campanha demostra que poucos recursos estavam sendo gastos.

Bem diferente de Omar Kazon, do PR, e Rodolfo Fernandes, do PT, que estão na rua 24 horas por dia, com carros sonorizados, placas e gente (muita gente), em todas as esquinas, agitando bandeiras.

Ao que parece, Aguilar até hoje não digeriu bem sua derrota na última eleição, e aguardava o momento certo para voltar a sonhar com o executivo Caraguatatubense. Certo é que tudo fará para obter seu objetivo e isso pode mudar os rumos da campanha.

Por outro lado, Antonio Carlos não deve deixar a “peteca cair” a 17 dias da eleição, que marcará sua segunda reeleição de prefeito, um fato histórico e talvez único na vida municipalista do país. Foi prefeito no período 2007/2000 e reeleito para 2001/2004. Eleito novamente para 2009/2012 e agora tenta a reeleição.

Sem dúvida, haverá um recrudescimento nos embates políticos de Caraguá pelo tempo que resta até 7 de outubro. O que era morno, agora esquenta e pode pegar fogo.

Deve-se considerar também que em política nem tudo que parece simples, é simples. Um pequeno acidente de percurso pode se transformar num embate jurídico sem-fim e de conseqüências imprevisíveis. Já disseram: de urna, bumbum de neném e de juiz...

Tudo pode correr às mil maravilhas, mas também pode emperrar. Isso vale para ambos os lados. Antonio Carlos, ao que se comenta, possui um inquérito tramitando no ministério público referente a suposto uso indevido da máquina. Isso pode lhe render grandes problemas.

Enfim, resta apenas dar tempo ao tempo e conferir no final. Que a briga vai ser boa, vai...

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