domingo, 23 de setembro de 2012

João Cunha confia nos 'companheiros' para não perder mandato


Mandato
Seção Cartas – jornal Imprensa Livre – 22/9/12
O deputado João Paulo Cunha (PT-SP), condenado pelo STF por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato disse que não entregará o mandato “de mão beijada” e que vai brigar para não ser preso e ficar na Câmara até o final de seu mandato, em 2014. O deputado alega que não sobreviverá sem seu contracheque de R$ 26,7 mil.

O ministro Marco Aurélio de Mello disse em entrevista que, uma vez decretada pelo Supremo, a extinção do mandato é automática. Como não poderia deixar de ser, o presidente da Câmara, Marco Maia também petista disse que a palavra final é do plenário da Câmara e não do Supremo.

Ocorre que para um deputado perder o seu mandato é preciso que um partido político faça o pedido, que a Mesa Diretora defira e que o requerimento siga os trâmites normais. Se o pedido for feito às pressas, leva seis meses, sem pressa, mais de um ano. Isso posto, não há motivo para tanta preocupação, o deputado será beneficiado pelo espírito de corpo da corporação e pela prescrição do rito de Marco Maia.

E graças às brechas da lei, o deputado chegará ao final de 2014 tranquilamente recebendo  seu rico dinheirinho. Lembro ao deputado que caso fique preso, poderá se socorrer do  auxílio-reclusão que a partir de 1º/1/2012 de acordo com a Portaria nº 02, de 6/1/2012 o salário foi reajustado em R$ 915,05. Um belo salário considerado o que milhões de brasileiros recebem trabalhando.
Izabel Avallone
por e-mail, São Paulo

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