Conforme publicado na edição de 05 de outubro de 2015 do jornal Expressão Caiçara, que circula em Caraguá semanalmente:
Quatro
distintas excelências de Caraguá foram em comissão a uma cidadezinha do Rio de
Janeiro para buscar informações sobre a instalação de arrecifes artificiais
como meio de proteger orla da praia, importando a experiência alheia. A ideia é
aplicar arrecifes aqui no bairro Massaguaçu, onde vez ou outra o marzão cisma
de invadir a pista. Isso reforça a ideia de que neste mundão nada de cria, tudo
se copia.
Trancado
Teve
um assustadiço vereador, designado para a nobre missão, que deve ter tido uma
dor de barriga daquelas só de pensar em passar pelas ruas do Rio. A excelência
quase tinha convulsões quando lhe diziam que lá as coisas eram bem diferentes,
que a bala comia solta, e ai daquele que errasse o caminho. Mas será que em
Caraguá é muito diferente? Só neste ano, segundo o Dentinho, mais de 40 pessoas
se ferraram por aqui, e não se tem notícia de bala perdida, não.
Pacatos cidadãos
Lá
na longínqua cidade de Ubatuba parece que as excelências são menos zoiúdos que
as de cá na concessão de títulos de cidadania. Em Ubatuba, os vereadores podem
dar até 10 títulos por ano, equivalente a 40 por mandato. Sabem quantos
títulos, só de cidadania caraguatatubense, são por aqui? Noventa. Isso mesmo:
noventa títulos por mandato, seis por cada vereador.
Sempre
se quis saber a origem da expressão, que indica o desaparecimento de uma pessoa
do lugar de costume. É o escritor Mário Prata quem a explica. Ele conta que um tal
de Sebastián Lucrécio de la Bueta,
da Universidade de Buenos Aires, cagüetava que era normal, na época da ditadura
argentina, os militares darem um certo chá para certos terroristas. Depois do
primeiro gole, eles morriam asfixiados, e depois sumiam, advindo daí a
expressão “chá de sumiço”. Página 2
também é cultura – acredite!
A caravana passa
Enquanto
os cães latem e até mijam em postes (e não são poucos), o polêmico apresentador
Tarcísio Matheus segue de vento em popa com sua revista, nem aí pro falatório. Até
divulga a lista do reconhecimento recebido: moção de congratulações das câmaras
de Caraguá e de Ubatuba; título de melhor comunicador da região de Campinas e
litorais Norte e Sul de São Paulo; prêmio Maurício de Souza, da Turma da
Mônica; título de Cidadão Caraguatatubense; título de Gratidão Caiçara em
Caraguá. E, desde 2012, o de Melhor Jornalista, conferido pela Organização das
Nações Unidas, a ONU. É mole ou quer mais?



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