Mandato
Seção Cartas – jornal Imprensa Livre – 22/9/12
O deputado João Paulo Cunha (PT-SP), condenado pelo STF por
corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato disse que não entregará o
mandato “de mão beijada” e que vai brigar para não ser preso e ficar na Câmara
até o final de seu mandato, em 2014. O deputado alega que não sobreviverá sem
seu contracheque de R$ 26,7 mil.
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Ocorre que para um deputado perder o seu mandato é preciso
que um partido político faça o pedido, que a Mesa Diretora defira e que o
requerimento siga os trâmites normais. Se o pedido for feito às pressas, leva
seis meses, sem pressa, mais de um ano. Isso posto, não há motivo para tanta
preocupação, o deputado será beneficiado pelo espírito de corpo da corporação e
pela prescrição do rito de Marco Maia.
E graças às brechas da lei, o deputado chegará ao final de
2014 tranquilamente recebendo seu rico
dinheirinho. Lembro ao deputado que caso fique preso, poderá se socorrer
do auxílio-reclusão que a partir de
1º/1/2012 de acordo com a Portaria nº 02, de 6/1/2012 o salário foi reajustado
em R$ 915,05. Um belo salário considerado o que milhões de brasileiros recebem
trabalhando.
Izabel Avallone
por e-mail, São Paulo

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