quinta-feira, 6 de março de 2014

Em resposta à Moção, Casa Civil confirma “término” de obra inacabada no conjunto CDHU em Ilhabela

A ex-vereadora Lia Baiana, de Ilhabela, contestou nesta semana uma resposta enviada pela Casa Civil do Governo do Estado sobre uma Moção de Apelo de sua autoria aprovada em março do ano passado, na qual solicitava as providências necessárias à imediata conclusão da obra de individualização dos hidrômetros do Condomínio da CDHU no arquipélago.

O documento foi lido na sessão Ordinária da Casa de Leis no último dia 11 de fevereiro e traz a afirmação do superintendente de Obras da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano, engenheiro Humberto Schmidt de Oliveira, de que o serviço já foi concluído e que as primeiras contas de água individualizadas devem ser entregues aos moradores a partir deste mês de março.

De acordo com o engenheiro, “problemas de integração entre o sistema de aquecimento solar e o sistema de individualização de água causaram grande atraso na implantação das contas individuais da água”, a após um longo período de testes a solução encontrada foi o levantamento das caixas d’água, serviço que teria sido iniciado em novembro de 2013 e finalizado em janeiro de 2014.
No entanto, em visita ao local no último dia 28 de fevereiro, a ex-vereadora constatou que a obra continua parada e que a individualização dos hidrômetros permanece sendo “um sonho impossível” para as 80 famílias residentes no conjunto habitacional, que esperam pelo término deste serviço desde 2010, quando a obra foi iniciada.

De acordo com as informações prestadas pelos moradores à Lia Baiana, o material para a instalação e levantamento das caixas d’água chegou em meados de outubro do ano passado, mas teve que ser devolvido porque não tinha as especificações técnicas corretas. Assim, após outros dois meses uma nova leva de caixas d’água e encanamentos chegou ao conjunto habitacional, mas não houve até o momento o reinício das obras.

A ex-vereadora constatou que os materiais estão expostos ao tempo e intempéries. Para evitar o extravio, um dos moradores acondicionou os encanamentos na “casinha” do relógio de luz, o que vem causando transtornos aos funcionários da concessionária de energia elétrica que fazem a medição de consumo. “Por outro lado, as caixas d’água estão expostas ao tempo e têm acumulado água parada, podendo se tornar criadouros de Dengue”, ressalta Lia.

Em 2013, quando Lia Baiana apresentou a Moção de Apelo, as obras estavam paradas há mais de dois anos por conta de dificuldades financeiras enfrentadas pela empresa vencedora da licitação, conforme notícia em jornal local. “A resposta enviada pelo gabinete do Governador já fala em outro problema, o do levantamento das caixas d’água. Não cita os problemas financeiros da empreiteira. O que acontece é que entra ano e sai ano e as pessoas que moram aqui não têm o direito de pagar um preço justo pela água que consomem”, diz Lia Baiana, que entrou em contato com a presidente da Câmara de Ilhabela, Gracinha Ferreira (PSD) e solicitou apoio para resolver a questão.
A conta de água dos moradores do Conjunto Habitacional da CDHU em Ilhabela é dividida por Blocos e os moradores chegam a pagar mais de R$ 100 por mês por família. “É um absurdo o que fazem com a gente. Tem pessoas que ficam fora o dia todo, trabalhando, não consomem quase nada e precisam pagar a mesma quantia daquelas que consomem mais. Estamos cansados de tantas promessas e de esperar essa individualização”, reclama a moradora Sandra Almeida, conhecida por professora Sandrinha.

“Acredito que o Governador não saiba que uma informação inverídica saiu da Casa Civil. Temos que contestar e mostrar que a realidade é diferente. A obra nem foi reiniciada, portanto, não tem como os moradores receberem contas individualizadas em março”, diz Lia Baiana. 


Na próxima semana, a presidente Gracinha Ferreira estará em São Paulo e vai aproveitar a oportunidade para entregar o ofício com os registros fotográficos da ex-vereadora Lia Baiana contestando a resposta enviada pela Casa Civil.

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