O Supremo
tribunal Federal considerou recentemente que a lei Ficha Limpa é constitucional
e vale para as eleições municipais desse ano. Com isso, a legislação eleitoral
a partir de agora impede candidaturas de pessoas condenadas pela Justiça, em
decisão colegiada, ou de agentes públicos que tiveram contas rejeitadas por
Tribunais de Contas.
As quatro
cidades do Litoral Norte apresentam políticos que podem se enquadrar nessas
situações. Como exemplo, os quatro ex-prefeitos da região - Juan Garcia (São
Sebastião), Aguilar (Caraguatatuba), Manoel Marcos (Ilhabela) e Paulo Ramos
(Ubatuba) - podem ter dificuldades na validade das suas candidaturas nas
próximas eleições.
O Jornal
Imprensa Livre entrou em o contato com os candidatos acima citados. O sebastianense
iniciou a argumentação dizendo que sua ficha está limpíssima. “Não tenho
condenação nenhuma e as contas rejeitadas, por uma manobra política na Câmara,
eu já consegui reverter na Justiça. Rejeição de conta anulada pela justiça não
entra na Lei. Sou ficha limpa e vou para as eleições”, disse Juan.
Para o ubatubense
Paulo Ramos a situação é um pouco mais complexa. Ele já tem um processo
transitado e julgado por improbidade e estaria inelegível se as eleições fossem
hoje. No entanto, ele ainda tenta na Justiça a reversão do caso, com uma Ação
Rescisória, que, se deferida, pode lhe dar o direito à participação das
próximas eleições municipais. O ex-prefeito Ramos acrescenta que seu caso não
envolve prejuízo ao erário público e, por isso, também estaria fora dos
impedimentos previstos pela Lei Ficha Limpa. “Agora é esperar essa questão
jurídica. Se eu puder eu vou para as eleições e se não puder vamos apoiar
alguém em prol de uma cidade melhor”, completou Paulo.
O ilhéu
Manoel Marcos também diz estar tranquilo quanto a sua situação e ratifica
que é ficha limpa. Ele argumenta que nunca teve uma condenação por órgão
colegiado. Manoel explica que a rejeição das contas da prefeitura no ano de
2005 pelo Tribunal de Contas não o torna ficha suja, pois foram contatados
apenas falhas técnicas. “Meus advogados já emitiram até parecer ressaltando que
não existe problema de improbidade, ou de desvio de recursos. Foram questões
técnicas que estão sendo discutidas até hoje. Por isso, nada impede uma futura
candidatura minha”, assegura o ex-prefeito de Ilhabela.
Em Caraguatatuba,
José Pereira de Aguilar não foi encontrado pela reportagem.
A Lei
Sancionada
sem vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Ficha Limpa alterou a
Lei Complementar 64/90, para incluir hipóteses de inelegibilidade que visam a
proteger a probidade administrativa e a moralidade no exercício do mandato.
Anteriormente,
o tempo de inelegibilidade para pessoas condenadas pela Justiça variava de três
a oito anos. Pela Ficha Limpa, o prazo geral fixado para inelegibilidade passou
a ser de oito anos para todos os casos, contanto que a condenação do político
tenha sido proferida por órgão colegiado da Justiça ou em decisão transitada em
julgado (quando não pode mais haver recurso).
A lei surgiu
a partir da iniciativa popular, tendo recebido 1,6 milhões de assinaturas
colhidas pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral. A partir dessa
iniciativa, foi apresentado projeto de lei ao Congresso em setembro de 2009. Na
Câmara, a matéria foi aprovada sob a forma de substitutivo, incluindo mais nove
projetos similares que tramitavam naquela Casa. O texto final foi aprovado pelo
Plenário do Senado no dia 19 de maio de 2010 e enviado
à sanção
presidencial. (Confira no site do Imprensa Livre os principais pontos da Ficha
Limpa). http://www.imprensalivre.com/
Fonte: Imprensa Livre/Leonardo
Rodrigues
Caraguablog/JFPr




1 comentários:
eu queria saber se o prefeito de sao sebastiao nao se enguadra nesta ficha limpapor mu uso do dinheiro publico
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