Cerca de 80 pessoas
participam da caminhada que sairá da Matriz, às 6h desta sexta-feira (26)
Incentivar a devoção a São
José de Anchieta, canonizado em 3 de abril de 2014 pelo papa Francisco e
nomeado, este ano, co-padroeiro do Brasil pela Conferência Nacional dos Bispos
do Brasil (CNBB). Essa é a proposta do projeto “Caminhando com Anchieta”,
peregrinação religiosa pelo Litoral Norte que parte nesta sexta-feira (26), da
Igreja Matriz de São Sebastião, após a missa de envio aos peregrinos que terá
início às 6h.
Cerca de 80 pessoas
participarão da peregrinação 2015 percorrendo 80km a pé entre a cidade de São
Sebastião e Ubatuba. Com apoio do Conselho Municipal de Turismo de São
Sebastião (COMTUR), da Prefeitura e Fundação de Arte e Cultura de Ubatuba
(Fundart) e das Administrações de Caraguatatuba e São Sebastião, a peregrinação
envolverá duas paradas para pernoite. A primeira será na Catedral Divino
Espírito Santo, em Caraguatatuba, e depois na Capela Nossa Senhora das Graças,
no Sertão do Quina, em Ubatuba, cidade onde a peregrinação será encerrada
domingo (28), com missa a partir das 17h, celebrada pelo bispo diocesano Dom
José Chacorowski.
Festival
“Anchieta, o Apóstolo da Paz”
também será tema do Festival de Música previsto para 26 de julho, no Teatro
Municipal de São Sebastião.
As inscrições estão abertas
para qualquer pessoa que queira participar. O regulamento já está no Blog da
Diocese de Caraguatatuba. Já, em setembro, será inaugurado o segundo Marco da
Paz do Litoral Norte, em Ilhabela, com o apoio da Prefeitura Municipal.
A iniciativa é da igreja
Católica, por meio da Diocese de Caraguatatuba.
Segundo o coordenador do projeto “Caminhando com Anchieta”, padre André
Luiz Ouriques, a peregrinação deve incentivar o turismo religioso na região.
“Temos uma história de fé com a passagem de São José de Anchieta por nossas
praias; temos a marca de Santo Antonio, em Caraguatatuba, e ainda uma história
pouco conhecida que é a aparição de Nossa Senhora, anos antes do Milagre de
Fátima, no Sertão da Quina, em Ubatuba. Tudo isso precisa ser valorizado
religiosamente e, para ajudar, temos um dos litorais mais lindos para se
apreciar. Um grande presente de Deus que pode ser agregado a tudo isso”, disse
o padre.
Canonização
O padre José de Anchieta
(1534-1597) foi canonizado pelo papa Francisco em solenidade no Vaticano, em 3
de abril de 2014, exatos 417 anos após sua morte. São José de Anchieta
tornou-se, oficialmente, o terceiro santo brasileiro depois de Madre Paulínia,
canonizada em 2002 pelo papa João Paulo II, e frei Galvão, que se tornou em 2007,
no papado de Bento XVI, o Santo Antônio de Sant'Ana Galvão.
Nascido nas Ilhas Canárias em
1534, Anchieta veio para o Brasil aos 19 anos e aqui fez toda sua obra como
evangelizador. Faleceu aos 63 anos no Espírito Santo, reconhecido como o
“Apóstolo do Brasil “. Ao longo de seus 43 anos no país, participou da fundação
de escolas, cidades e igrejas, liderou o processo de catequização dos índios
Tupiniquins e Tamoios que se espalhavam do litoral sul do Estado de São Paulo
ao Ceará, e foi autor da primeira gramática brasileira, a “Arte da Gramática da
Língua Mais Usada na Costa do Brasil”. Escrita em seis meses, a cartilha
descreveu e sistematizou no papel uma "língua nova", o tupi.

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