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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Câmara de Ilhabela discute serviço de moto-táxi de protesta contra remoção da sede do Legislativo

Projeto para instituir serviço de moto-táxi e cobradores nos coletivos em Ilhabela

O vereador ilhéu Cleison Ataulo Gomes, o Guarubela (PRB), apresentou três projetos de Lei que visam melhorias no sistema de transporte em Ilhabela na sessão Ordinária da última terça-feira (6/10). O parlamentar quer instituir o serviço de moto-taxi na cidade, exigir a volta dos cobradores nos ônibus de transporte coletivo, bem como a afixação de listas com as linhas de horários dos coletivos em todos os pontos de ônibus do município.

Cleison defende o serviço de moto-taxi como uma alternativa de transporte, sobretudo para pessoas que trabalham nas extremidades da cidade, além de ser uma fonte de geração de emprego. De acordo com a proposta, a prefeitura expediria 100 permissões e teria 90 dias para implantar o serviço após a sanção da Lei.

Já o projeto que estabelece a obrigatoriedade de cobradores nos veículos do transporte coletivo tem a intenção de melhorar a prestação do serviço, atribuindo ao “cobrador”, além da função inerente de cobrar a passagem para quem paga em dinheiro, auxiliar e orientar os usuários, especialmente idosos, gestantes e pessoas com mobilidade reduzida. Cleison salienta ainda que a presença do cobrador contribui muito para a segurança dos usuários, uma vez que o motorista pode dedicar-se exclusivamente à sua função.

Por fim, a obrigatoriedade de instalação de listas com horários de linhas do transporte coletivo disponíveis no município é uma melhoria não só para o munícipe, mas também para o turista que visita a cidade.

Os três projetos foram encaminhados para as Comissões Permanentes da Casa para análise.  

Manifesto contra remoção da nova Câmara na Barra Velha

Cinco vereadores ilhéus se manifestaram contra a possível alteração da nova sede da Câmara durante a sessão Ordinária da última terça-feira (6/10). Benedita Gonzaga, Profª Dita (PTB), Dr. Thiago Santos (SD), Gracinha Ferreira (PSD) e Sampaio Junior (PROS) usaram a Tribuna da Casa para contestar as declarações do prefeito Toninho Colucci durante uma inauguração, onde afirmou que por consenso, os vereadores decidiram devolver o prédio adquirido em 2013 na Barra Velha, aceitando a mudança da sede para a Casa da Princesa, no centro, que ainda deve ser desapropriada.

“Eu não sei se isso é verdade, mas várias pessoas me ligaram falando dessa afirmação. Quero dizer que não faço parte desse consenso. Sou totalmente contra a mudança da Câmara para a Vila. A Câmara deve ficar na Barra Velha, onde o povo está!”, declarou Professora Dita (PTB). A parlamentar disse ainda que não é contrária à desapropriação da Casa da Princesa, desde que seja para outros projetos.

O segundo a usar a tribuna foi o vereador Dr. Thiago Santos (SD), que participou da inauguração onde o prefeito fez a afirmação e também negou ter aceitado a proposta. O vereador falou ainda sobre um abaixo assinado com 1,5 mil assinaturas protocolado na Casa por moradores da Barra Velha, pedindo que as novas instalações permaneçam no bairro. “Quero deixar bem claro que ainda não chegou nessa Casa nenhuma suplementação para comprar a Casa da Princesa e não será com o meu voto, pois não apoio essa construção”, disse.

A vereadora Gracinha Ferreira (PSD) falou sobre todo o processo de economia em sua gestão à frente da presidência da Câmara e da “luta” para que o dinheiro devolvido ao Executivo fosse usado na aquisição do prédio na Barra Velha. “Faço aqui um apelo aos vereadores e ao senhor prefeito, para que a nova Câmara permaneça na Barra Velha, que façamos as adequações necessárias e que fiquemos lá”. A vereadora disse ainda que não é contra a aquisição da Casa da Princesa, mas desde que seja para fins culturais ou de turismo e não para ser a nova sede da Casa de Leis.

O vereador Sampaio Junior (PROS) falou de sua indicação, feita no mês de março, para que o município incorporasse a Casa da Princesa ao patrimônio público, no entanto, frisou que é totalmente contrária à mudança da Câmara para o local. “Lá poderia ser um local para abrigar exposições permanentes de artistas internacionais junto com o Salão Waldemar Belisário, por exemplo”, sugeriu. “Pedimos sim, que desapropriasse, mas para que fosse um Centro de Exposições voltado à cultura, porque isso está ligado ao nosso turismo também”, declarou. Sampaio ainda criticou a aquisição da Fazenda Engenho D’Água, desapropriada recentemente pela Prefeitura, que segundo disse, “Só serviu para exposição de barco”.


A vereadora Dra. Rita Janete (PTdoB), não utilizou a tribuna, mas usou a palavra para corroborar as falas anteriores dos colegas. “Sou favorável à desapropriação da Casa da Princesa, mas desde que não esteja vinculada à instalação da Câmara lá. O lugar da Casa do Povo é na Barra Velha”, concluiu.

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