Confira a Pág 2 do
jornal Expressão Caiçara que circulou em 03 dez 2015:
De volta ao passado
A
Justiça Eleitoral anunciou que por falta de dinheiro –claro, a turma do
mensalão, petrolão, da lava-jato, Zelotes, BNDES e o escambau rapou tudo– as
eleições do ano que vem vai ser toda digital, isto é, a contagem dos votos vai
ser na base do dedão molhado na esponja, do mesmo modo como se fazia nos tempos
de antanho. Nada da famigerada urna eletrônica, objeto da desconfiança de muita
gente, já que não mostra a versão impressa do voto.
Veinho sem-vergonha
Deu
na TV que o Papai Noel alugou um helicóptero para uma de suas aparições e
depois acabou surrupiando a aeronave. Não é de hoje que se desconfiava desse
“bom velhinho”, que distribui presentes aos riquinhos e deixa os meninos pobres
lambendo sabão. Agora ele revela a sua verdadeira identidade. Pobre do piloto,
que ainda por cima tem um nome desgranhudo de feio: Caio Pinto. Caiu o quê? De
quem?
Sonhos de Ícaro
Essa
escutei num bar. Um candidato a vereador do passado, que teve boa votação mas
não entrou, estava dizendo que iria apoiar o Alê Som (se este vier a ser
candidato, claro) em troca de ser o seu primeiro assessor na Câmara. Disse que
o “apoiado” ainda não sabia da proposta, que ainda tinha outra condição: quando
o Alê fosse sair para prefeito, no futuro, este deveria apoiar esse tal
candidato para a Câmara. Sonhar pode. Sonhar, sonhar, subir, subir. Será?
Os trapalhões
Não
eram o Didi, o Muçum, nem Dedé ou o Zacarias. Eram o Tião Bota, o Robertinho, o
Canarinho e o Humberto, atrapalhadíssimos. Enquanto o Cleiton tirava um cochilo
no barco, segurando a vara (de pescar) e esperando algum peixe morder a isca,
os trapalhões-caiçaras cismaram de pregar uma peça no belo adormecido:
amarraram uma latinha de cerveja (vazia) naquela que acreditavam ser a sua linha,
para depois dar um tranco, simulando peixe, e vê-lo brigar com a lata.
Realmente, ia ser uma cena muito engraçada. Ia...
Skol, homem...
Tião amarrou a lata,
jogou na água, esperou um pouquinho e tascou o tranco. Só que, em lugar do
Cleiton “ferrar” o bichão, quem deu um pulo foi o Robertinho. E toca a puxar
linha, gritando, todo escandaloso, que tinha uma raia na sua linha. Deve ter
julgado pelo tranco – o braço do Tião é mesmo forte. Depois de brigar um
tempão, Robertinho enfim trouxe um belo peixe-lata a bordo. Pior: conseguiu
embaraçar a linha de todos os colegas, menos a do Cleiton, que acordou meio sem
saber o que acontecia, mas não deixou de dizer “bem-feito!” aos trapalhões com
cara de pastranho. Pois, é...


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