quinta-feira, 20 de março de 2014

Liderança feminina transformadora



Para Bryman (2004), “a nova liderança é baseada em uma representação de líderes como gestores de significado e não apenas como um influenciador”, ou seja, chegamos depois de muito estudo na compreensão de que ninguém motiva ninguém. O potencial motivacional já existe dentro de cada um. O importante é não desperdiçá-lo e compreendermos cuidadosamente o significado de nossas escolhas neste processo de liderança no mundo globalizado.

Na visão moderna de negócios, as organizações são organismos vivos que se comportam com os mesmos prazeres e as mesmas dores dos seres vivos. Por esta razão, a liderança feminina transformadora pode ser considerada uma vantagem competitiva sustentável para os negócios, pois tem o potencial de provocar a sinergia entre as três dimensões da sustentabilidade, ou seja, promove o ato de cuidar, cooperar, ser solidário e responsável sem perder o foco no resultado organizacional.

A liderança feminina transformadora é o líder moderno da mudança que deve querer o que sabe e ser sábio e humilde a ponto de consegui- lo. Essa maturidade emocional, só possível por meio do autoconhecimento, tem sido desenvolvida com muito sucesso pelas mulheres por diversas razões culturais, sociais, econômicas e políticas ao longo da história da humanidade.

Por sinal, na visão de Paulo Gaudencio (2007), “a crise é para sempre, crise é eterna. A única coisa de que temos certeza é a mudança, o que nos obriga a abandonar o sonho de que quando acabarem as minhas crises, serei feliz.” Portanto, a arte de saber lidar com os aspectos emocionais e racionais inseridos no processo de tomada de decisão é um fator determinante para a qualidade do resultado da liderança.

A liderança feminina transformadora é aquela que conjuga a ação com a reflexão crítica regenerativa e ainda tem maturidade emocional suficiente para desenvolver inovações sustentáveis essenciais para a convivência saudável entre os seres humanos e destes com o planeta. Para que isto aconteça a contento, algumas características peculiares merecem destaque:
• assumir riscos para inovar de forma sustentável, pois os resultados não são previsíveis e por esta razão precisa reaprender a lidar com o fracasso sempre presente;
• desenvolver atividades mobilizadoras que impactam positivamente no meio ambiente e na comunidade, contribuindo efetivamente para um mundo melhor;
• construir valores e princípios que valorizam a cultura da sustentabilidade e norteiam as estratégias que serão perseguidas no curto, médio e longo prazos;
• encarar a oportunidade como fator transformacional vital para a arte moderna de liderar.

Em suma, nada melhor que a bela citação de Madre Tereza de Calcutá, uma das maiores líderes femininas que transformou o mundo para muito melhor, para sintetizar tudo o que foi dito neste artigo: “O dever é uma coisa muito pessoal; decorre da necessidade de se entrar em ação, e não da necessidade de insistir com os outros para que façam qualquer coisa”.

Referências
Camargo Pereira, Adriana; Camargo Pereira, Adriana; Zucca da Silva, Gibson; Ehrhardt Carbonari, Maria Elisa; Ehrhardt Carbonari, Maria Elisa. Sustentabilidade, Responsabilidade Social e Meio Ambiente, 1ª. Edição, São Paulo, Editora Saraiva, 2011.

GAUDENCIO, Paulo. Mudar e Vencer – como as mudanças podem beneficiar pessoas e empresas. 7ª. Edição, Editora Palavra e Gestos: São Paulo, 2007, págs. 82 a 93.

Gibson Zucca da Silva
Mestre em Relações Internacionais pela Bristol University – Professor de Graduação e Pós-Graduação do Módulo e Proprietário da Laundromat Caraguatatuba.

Fonte: Agência Gentecom

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