terça-feira, 24 de abril de 2012

Concurso para Auxiliar de Desenvolvimento Infantil foi complexo demais. De novo

A prefeitura de Caraguá realizou neste domingo mais um concurso público para completar centenas vagas de Auxiliares de Desenvolvimento Infantil, as ADIs.

É o terceiro concurso para prover esses cargos, destinados às creches municipais no atendimento de crianças.

Em concursos anteriores, muitos dos aprovados desistiram dos cargos quando descobriram o tipo de serviço que teriam pela frente, que é, dentre outros, cuidar de crianças e trocar fraldas.

Mas, o que tem mesmo impedido a administração de suprir todas as vagas é a complexidade aplicada às provas dos concursos.

Pela terceira vez incidiram no erro de exigir demais dos nossos candidatos, que pautam pela simplicidade. O resultado disso tem sido uma reprovação em massa e falta de mão-de-obra para as nossas creches municipais.

Não tem mesmo cabimento pedir que a ADI conheça raiz quadrada, teorema de Pitágoras, operações fracionárias complexas, equações, regências verbal e nominal, regras de acentuação, análise sintática, interpretação de artigos complexos do estatuto dos servidores, quando o serviço a ser realizado é cuidar de crianças apenas.

O concurso deveria estar mais afeito aos serviços a serem executados e não aferir conhecimentos já esquecidos no dia-a-dia dos tempos do colégio. Soam como desnecessários e impertinentes.

Neste particular, ele deveria ter a parte prática com boa pontuação e apenas poucas questões teóricas, sem complexidade, bastando um ditado e operações matemáticas simples.

Saber quando uma criança está com febre, necessitando de carinhos, quando recebe maus-tratos em casa, é mais importante que saber que a soma do quadrado dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa, considerado, para isso, o triângulo retângulo.

Será que os secretários municipais, os vereadores, o prefeito, o vice, passariam numa prova como essas que têm sido insistentemente aplicadas para selecionar as ADIs? Saberiam ainda hoje extrair a raiz quadrada?

Resta saber se os aprovados, com tantos conhecimentos demonstrados, vão querer passar o resto de suas vidas trocando fraldas, sem pretender aqui desmerecer aquelas que se dedicam a tão importante mister, pessoas absolutamente indispensáveis na pública administração.

Provas como essas de domingo, que querem avaliar se o candidato sabe mais o que significa o número 3,1416 e menos quando a temperatura indica febre numa criança, não aferem o que deveriam aferir.

Uma pena.

João Carlos Palhares
Para o Caraguablog 

1 comentários:

Anônimo disse...

Apoiado e tem mais por que ele nao efetivou quem ja estava la em time que ta vencendo nao se meche e as crianças que algumaas ficaram doentes com falta das tias que davam carinho e as conheciam quero ver os estudantes de biologia , farmacia e advocacia vão dar o mesmo carinho e por a mão na massa.