A
pretensão de Wilson Gobetti de ser prefeito de Caraguá foi por terra. Pelo menos,
nestas eleições.
Depois
de ter a candidatura indeferida pela justiça local, agora foi a vez de o
Tribunal Regional se pronunciar a respeito, avaliando um recurso apresentado
pelo candidato do PDT e da coligação “Caraguá mais unida e mais feliz”.
O
julgamento foi desfavorável a Gobetti nesta segunda-feira. Em decisão unânime,
a sua candidatura foi indeferida. A razão: contas rejeitadas pelo Tribunal de
Contas do Estado relativas à sua gestão de presidente da Câmara Municipal de
Caraguatatuba em outras oportunidades.
Gobetti
está no seu terceiro mandato de presidente da Câmara. Foi presidente nos biênios
2003/2004 e 2007/2008. É o atual mandatário do poder Legislativo, biênio
2011/2012.
Aguilar – Reunidos na
manhã desta terça-feira, os integrantes da coligação “Caraguá mais unida e mais
feliz” decidiram não apelar da decisão do TRE e lançar outro candidato. César
Jumana se dispôs a aceitar, mas a decisão acabou recaindo sobre José Pereira de
Aguilar, também do PDT, que foi prefeito da cidade no quatriênio 2005/2008.
A
substituição de nomes foi entendida como solução para não criar dúvidas na
cabeça do eleitor na hora de depositar seu voto na urna.
Aguilar,
disputanto a reeleição, já enfrentou o atual prefeito Antonio Carlos da Silva
nas eleições de 2008 e perdeu por pequena diferença de votos. Agora, o
confronto volta a acontecer.
Primeiro Damo - A história
política de Caraguatatuba já registrou outra substituição de candidato a
prefeito na fase final de campanha. Foi nas eleições de 1972. Geraldo Nogueira
da Silva, o Boneca, com a candidatura cassada pela justiça ante os inúmeros
processos a que respondia (mais de vinte), acabou lançando sua esposa Tereza
Cury Nogueira de última hora e venceu as eleições.
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