Ilhabela - O vereador Sampaio Junior (PROS)
usou a Tribuna na sessão Ordinária da última terça-feira (10/11) para relatar
aos presentes os resultados do trabalho conjunto ente as Comissões de
Fiscalização e Controle e Finanças e Orçamento. Avaliaram-se dois projetos de
Lei do Executivo para mudanças na gestão do
Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Ilhabela (Ilhaprev), entre
elas, alteração do plano de custeio do Regime de Previdência, redução da
remuneração do diretor-presidente e criação do pagamento de jetons de presença
para os conselheiros.
“Além dos R$ 36 milhões de aporte que
o Executivo propõe, que é um valor que assusta, nos deparamos com um problema
mais sério que é a coleta de informações, necessária para um melhor cálculo
atuarial”, disse o parlamentar. Sampaio (PROS) declarou que as reuniões
realizadas entre as Comissões e membros da administração municipal, Ilhaprev e
Sindicato dos Servidores, estão sendo importantes para detectar o problema e
buscar soluções. “Vamos dar um prazo para que isso seja parcialmente sanado ou
encaminhado para que mude essa situação”.
O parlamentar também sugeriu aos
demais colegas que se engajem na causa. “Esse seja talvez um dos mais
importantes problemas que esta Casa deveria acompanhar, porque hoje o município
tem como solucionar, mas se não tivesse, o fundo de pensão dos funcionários
estaria falido”, alertou.
Sampaio (PROS) ainda abordou a
questão da “devolução” do prédio que seria destinado às novas instalações do
Legislativo. “Sou solidário aos demais colegas que já se manifestaram. Tenho a
dizer ao senhor presidente que eu não tinha visto os dizeres do documento, mas
calçar essa situação como não tendo o Conselho do Plano Diretor autorizado a
obra, me perdoe, mas chegou ao Conselho depois que a obra já estava pronta.
Esse é que o problema na cidade. Se desrespeita a Lei e depois pede para as
pessoas consertarem as coisas e isso não pode acontecer”, concluiu.
Vereadora Gracinha Ferreira - críticas à devolução do prédio
do Legislativo
A vereadora Gracinha Ferreira (PSD)
usou a Tribuna na sessão Ordinária da Câmara de Ilhabela para criticar o
presidente do Legislativo, vereador Adilton Ribeiro (PSD), pela “devolução” do
prédio localizado na Barra Velha, que seria destinado às novas dependências da
Casa de Leis. “Respeito, é meu colega de partido, mas fiquei indignada porque
ele não levou em consideração a manifestação de cinco vereadores desta Casa,
nem a vontade popular, com abaixo assinado dos moradores da Barra Velha e da
família do vereador Donizette”, disse a parlamentar.
Gracinha se referiu a um ofício
enviado pelo presidente ao Executivo, no qual manifesta o “desinteresse do
Legislativo pelo noticiado imóvel”. A vereadora disse que o documento devia
manifestar que a vontade é da minoria, e rebateu os argumentos do parlamentar
de que o local não comportaria a estrutura da Câmara. “Cabe toda essa estrutura
que temos aqui. Cabe sim porque antes de pedirmos pro Executivo comprar fomos
até lá com os funcionários desta Casa e depois com o prefeito e com o secretário
de Obras”.
A vereadora disse ainda que acredita
que a decisão foi uma retaliação ao seu voto contrário à destinação de verba
para a escola paulistana de Vila Maria, que terá Ilhabela como enredo do
Carnaval 2016. “Votei contrário e voto quantas vezes for necessário. A cidade
precisa de muito mais coisas do que verba para Carnaval de uma escola fora da
cidade. Respeito o Carnaval, mas votei e votaria contra quantas vezes fosse
necessário”, afirmou.
Gracinha disse não entender o motivo
de querer que a Câmara fique na Vila e precisamente na Casa da Princesa, e
voltou a defender que o local seja desapropriado para ser preservado com cunho
turístico e cultural. “Sou totalmente contra a mudança da Câmara para a Vila,
principalmente para a Casa da Princesa. Acho um pecado destruir o que é um
pedaço da história do nosso município, apesar de que o prefeito disse que
poderia fazer por decreto, que ele faça, parabéns, mas não conte com o meu
apoio”.
Bandas - Gracinha (PSD) também criticou a resposta da Secretaria de Educação a um
requerimento se sua autoria, endereçado ao Executivo, no qual referia-se à Lei
436/06 que criou Encontro de Bandas e, desde que foi sancionada só houve uma
edição. Na resposta, enviada pela Secretaria de Educação, há uma “lista” com
todas as atividades musicais oferecidas pelas instituições de ensino na cidade,
o que irritou a vereadora. “A Lei se refere às bandas musicais, músicos
profissionais. Sei que a escola tem vários projetos, a Cultura também vem
fazendo ótimo trabalho, mas ela (a secretária de Educação) trata a gente como
ignorante, descreve tudo que a escola faz, como se a gente não soubesse e acaba
não respondendo ao requerimento”, finalizou.
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