Os vereadores de Ilhabela derrubaram dois dos três vetos do Executivo
constantes da Pauta da Ordem do Dia da Sessão Ordinária da última terça-feira
(25/8) por unanimidade.
Com isso, o presidente da Câmara, vereador Adilton
Ribeiro (PSD), deve promulgar o PL 47/2015, proposto pelo vereador Thiago
Santos (SD), que dispõe sobre a fixação de quadro informativo com
nome, registro, especialidade do profissional médico, dias e horários de
atendimento no Hospital Mário Covas e nas Unidades Básicas de Saúde da cidade;
bem como o PL 33/2015, de autoria do vereador Luizinho da Ilha (PCdoB), que
prevê a obrigatoriedade de instalação de bicicletários em prédios públicos.
O Executivo havia vetado as matérias por vício de iniciativa e por
onerar os cofres públicos, entre outros apontamentos. Os vereadores se
posicionaram contrários aos argumentos do Executivo. O autor do projeto de
quadros informativos na Saúde, Dr. Thiago Santos (SD) ressaltou que a matéria
já existe em outras cidades, como por exemplo, em Piquete, no Vale do Paraíba,
onde a prefeitura, inclusive, perdeu a Ação Direta de Inconstitucionalidade
impetrada contra o projeto. Sampaio Junior (PROS) e Rita Janete, Drª Rita
(PTdoB), também se posicionaram contra o veto, ressaltando que todos têm
direito à informação.
No caso do Projeto dos Bicicletários em prédios públicos, os
parlamentares entenderam que a medida é apenas uma questão de planejamento, já
que deverá ser inserida em futuras instalações. Além disso, os parlamentares
argumentaram que o município tem investido em novas alternativas de transporte,
como o Aquabus e a própria ciclovia, tornando necessária a realização de
infraestrutura adequada para que as pessoas possam adotar o uso desse
transporte.
“Com tanta ciclovia no município, é necessário ter bicicletários. Por
isso vou votar contrário ao veto”, declarou o vereador Cleison Guarubela (PRB).
Dr. Thiago criticou a justificativa do Executivo para o veto. “Se for pensar,
tudo é competência do Executivo, então nós não vamos poder fazer mais nada?
Vereador tem que legislar pra cidade andar”, salientou.
Luizinho da Ilha (PCdoB), autor do projeto, defendeu a necessidade de
planejamento. “Planejar é preciso. Quebrar o veto não é ir contra o prefeito, é
ir a favor da população”. Os parlamentares cobraram ainda a implantação dos
sistemas de modais de bicicleta, nos moldes do que existe no Rio de Janeiro,
São Paulo e em países da Europa.
Veto Mantido - Já o veto ao PL 41/2015, proposto pelo próprio Executivo, que altera e
renumera dispositivos na Lei 1067/2014, que criou o Programa Bolsa Atleta, foi
mantido por unanimidade.
A proposta original recebeu emenda parlamentar e entre as alterações
estava a necessidade e prestação de contas mensalmente pelos bolsistas. O
Executivo resolveu vetar a proposta integralmente, alegando que as mudanças
realizadas pelo Legislativo inviabilizaria a execução da Lei.
Luizinho da Ilha (PCdoB), líder do Governo, pediu que os pares acatassem
o veto para que um novo projeto, contemplando também a criação do Conselho de
Esportes, voltasse à Câmara, para que enfim, a Lei “saia do papel”.
Os vereadores Sampaio Junior (PROS) e Rita Janete (PTdoB), acataram o pedido, mas salientaram que a prestação de contas quando se trata de dinheiro público é uma obrigação, criticando a justificativa de veto apresentada pelo Executivo .

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