A ex-vereadora Lia Baiana, de Ilhabela, contestou nesta
semana uma resposta enviada pela Casa Civil do Governo do Estado sobre uma
Moção de Apelo de sua autoria aprovada em março do ano passado, na qual
solicitava as providências necessárias à imediata conclusão da obra de
individualização dos hidrômetros do Condomínio da CDHU no arquipélago.
O documento foi lido na sessão Ordinária da Casa de Leis no último
dia 11 de fevereiro e traz a afirmação do superintendente de Obras da Companhia
de Desenvolvimento Habitacional e Urbano, engenheiro Humberto Schmidt de
Oliveira, de que o serviço já foi concluído e que as primeiras contas de água
individualizadas devem ser entregues aos moradores a partir deste mês de março.
De acordo com o engenheiro, “problemas de integração entre o
sistema de aquecimento solar e o sistema de individualização de água causaram
grande atraso na implantação das contas individuais da água”, a após um longo
período de testes a solução encontrada foi o levantamento das caixas d’água,
serviço que teria sido iniciado em novembro de 2013 e finalizado em janeiro de
2014.
No entanto, em visita ao local no último dia 28 de
fevereiro, a ex-vereadora constatou que a obra continua parada e que a
individualização dos hidrômetros permanece sendo “um sonho impossível” para as
80 famílias residentes no conjunto habitacional, que esperam pelo término deste
serviço desde 2010, quando a obra foi iniciada.
De acordo com as informações prestadas pelos moradores à Lia
Baiana, o material para a instalação e levantamento das caixas d’água chegou em
meados de outubro do ano passado, mas teve que ser devolvido porque não tinha
as especificações técnicas corretas. Assim, após outros dois meses uma nova
leva de caixas d’água e encanamentos chegou ao conjunto habitacional, mas não
houve até o momento o reinício das obras.
A ex-vereadora constatou que os materiais estão expostos ao
tempo e intempéries. Para evitar o extravio, um dos moradores acondicionou os
encanamentos na “casinha” do relógio de luz, o que vem causando transtornos aos
funcionários da concessionária de energia elétrica que fazem a medição de
consumo. “Por outro lado, as caixas d’água estão expostas ao tempo e têm
acumulado água parada, podendo se tornar criadouros de Dengue”, ressalta Lia.
Em 2013, quando Lia Baiana apresentou a Moção de Apelo, as
obras estavam paradas há mais de dois anos por conta de dificuldades
financeiras enfrentadas pela empresa vencedora da licitação, conforme notícia
em jornal local. “A resposta enviada pelo gabinete do Governador já fala em
outro problema, o do levantamento das caixas d’água. Não cita os problemas
financeiros da empreiteira. O que acontece é que entra ano e sai ano e as
pessoas que moram aqui não têm o direito de pagar um preço justo pela água que
consomem”, diz Lia Baiana, que entrou em contato com a presidente da Câmara de
Ilhabela, Gracinha Ferreira (PSD) e solicitou apoio para resolver a questão.
A conta de água dos moradores do Conjunto Habitacional da
CDHU em Ilhabela é dividida por Blocos e os moradores chegam a pagar mais de R$
100 por mês por família. “É um absurdo o que fazem com a gente. Tem pessoas que
ficam fora o dia todo, trabalhando, não consomem quase nada e precisam pagar a
mesma quantia daquelas que consomem mais. Estamos cansados de tantas promessas
e de esperar essa individualização”, reclama a moradora Sandra Almeida,
conhecida por professora Sandrinha.
“Acredito que o Governador não saiba que uma informação
inverídica saiu da Casa Civil. Temos que contestar e mostrar que a realidade é
diferente. A obra nem foi reiniciada, portanto, não tem como os moradores
receberem contas individualizadas em março”, diz Lia Baiana.
Na próxima semana, a presidente Gracinha Ferreira estará em
São Paulo e vai aproveitar a oportunidade para entregar o ofício com os
registros fotográficos da ex-vereadora Lia Baiana contestando a resposta
enviada pela Casa Civil.
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