Ai meu deus, me dei
mal / Bateu à minha porta o japonês da Federal...
[vídeos – 2]
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“Ai meu deus, me
dei mal / Bateu à minha porta o japonês da Federal / Ai meu deus, me dei mal / Bateu
à minha porta o japonês da Federal
Dormia o sono dos
justos / Raiava o dia eram quase seis / Escutei um barulhão / Avistei o
camburão / Abri a porta e o japonês então falou / Vem pra cá / Você ganhou uma
viagem ao Paraná
Ai meu deus, me dei
mal / Bateu à minha porta o japonês da Federal / Ai meu deus, me dei mal / Bateu
à minha porta o japonês da Federal
Com o coração na
mão / Eu respondi: o senhor está errado / Sou trabalhador / Não sou lobista,
senador ou deputado
Ai meu deus, me dei
mal / Bateu à minha porta o japonês da Federal / Ai meu deus, me dei mal / Bateu
à minha porta o japonês da Federal
Dormia o sono dos
justos / Raiava o dia eram quase seis / Escutei um barulhão / Avistei o
camburão / Abri a porta e o japonês então falou / Vem pra cá / Você ganhou uma
viagem ao Paraná
Ai meu deus, me dei
mal / Bateu à minha porta o japonês da Federal / Ai meu deus, me dei mal / Bateu
à minha porta o japonês da Federal”
Aquele japonês que aparece durante as
prisões feitas pela Polícia Federal na operação lava-jato está sendo “endeusado”
como um agente a serviço da Justiça, prendendo bandidos e prestando um grande
serviço à Nação, cansada já e até angustiada diante de tantos casos de corrupção
e de rapinagem de milhões de reais dos cofres públicos.
Aquele japonês é o agente Newton Ishii,
chefe do núcleo de operações da Polícia Federal de Curitiba-PR. Ele aparece
como herói e até ganhou uma marchinha de carnaval, que pode ser conferida
acima. Nas redes sociais, há declarações como “Coisa mais querida o japonês da
Federal. Parabéns Polícia Federal Brasileira. Vocês são heróis.”
A pergunta que se faz é: será?
Ao efetuar as prisões determinadas pela
Justiça, o agente nada mais faz do que cumprir com as suas obrigações. Afinal,
ele ganha para isso. Não há nada de “heroísmo” nessas ações, nem estas revelam,
por si só, uma especial característica de funcionário público que possa
rotulá-lo como “do bem”. O seu único mérito, ao que parece, é aparecer nos vídeos
dos telejornais e nas fotos dos jornais e dos sites noticiosos. Apenas isso.
A história desse agente pode ser outra bem
diferente.
Matéria publicada no site noticioso Último
Segundo traça um perfil desse agente policial. Segundo o site, Newton
Ishii, chefe do Núcleo de Operações da Polícia Federal de Curitiba (PR), foi
preso em flagrante em 2003. Coisa boa não terá feito.
A matéria prossegue:
“Agente da PF, Newton Ishii está em todas prisões da Operação Lava Jato. Baixo,
de cabelos brancos e sempre de óculos escuros, Newton Ishii, é figura
garantida nas ações da Operação Lava Jato. Chefe do Núcleo de Operações da
Polícia Federal em Curitiba, o agente Newton Ishii esteve presente em
importantes prisões, como a do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, do
empresário Marcelo Odebrecht, do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, e do
pecuarista José Carlos Bumlai.”
“Alvo de piadas recentes nas redes sociais e visto como alguém que faz
valer a lei, Newton Ishii foi preso com outros cinco agentes pela própria
Polícia Federal em 2003, durante a Operação Sucuri, no Paraná, suspeito de
integrar uma organização criminosa acusada de contrabandear grande quantidade
de mercadorias para o Paraguai. À época, o Tribunal Regional Federal (TRF)
negou o pedido de habeas corpus dos policiais federais presos.”
“Segundo o Ministério Público Federal (MPF), os denunciados deixavam de
fiscalizar táxis e vans conduzidos por outros integrantes da quadrilha,
responsáveis pelo transporte das mercadorias do Paraguai para o Brasil.”
“Processo - De acordo com o blog Expresso, da revista Época, Ishii responde a
processos criminal e civil, além de uma sindicância. Ele foi reintegrado pela
Polícia Federal com confiança da direção. A prisão do senador Delcídio do
Amaral (PT-MS) revelou um áudio em que o parlamentar teria supostamente citado
o agente da PF como “o japonês bonzinho” que vende informações para revistas.”
“Piadas - A presença constante nas prisões da Lava Jato deu certo reconhecimento
a Newton Ishii e alguns perfis nas redes sociais o citam em brincadeiras, como
o do comediante Sérgio Mallandro, que traz uma montagem com fotos do policial e
a mensagem. “Se esse japonês tocar a campainha da sua casa às 6h da manhã não
abra porque você tá f**ido. Rá!!”, disse o humorista.
A Marchinha – Composta por Thiago Vasconcellos de Souza, 36
anos, em parceria com Dani Batistoni, Jabolinha e Tigrão, a marchinha
homenageia o agente policial que aparece durante as prisões da lava-jato e foi
inscrita no concurso de marchinhas carnavalescas da Fundição Progresso, no Rio
de Janeiro. Ao Estadão (site), Thiago Vasconcellos revelou: “Achei que o
japonês era o personagem perfeito para uma marchinha, um cara que ninguém conhece
direito, mas todo mundo conhece e acabou virando uma personalidade emblemática”.
Delcidio se refere ao agente - O site
da revista Carta Capital divulgou alguns trechos da conversa gravada pelo filho
de Cerveró que ensejou a prisão do senador Delcídio Amaral, em que o agente da
Federal é citado como sendo o “japonês bonzinho” que ajudaria o trabalho de fuga de um
dos integrantes da quadrilha:
Herói ou bandido, você decide...
[Fontes pesquisadas: www.cartacapital.com.br e www.ultimosegundo.ig.com.br]
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