Projeto para
instituir serviço de moto-táxi e cobradores nos coletivos em Ilhabela
O vereador ilhéu Cleison Ataulo Gomes, o Guarubela (PRB), apresentou
três projetos de Lei que visam melhorias no sistema de transporte em Ilhabela
na sessão Ordinária da última terça-feira (6/10). O parlamentar quer instituir
o serviço de moto-taxi na cidade, exigir a volta dos cobradores nos ônibus de
transporte coletivo, bem como a afixação de listas com as linhas de horários
dos coletivos em todos os pontos de ônibus do município.
Cleison defende o serviço de moto-taxi como uma alternativa de
transporte, sobretudo para pessoas que trabalham nas extremidades da cidade,
além de ser uma fonte de geração de emprego. De acordo com a proposta, a
prefeitura expediria 100 permissões e teria 90 dias para implantar o serviço
após a sanção da Lei.
Já o projeto que estabelece a obrigatoriedade de cobradores nos veículos
do transporte coletivo tem a intenção de melhorar a prestação do serviço,
atribuindo ao “cobrador”, além da função inerente de cobrar a passagem para
quem paga em dinheiro, auxiliar e orientar os usuários, especialmente idosos,
gestantes e pessoas com mobilidade reduzida. Cleison salienta ainda que a
presença do cobrador contribui muito para a segurança dos usuários, uma vez que
o motorista pode dedicar-se exclusivamente à sua função.
Por fim, a obrigatoriedade de instalação de listas com horários de
linhas do transporte coletivo disponíveis no município é uma melhoria não só
para o munícipe, mas também para o turista que visita a cidade.
Os três projetos foram encaminhados para as Comissões Permanentes da
Casa para análise.
Manifesto contra remoção da nova
Câmara na Barra Velha
Cinco vereadores ilhéus se manifestaram contra a possível alteração da
nova sede da Câmara durante a sessão Ordinária da última terça-feira (6/10).
Benedita Gonzaga, Profª Dita (PTB), Dr. Thiago Santos (SD), Gracinha Ferreira
(PSD) e Sampaio Junior (PROS) usaram a Tribuna da Casa para contestar as
declarações do prefeito Toninho Colucci durante uma inauguração, onde afirmou
que por consenso, os vereadores decidiram devolver o prédio adquirido em 2013
na Barra Velha, aceitando a mudança da sede para a Casa da Princesa, no centro,
que ainda deve ser desapropriada.
“Eu não sei se isso é verdade, mas várias pessoas me ligaram falando
dessa afirmação. Quero dizer que não faço parte desse consenso. Sou totalmente
contra a mudança da Câmara para a Vila. A Câmara deve ficar na Barra Velha,
onde o povo está!”, declarou Professora Dita (PTB). A parlamentar disse ainda
que não é contrária à desapropriação da Casa da Princesa, desde que seja para
outros projetos.
O segundo a usar a tribuna foi o vereador Dr. Thiago Santos (SD), que
participou da inauguração onde o prefeito fez a afirmação e também negou ter
aceitado a proposta. O vereador falou ainda sobre um abaixo assinado com 1,5
mil assinaturas protocolado na Casa por moradores da Barra Velha, pedindo que
as novas instalações permaneçam no bairro. “Quero deixar bem claro que ainda
não chegou nessa Casa nenhuma suplementação para comprar a Casa da Princesa e
não será com o meu voto, pois não apoio essa construção”, disse.
A vereadora Gracinha Ferreira (PSD) falou sobre todo o processo de
economia em sua gestão à frente da presidência da Câmara e da “luta” para que o
dinheiro devolvido ao Executivo fosse usado na aquisição do prédio na Barra
Velha. “Faço aqui um apelo aos vereadores e ao senhor prefeito, para que a nova
Câmara permaneça na Barra Velha, que façamos as adequações necessárias e que
fiquemos lá”. A vereadora disse ainda que não é contra a aquisição da Casa da
Princesa, mas desde que seja para fins culturais ou de turismo e não para ser a
nova sede da Casa de Leis.
O vereador Sampaio Junior (PROS) falou de sua indicação, feita no mês de
março, para que o município incorporasse a Casa da Princesa ao patrimônio
público, no entanto, frisou que é totalmente contrária à mudança da Câmara para
o local. “Lá poderia ser um local para abrigar exposições permanentes de
artistas internacionais junto com o Salão Waldemar Belisário, por exemplo”,
sugeriu. “Pedimos sim, que desapropriasse, mas para que fosse um Centro de
Exposições voltado à cultura, porque isso está ligado ao nosso turismo também”,
declarou. Sampaio ainda criticou a aquisição da Fazenda Engenho D’Água,
desapropriada recentemente pela Prefeitura, que segundo disse, “Só serviu para
exposição de barco”.
A vereadora Dra. Rita Janete (PTdoB), não utilizou a tribuna, mas usou a
palavra para corroborar as falas anteriores dos colegas. “Sou favorável à
desapropriação da Casa da Princesa, mas desde que não esteja vinculada à
instalação da Câmara lá. O lugar da Casa do Povo é na Barra Velha”, concluiu.
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