Membros do Comam (Conselho Municipal de Meio Ambiente de São José dos Campos) discutiram ontem com representantes do governo do Estado os impactos das obras de duplicação da Rodovia dos Tamoios, previstas para iniciar em março de 2012.
Realizada na Câmara de São José, às 18h30, a reunião durou mais de três horas e contou com a presença de 21 pessoas, sendo 16 conselheiros do Comam.
Realizada na Câmara de São José, às 18h30, a reunião durou mais de três horas e contou com a presença de 21 pessoas, sendo 16 conselheiros do Comam.
Eles ouviram a apresentação do Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (Eia/Rima) da duplicação do trecho de planalto da Tamoios e puderam tirar dúvidas sobre o planejamento e andamento das obras, estimadas em R$ 775 milhões.
Caraguablog/JFPr
O estudo é uma exigência da legislação para a obtenção do licenciamento ambiental das obras.
Participaram do encontro representantes da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), do DER (Departamento de Estradas de Rodagem) e da empresa JGP Consultoria, contratada para fazer os estudos de impacto ambiental da duplicação da Tamoios.
Questões. As principais preocupações dos conselheiros foram relacionadas ao compromisso do governo com a preservação ambiental, aos transtornos que as obras causarão na população local e com as garantias de que a duplicação não deixará um passivo ambiental na região.
Delma Vidal, engenheira civil e professora do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), mostrou preocupação com a identificação de pontos de erosão ao longo da Tamoios. “Já existe esse problema e pode piorar se não houver planejamento e fiscalização”, afirmou.
Segundo a diretora da JGP Consultoria, Ana Maria Iversson, que conduziu a apresentação do Eia/Rima, toda a obra está sendo planejada para reduzir ao máximo os impactos ambientais e sociais.
“Quem decide sobre a obra é uma equipe multidisciplinar de engenheiros e especialistas ambientais, para planejar a execução com o menor impacto possível”, disse.
A bióloga Renata Zimmermann sugeriu que, durante a realização das obras, as espécies da fauna com risco de extinção pudessem ser catalogadas, com informações sobre a localização dos animais.
O ambientalista Vicente Cioffi revelou preocupação com os impactos após a duplicação, especialmente com relação ao adensamento demográfico no Litoral Norte.
“Já está comprovado que estradas provocam o adensamento. É necessário fazer essa avaliação também”, disse.
Ana Maria informou que as sugestões e questionamentos poderão ser aproveitados para o projeto final da obra.
DUPLICAÇÃO
Uma nova pista será construída no trecho entre os km11,5 e 60,4 da Tamoios, nas cidades de São José, Jacareí, Jambeiro e Paraibuna.
OBRAS
A nova pista será construída ao lado da pista atual, de um lado ou de outro, dependendo do trecho. A previsão é que as obras comecem em março de 2012 e terminem em novembro de 2013.
LICITAÇÃO
A Dersa publicou editais para qualificar empresas interessadas em fazer as obras e contratar consultoria
IMPACTOS
Os estudos de impacto ambiental estão prontos e disponíveis para consulta. Eles identificaram47 impactos potenciais, seja no meio físico (terrenos), biótico (fauna e vegetação) e antrópico (estrutura urbana). Eles serão mitigados ou compensados
AUDIÊNCIAS
O Conselho Estadual do Meio Ambiente fará duas audiências públicas na região para discutir o Relatório de Impacto Ambiental. A primeira em São José, em 18 de outubro, às 17h, no Teatro Univap. A segunda em Paraibuna, em20 de outubro, às 17h, no Centro de Convivência Infantil.
DISCUSSÃO
Ontem, a Dersa apresentou o projeto para o Conselho de Meio Ambiente de São José.
Com informações do “O Vale”
Caraguablog/JFPr

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