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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Secretários de Meio Ambiente de São Sebastião, Caraguá, Ubatuba e Ilhabela falam sobre importância da iniciativa e querem respaldo para implantação do plano

Pesca irregular e predatória está entre irregularidades cometidas nos mares da região
Cristiane Lopes
A reportagem do Imprensa Livre ouviu os secretários de Meio Ambiente de São Sebastião a respeito da notícia da liberação de verba para a criação dos planos de manejos e da expectativa em torno da participação da comunidades e órgãos públicos locais no processo e também dos objetivos a serem alcançados com a criação deste plano. 
O secretário municipal de Meio Ambiente, Eduardo Hipólito, de São Sebastião, considera que, além da criação do plano de manejo em si, “é importante que o Estado crie condições para que ele sobreviva. O que temos visto é uma deterioração do ambiente marítimo, com pescas de arrasto que degradam o estoque pesqueiro, cujas embarcações descartam espécies sem valor comercial no mar, sem qualquer tipo de fiscalização. Na APA, só existe fiscalização no papel. Não adianta ter plano de manejo e não ter mais peixes para proteger”. “A Polícia Ambiental não tem efetivo suficiente para trabalhar em terra, quiçá no mar”.

Hipólito citou o projeto Bijupirá, desenvolvido pela prefeitura sebastianense no Balneário dos Trabalhadores (Praia Grande), na região central da cidade, com o objetivo de diversificar a atividade pesqueira na cidade. O bijupirá é um peixe nativo presente na costa brasileira apreciado pelo sabor e textura da sua carne. Ele apresenta características importantes para a viabilidade de cultivo como crescimento acelerado, podendo chegar a 6 kg em um ano, e excelente conversão alimentar. A reprodução e o desenvolvimento de alevinos são integralmente feitas de forma natural sem uso de hormônios ou aditivos químicos.

Em Caraguatatuba, o secretário da pasta de Meio Ambiente, Marcos Couto, acredita que “o Plano de Manejo dará sustentação necessária para os elementos técnicos e científicos de gestão adequada das Apas Marinhas. A perspectiva de desenvolvimento é a exploração sustentável dos recursos naturais com preservação ambiental”.

O secretário de Meio Ambiente de Ubatuba, Juan Balnco Prada, declarou que soube da liberação da verba para a implantação dos planos de manejos das APAs marinhas por meio do Imprensa Livre. “Meu principal receio é que a preocupação em atender a prazos seja maior do que com a qualidade deste plano de manejo. O Estado teve quase cinco anos para fazer este plano e agora o querem fazer a toque de caixa. Isso nos deixa ressabiados, mesmo porque, até o momento, não fomos consultados”.

Em Ilhabela, o anúncio foi bem recebido pelo secretário de Meio Ambiente Edvaldo Anízio da Silva, mas com uma ressalva: se a opinião da comunidade diretamente envolvida for considerada na prática. Outro fator essencial apontado por ele para o sucesso de um plano de manejo é a integração do Plano de Gerenciamento Costeiro com as próprias ações da APA. “Se houver um empenho dos órgãos envolvidos com o turismo, existe uma grande possibilidade destas ações da APA trazerem um desenvolvimento de forma sustentável, por meio das atividades de recreação na natureza como, por exemplo, o mergulho e passeios em embarcações turísticas”, explicou o secretário.
Fonte imprensa livre

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